terça-feira, 23 de abril de 2013

DIA DO LIVRO


Hoje o calendário marca um dia importante: o Dia do Livro! Fui convidada a estar presente no Jardim de Infância do Centro Social de Alfarelos, para contar histórias a meninos pequeninos e lindos, cheios de sorrisos e muita energia, num espaço onde "não há lugar para tristezas"! :)

Entre histórias e sorrisos, ainda houve tempo para jogar à bola, andar de escorrega e de baloiços, distribuir abraços, beijinhos e rebuçados! Adorei esta primeira experiência e prometi voltar! Foi (mais) um desafio superado e gratificante! Agradeço desde já, o convite! :)


"1, 2, 3 BANANAAAAAAAAAAAA"


Tive direito a presente e tudo com desenhos dos meninos lindos.
Muitos deles, a ilustrar,eu a ler-lhes uma história :)



FOTOS E PALAVRAS EMOCIONADAS DE JESSICA NEVES NA APRESENTAÇÃO DO SEU LIVRO NO IPH


A sala muito bem composta


 Ana Baptista (senhora d'emoções que também apresentou o seu livro na mesma noite) e Jessica Neves

Ana Baptista sorridente leu um poema do livro de Jessica Neves



Os músicos Miguel Cruz e Duarte Emi

Hoje além das fotos, partilho as minhas palavras emocionadas na Apresentação do meu livro, inserido na Semana Cultural e nos "Livros com chocolate" no IPH, no dia 12 de Abril.

Palavras essas de Alma e Coração de alguém, que se emocionou com a presença de familiares, amigos e muitos outros que encheram a sala e a minha alma!

1 minuto e 18 intenso mas, curto para gerir tamanhas emoções.



Acabei de publicar o vídeo no youtube :)


Deixo o link para quem quiser ver:
http://www.youtube.com/watch?v=fptKB-8qVbA


A todos os que me acompanham o meu agradecimento é eterno. *****

segunda-feira, 22 de abril de 2013

DUETO TELMO ROLO E JESSICA NEVES - SIMPLESMENTE AMOR






















O amor faz nascer 
A vida em mim 
No que me faz crescer 
A viver até ao fim…

O amor

É um poema a dois
Pincelado de cor e dor
Que não se quer para depois!


É um sentimento infinito 

De seu belo ser 
Entre tudo o que há de mais bonito 
Do que todos sonham ter…

Para se atingir a felicidade
Amor é preciso sentir e viver
Nas asas da liberdade
No mais íntimo do ser!

A vida vive 
No seu amor 
Sem o sentimento sobrevive 
Sem viver, ao sobreviver na dor…

Mistura de sentimentos
De sabor agridoce
Sem olhar a contratempos
Quero ter-te na minha posse!


Quero que sejas tu a minha lua 
Serei eu o teu sol 
Nesta luz que embora tua 
Ilumina na luz de um farol

Eu e tu, juntos caminharemos
Com o mesmo olhar
Lado a lado permaneceremos
A amar, amar, amar…

sexta-feira, 19 de abril de 2013

SOB A CARENTE PAISAGEM DO RIO ALENQUER



Esta noite pede o sonho aliado à fantasia
Em céu estrelado, sob a carente paisagem do Rio Alenquer
Despe-me o cheiro do teu perfume “Euphoria”
Apetece(s)-me! Deixa-me usufruir do prazer de ser Mulher…


Deixa que se apodere o desejo
Pelo quarto adentro… Apaga a luz!
Acende-me com o néctar demorado do teu beijo
E vem nesse tom rubro que me seduz!



Entrego o meu corpo à (tua) loucura
Forra-me de bronze, prata e ouro 
Ama-me agora, sem qualquer censura
Resgata dentro de mim, o maior tesouro!



Conquista-me a cada carícia
Passeia livremente pelo meu regaço
Sorvendo cada gota, de delícia em delícia
Dá-se o enlace da pele num aperto sem espaço!



Genuíno anel em talha dourada
Numa dança envolvente que ousa saciar
Uma cama de rosas em lençóis de mel deitada
Destinada a amar, amar, amar…

quinta-feira, 18 de abril de 2013

IMENSURÁVEL - DUETO KARINNA E JESSICA NEVES




Há tanto para ser dito
Não há palavra que alcance
A imensidão desse sentir
Como o bailado do vento...

Há tanto para ser sentido
Nos versos que carregamos
Como círios voláteis
Em chamas de ternuras no peito...

Há tanto para ser desvendado
No ventre dos teus olhos
As mãos colhem rosas aos molhos
Felizes por te ter a meu lado...

Há tanto, tanto para escrever 
Em cascata livre alinhando o poema
Que continuo no amargo dilema
...De querer e nunca ser!


                               Obrigada poetisa além mar Karinna* por esta primeira partilha poética!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - O POEMA DA NOSSA NOITE



















A luz escondeu-se nas velas duma falua
E a noite correu, solta e nua
Pela praia, chorando adeuses
E saudades.

Eras tu aceso na minha memória
Entre queixumes e lençóis de glória
Pelo areal ferido, pousava embalado
O passado.

E as ondas, doces
Diziam-te que não fosses,
Que não fosses
Que não fosses...
E se me enlaçasses?!
Pedia-te só que ficasses,
Que ficasses
Que ficasses…

Um pouco
Mais…
O amor é louco
Lutar nunca é demais!...

Ah, mar que me roubaste o lírico canto,
Deixa-me nas águas o reflexo
Do sol que inebriámos!


Ah, sal que nos roubaste o encanto,
Deixa-me sair deste poema sem nexo
Depois do céu que despedaçámos!


17.04.13

terça-feira, 16 de abril de 2013

A TI, PAI QUE NUNCA CONHECI























As memórias são escassas
Escapam-se entre os dedos
Pelo meu peito trespassas
Como criança escondendo segredos...



Pai
Queria tocar ao de leve teu rosto
Sentir-te perto de mim e ouvir cada ensinamento
Bebendo da vida, o mosto
Feliz de cada momento
Eternizado, a teu lado...



Nunca te quis passado acordado
Nesta ferida aberta
Que mata e desconcerta
Um sonho desacreditado...
Queria apenas o toque inesperado
Acalmando as noites frias
Usufruir de te ter do meu lado
Como estrela de todos os dias...


Pai
Ainda hoje te tenho como um verso mudo
Vem! Espero-te.
És tudo!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A MINHA ESCOLA (NUM OLHAR DE MENINO)

















Do telhado da minha escola
Avisa-se um pouco de tudo
Vejo os rapazes jogando à bola
Lembro-me de quando era miúdo!

Era um génio pequenino
Que Deus um dia inventou
Quase nada mudou
Nem as feições de menino!

Volto sempre aqui…
Oh, minha escola! Pedaço de vida!
Se soubesses o quanto gosto de ti
Lágrimas e vitórias
Guardo numa tela jamais esquecida!

O jogo do lencinho
E até o do pião
Tudo por um docinho
Tudo para dar a mão!

Guardo com tanta nostalgia
Cada brincadeira, cada momento
Olho as faces sem alegria
Qual será o motivo do descontentamento?

Jovens nos bancos do jardim
Mochilas às costas cheias de nada
Olho e penso: -“Eu não era assim
Que malta desconcertada!”

Mentes e chãos poluídos
A campainha soa, mil e um ruídos
Cadernos em branco, adormecidos
Corpos suados, semblantes encardidos…

Preocupações banais
Vícios cada vez mais
A inocência d’antigamente
Passa ao lado, simplesmente!

Vai longe, muito longe
O tempo da minha escola…
Hoje
A azáfama deixou de existir
Os jovens fazem o mínimo
Querem logo desistir!

25.01.13

domingo, 14 de abril de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - DOCE POEMA D'HOJE







Um dilema

Cor de ontem
Um poema

Doce d´hoje

Teorema
Sem segredo
Uma gema
No meu dedo

Um anel
Desejado
Com mel
Roubado
Ser fiel
Meu fado
Em papel
De noivado!



Ai amor

Que aventura

No calor
Da nossa cama
O melhor
Do casamento
É a flor
Do sentimento



Ser raiz 

Dentro de ti
Sempre quis
Ter-te assim
Ser feliz
Só contigo
Flor-de-lis
Meu abrigo!



Sempre doce

Meu viver

Ai se fosse
Sempre assim
Esta posse
Terna e pura
Ninguém troce
Da ternura



Quero sentir

Este amor
Sem fugir
É tão bom
Usufruir
Deste dom
Colorir
Num só tom.



10.04.13

sexta-feira, 12 de abril de 2013

DUETO JESSICA NEVES E ANA COELHO - PALAVRAS MUDAS NO OLHAR SEM RIMA




















Hoje não me atrevo a escrever poesia
Ajeito apenas palavras sem nexo
No meu olhar não há sol nem euforia
E escrever é só mais um pretexto...



Caem palavras no olhar sem rima 
O papel virgem (des)espera 
Os lábios (desen)cantam silêncios 
Enquanto os dedos pensam calados...


A alma sobressalta desamparada
O peito desvanece em sufoco
As mãos desconsoladas, sem nada
Fazem o coração soprar louco...


Entre alucinações e (in)quietações
Gritam palavras mudas... névoas soltas
Num pedaço de entrelinhas lúcidas
Que teimam em não se esquecer...

E eu questiono tudo à minha volta
As árvores, os pássaros e a liberdade
Até este verso perdido, aqui à solta
Que solta em meu olhar, a tempestade!

30.03.13


quinta-feira, 11 de abril de 2013

INVASÃO






















Invadem-me o pensamento
Versos soltos do coração
Será a poesia o alimento
Dum nó que cresce sem razão?

Invade-me o olhar farto, um vasto rio
Serpenteando num labirinto d’emoções
Arrepio mil vezes, o amor morre ao frio
Será que foi mais uma de tantas paixões?!

Invade-me um sussurro em tom de saudade
Des(a)pertando um abraço e um sorriso
Eternas carícias nas asas da liberdade
Acenderiam esta noite qualquer paraíso!

Invades-me noite adentro e levas o sono
Assaltas sem querer, tod’o meu sonho
Em que és o único Homem-menino
Do meu sorriso lavado no olhar cristalino!

Invades-me
E és(-me) tudo
Em cada verso mudo…
Enquanto eu,
Fantasia em corpo de mulher
Sou poeta d’alma fracassada
Esta mistura de ser e não ser
Quase poema, um grande nada!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

DUETO JOAQUIM CARMO E JESSICA NEVES - FICA ENTRE NÓS





Será espanto, mesmo, tudo o que na mente tece
A imagem tão bela de um imenso mar azul?
Será grande loucura o que na vida padece
Quem no seu rumo nunca vê nem norte nem sul?
Digo ao mundo? Não, fica entre nós!...


É melhor assim! Para degustarmos a sós
O prazer de sentir o mar a correr pelos dedos
O suave sussurro ao ouvido, da sua voz
A loucura que de norte a sul esconde segredos
Digo(-os) ao mundo? Não, fica(m) entre nós!...


E tal sabor que esta vida nos dá de presente,
Ora doce, ora amargo, será que nos importa?
Pode ser melodia afinada para a gente…
Pode ser um lamento a rondar a nossa porta…
Vai senti-lo o mundo? Não, fica entre nós!...

Sabor agridoce do universo em tempo atroz
Com valores distorcidos, aparência ilusória
Pessoas dignas em bancos de jardim a sós
Pessoas interesseiras a pronunciar “Vitória”!
Digo ao mundo?! Não, fica entre nós!

Não vamos deixar que tão terrível agonia,
Grito, aviso, pedido… seja lá o que for
Que, em cada pessoa cresce forte, dia a dia,
Persista em silêncio e a morrer falho de amor:
Digo ao mundo?! Não, fica entre nós!...

Porque
a nossa partilha sim, é mais do que bela
É p’ra ser usufruída ternamente, a dois
Não é o céu polvilhado com uma só estrela
É um poema entre luas cheias e mil sóis!
Digo ao mundo?! Não, fica (só) entre nós!


BLOG DE JOAQUIM CARMO: joaquimdocarmo.wordpress.com

APRESENTAÇÃO DO LIVRO NO IPH (GRANJA DO ULMEIRO)


Relembro que esta Sexta-feira, dia 12 de Abril, pelas 20h00, estarei no Instituto Pedro Hispano (Granja do Ulmeiro), a apresentar o meu livro "(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração"!


Os momentos musicais serão proporcionados pela talentosa dupla: Duarte Emi eMiguel Cruz!



Conto com a vossa presença numa noite repleta de "Livros com chocolate"!


terça-feira, 9 de abril de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - O SUMO DOS SILÊNCIOS


















Foge-me o vento entre os dedos
Em gomos de rubra romã
Sem querer desnudam-se meus segredos
Cai no pensamento, o tormento do amanhã


Cai-me das mãos o sumo dos silêncios
Que hoje sorvo, em apetites de vermelhos
Temo as sementes, mas mais intenso
É o medo imerso nos espelhos


Que me cristalizam futuros
Por saber.
Que me sinalizam frutos
Por viver.


Que me interpelam a mente
A submergir.
Que me desvelam a quente
O sentir.


Nas dobras de mim, o reverso da medalha
A penumbra nas mãos do poema em sangue lento
De quem sabe Ser, reconhecendo-se migalha
Ou de quem quer ter a eternidade num momento!



08.04.13

Teresa, adorei este nosso entrelaçar de palavras poéticas!
Somos migalhas mas, existimos e a prova disso está neste "Sumo (partilhado) dos silêncios"!

OBRIGADA!
Beijinhos Com Alma e Coração *


segunda-feira, 8 de abril de 2013

ENTRE A PENUMBRA E A LOUCURA



Divido-me
Entre as teclas do piano
Um passo ao lado
E um passo em frente…
Sussurras-me o teu nome em itálico
Como um eco solto do âmago
Na expectativa perpétua de um abraço…

Procuro-te nos lençóis alvos
Amarrados ao teu cheiro
Metade do meu rosto és tu
O licor dos teus lábios permanece nos meus…

A força que te levou tropeça na dor
Acesa pela ausência do teu sorriso…

Nunca tive tanta pressa como hoje
…Sei que não vens.

Rendo-me e imploro
De mãos entrelaçadas e joelhos carcomidos
A minha entrega ao Alto…
É demasiada a angústia
Que me sangra nas mãos e morre no peito
…Vou para que voltes!


Acordo
Em tom de suspiro
Abraço fortemente a saudade
Fantasio o quanto te quero
E não te tenho aqui.

domingo, 7 de abril de 2013

ALÉM-FANTASIA



Com as minhas mãos
Construí um céu de asas
Derrubei o muro da maldade
Tracei novos caminhos, ergui casas
Colhi olhares, sorrisos, simplicidade…

Fui mais além
De mão em mão, construí laços
Pratiquei o bem
Distribuí abraços!

Não quis voltar atrás
Ao tempo da inveja, da injustiça e do rancor
Preferi (ter) gente saudável cultivando a paz
A união, a amizade e o amor!

Soltei máscaras e em cada rosto senti cetim
Construí barcos em folhas de papel
Plantei mil e uma flores à volta do meu jardim
Extraí do coração das crianças todo o mel
Alcancei a felicidade, com pozinhos de perlimpimpim!


Desapertei o peito trancado com ferrolhos
Achei um lugar perfeito ao pôr-do-sol
Trouxe-te para junto de mim
Toquei o arco-íris nos teus olhos
Prometi amar-te para lá do fim…



Escrevi páginas e páginas 
Numa tela repartida
Pincelada de cores genuínas…
Num livro marquei a história
Da minha paixão pela vida!



Nas asas poéticas do sonho
Posso ser quem eu quiser
Pedaço de céu risonho
Fada, menina-mulher!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

DUETO JESSICA NEVES E GUILHERME MONTEIRO - DESENCANTO


















Nem as palavras ganham encanto
Nem a alma embala a solidão
Quando o olhar do corpo é pranto
Nada envolve o pálido coração…
Mas nele se desenvolve a redenção
Que é o sentimento atroz que persiste
Perdurando a voz profunda de afeição 
Que desamarra as palavras do desencanto
E alma da pura resistência ao embalo da exultação…

Cai em mim o espanto e desce a interrogação
Serei eu, chão colado à negra parede
O sorriso do início ou a agrura da conclusão?!
Enlaça-me pelas fendas dos olhos, a trágica rede
Negando talvez, a melhor interpretação…

E de súbito, novamente, numa fantasiosa quimera
Advém a profunda, primordial e essencial aceção 
Nascente fundamental à objeção da existência 
Que nos alevanta do puro pó primitivo e, como fera
Feroz e radical nos erradica da fenda dos olhos afoitos 
A nefasta rede que nega o bem ainda que revestido pelo mal.

01.03.13
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