quinta-feira, 4 de abril de 2013

BÚSSOLA DO TEMPO



















No deserto das minhas mãos
Só cabe
A limalha vagarosa da noite
Com que rasgo a alma e o ventre…
Estende-se pelo lado esquerdo
À sombra da pele
Um sorriso manchado com água ardente…

Cegamente
Cumpro todos os segundos de oração
E deixo que a bússola do tempo
Desfaleça debaixo dos meus pés
Sob a aridez que se compõe no momento
(…Se foste, já não és!)

No deserto das minhas mãos
Há uma escada de areia por percorrer
Rumo ao toque
Descompassado do coração…

Silencio-me.
(Porque é meu dever…)
Anseio o beijo demorado do dia
E aguardo
Que se cumpra a poesia!

22.03.13

terça-feira, 2 de abril de 2013

PARTIDA



Não quero o travo
Cerrado dos lábios
Nem o grito do soluço aceso
No peito rasgado em lágrimas
De revolta e compaixão
Nas mãos desarmadas
Do abraço que te neguei…

Presenteia-me com sorrisos de face rosada
Em noite de lua cheia
Estende as mãos ao mar
E sussurra-lhe o meu nome
(Ele não esquece
O meu jeito de amar…)

Não sigas a corrente que todos seguem.
Embrulha antes, o beijo quente
Que te deixo nesta folha
E quando enxugares todas as lágrimas
Deita-a ao mar…

(Quero o Adeus mais silencioso de todas as brisas.)

Quando o voo partir
Recorda o cheiro das rosas
E o hálito do beijo que te não dei.
Lá do alto só quero sentir
O sorriso que me devolveste
Quando pela primeira vez, te olhei!


26.02.13

COLABORADORA NO JORNAL DE MONTEMOR



É com muito gosto que anuncio que vou colaborar com o 
Jornal de Montemor!

Será mais um modo para partilhar e divulgar a minha escrita!
O meu agradecimento estende-se a toda a equipa, em especial à Diretora Ana Maria Coelho por me "acolher" neste projeto que abraço com o meu espaço intitulado
"(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração" :) ******

segunda-feira, 1 de abril de 2013

POEMA QUASE-PRIMAVERA (*)



Que adianta querer
Ser
Algo (mais) em ti
Se nunca fui mais que brisa que passou…

Que adianta querer ocupar
O lugar
Que o (meu) coração nunca ocupou…

Que adianta querer voltar
Atrás no tempo
Ou no momento
Se és pássaro livre e vais voar…

Que adianta desejar-te
Flor a perfumar meus dedos
Andorinha a levar meus medos
Se nunca poderei amar-te…

Que adianta querer-te verão
Em fogo eterno, a rasgar
As ondas do nosso mar
Se não é amor, é (só) paixão…

Deito-me na primavera escondida
E sou só um poema (ao) frio
Uma ferida aberta, desiludida
Que escorre pelas margens do rio…

27.03.13

(*) Poema Vencedor do Desafio "Primavera Escondida" no Grupo AlenCriativos
(no Facebook 
http://www.facebook.com/groups/AlenCriativos)






Os poemas foram publicados sem identificação dos autores e os participantes
(e pessoas do grupo que quiseram) votaram nos seus favoritos colocando (o) "gosto".



Resultados "Primavera Escondida"

Participação nº 01 Nuno Garcia - 3 "gostos"

Participação nº 02 Cecília Maria Pinto Lima (Cila M. Lima) - 1 "gostos"

Participação nº 03 Jessica Neves - 8 "gostos" 

Participação nº 04 Lucilia Galhardo - 2 "gostos"

Participação nº 05 Sandra Subtil - 4 "gostos"

Participação nº 06 Guilherme Monteiro - 0 "gostos"

Participação nº 07 Ana Coelho - 4 "gostos"

Participação nº 08 Elisabete Lucas - 5 "gostos"

Participação nº 09 Maria Eugénia Ponte - 1 "gostos"

Participação nº 10 Rita Farias - 1 "gostos"

Participação nº 11 Ricardo Castro Alves - 4 "gostos"

Participação nº 12 Brígida Santos - 2 "gostos"



Felicito todos os participantes e o Grupo AlenCriativos

por mais um desafio bem conseguido.

Obrigada a todos os que votaram em mim!

Viva a escrita!

domingo, 31 de março de 2013

SEGREDOS DO CORAÇÃO, "(CON)TEXTOS D'AMOR", Pedaços em Prosa


O coração é sagrado. E se é sagrado não pode ser dado nem vendido!
Tem de ser conquistado e alimentado diariamente, aos poucos, passo-a-passo. 
Não tenhas pressa em (me) conquistar porque, em vez de Amor poderá ser só paixão ou até um grande “nada” e continuarás a não ter o bem mais precioso, que é o (meu) coração!

sábado, 30 de março de 2013

FAZ DE CONTA


























Quero o teu odor natural
A salpicar-me a pele
E os teus lábios mornos
A sussurrar-me o maior poema
Nesta áspera noite de inverno
Em que os olhos se acendem sem querer
(E tudo será mel…)

Cala a solidão
Dos dias a saberem a noites
Em que a madrugada morre em mim
E nada sabe de ti.

Não! Eu não esqueci
…Não esqueço!

Deixa-me entrar no algodão do teu peito
E saber do tempero agridoce que faz
De conta que todas as noites são brilhantes
Quando sorris desse teu jeito…
Não posso olhar para trás!
(Não me acordes.)

Ama-me.

10.03.13

quinta-feira, 28 de março de 2013

(DOCE) PÁSCOA! :)



Aproveito para desejar uma doce Páscoa a todos
os que me acompanham e passam por aqui!




A Páscoa é um evento 
Religioso cristão
Que marca o momento
Da passagem da escravidão
Para a liberdade
E o coelho é o símbolo da fertilidade!


Os ovos de chocolate, as amêndoas
E o tradicional bolo folar
Enfeitam as mesas, só coisas boas
Para a barriguinha fartar!



No dia de Páscoa é tradição
Os afilhados do coração
À casa dos padrinhos irem buscar
O que eles têm para ofertar!



É dia de beijar o Senhor
Que vem adornado na cruz
É dia de paz e de amor
Repleto de alegria e de luz!



"O OUTRO LADO DE MIM - SEM TI", "(CON)TEXTOS D'AMOR", Pedaços em Prosa


terça-feira, 26 de março de 2013

PASSAGEM







(Quero que este poema fique registado
Antes da passagem para o outro lado.
…Não chorem a (minha) partida
Festejem antes, a vida!)






Quando eu passar para o lado

Do silêncio, da sombra e da brisa
Recordem o que de bom foi passado
Com um sorriso suave, que tudo ameniza…

Quando eu passar para o outro lado
Por favor, não vistam a alma de luto!
Deem-me poemas de aroma adocicado
Assaltem as árvores e colham o melhor fruto!

Quero a passagem mais simples e discreta
Levo nas mãos, a alma de poeta
E ao peito, uma rosa vermelha – a minha flor predileta!

Quando eu for “vítima” dessa passagem
Do ciclo natural da vida
Será só mais uma viagem
Mais um ponto de partida!

Partir é chegar
A outro lugar.

NOITE


A noite perfuma a essência que há em mim – os sentidos.


A lua acende-me o olhar cheio de ti, de nós…

O sorriso banha-se em águas calmas até ao morno

adormecer dos olhos.

O son(h)o, esse é poeticamente celestial!

segunda-feira, 25 de março de 2013

JESSICA NEVES COM RUY DE CARVALHO

Ontem, dia 24 de Março de 2013, no âmbito dum evento de poesia, desloquei-me ao belo Museu João Mário, em Alenquer (Lisboa) e tive o privilégio de conhecer o Grande Sr. Ruy de Carvalho
- A Estrela da tarde! 

Prima pela simpatia e pela simplicidade! Este Senhor merece todos os nossos elogios e acima de tudo, o nosso respeito e a nossa gratidão pelo que faz pelas Artes! Foi um gosto enorme conhecê-lo! 

Aqui fica uma das fotos que marcou o momento!

Jessica Neves com o Sr. Ruy de Carvalho

DISCERNIMENTO






 Bem-querer e não-querer

 Vontade e discernimento

 Entre o certo e o errado

 O prazer e o pecado

 Do momento…

domingo, 24 de março de 2013

DEVANEIOS MIL




















Esta noite
Quero o lugar mais longínquo de todos
E um peito deserto das cinco sensações
Quero assaltar sonhos e fugir sem modos
Para um reino poético de infinitas paixões!

Quero sentir a poesia quebrar-me as veias
Arrancar-me com tod’a força, versos um a um
Quero roubar a cada aranha, suas mil teias
E abalar com elas quiçá, para lugar nenhum!

Esta noite
Quero rasgar a alma através do lápis e do papel
Que o carvão me sangre (n)os olhos até ser dia
De todos os destinos possíveis, quero o mais cruel
Só depois saberei vislumbrar a luz, com euforia!

Oh! Quero! Quero! Quero!...
Oh! Desespero! Desespero!

Que estranho devaneio este
Que me consome…
Oh… Peste! Peste!
Alguém atura uma criatura que passa (sempre) fome?

14.02.13

sexta-feira, 22 de março de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - A LUZ QUE POUSA NOS TEUS OLHOS

















A luz que pousa nos teus olhos
É borboleta sem rota certa:
Ora prende, ora liberta
Os meus olhos de flores a desejar-te.

A luz que pousa nos teus olhos
É o laço que nos aperta
O rio de sol e algodão que cerca
Os meus olhos de mel a namorar-te

E o pouso onde te quero é o meu sonho,
Uma flor por ti aberta
Poesia à descoberta
Duma rima onde ouso perfumar-te.

Ser-te verso num poema risonho

Na boca jamais deserta
Na pele entreaberta
Em perfeita simbiose, arte… 

quinta-feira, 21 de março de 2013

A RIMA É UMA PRISÃO





















Não entendo esta relação
Do poeta com a rima
Escrever livremente o que vai no coração
É que é uma obra-prima!

A rima é uma prisão
Dá a volta à cabeça
Cabe na desilusão
Quando não (se) encaixa nenhuma peça!

Sim… A rima é uma prisão
Amarga que sorve até à dor
Parece uma pobre oração
Jamais escrita com Amor…

(O amor está na genuinidade
Em algo que flui naturalmente
E não num poema em tom de falsidade
De quem quer rimar (só porque sim) simplesmente)!


…E quando digo isto
Contra mim falo
Estou farta disto
Devia calar e não calo!

Estou presa
E inundada
Minh’alma é pobreza
Devastada!

17.02.13

quarta-feira, 20 de março de 2013

DUETO RICARDO CASTRO ALVES E JESSICA NEVES - AURORA





















Não me rendo à tua luz amor
Nem ao sabor que o teu corpo terá
Sou de ti, sou por ti
A vaga da noite que vem na maresia
Mesmo que a voz fraqueje
Nas horas em que necessitas de me ouvir…
Este bem-querer, de te ter perto, de te sentir
Este amor já não é de agora
…Já te amo tanto d'outrora!

Sem te beijar nem sentir aqui em mim
Imagino-te vinda no sereno da noite
A escorrer-me pela pele adormecida
Como se fosses um beijo infinito
Mais que pedaço de vida
A recitar-me versos mornos
Com pitada de lua cheia, ao ouvido…

Canta-me a aurora
E entrega-me o rosicler dos teus olhos…
Ama-me agora
Antes que o mundo acorde
E te confundas com a multidão que não tarda
Em querer apagar o nosso lume.


13.03.13

segunda-feira, 18 de março de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - A TUA SOMBRA (N)A MINHA LUZ



Ergam-se as vozes, na reanimação do ser...
A orientação que me resta é a geografia cega dos corpos
O deambular da pele, nos caminhos da procura
A face rasgada pelos sussurros dos lábios ao vidro baço
Na fuga das palavras em contratempo, a ânsia da cura 
No (meu) conforto que se estende ao teu abraço…


Meu amor, os sentidos são únicos,

Estou aqui,

(Ainda) estou aqui, na sombra da tua sede
Que me impede
De partir de ti...



À parte de nós, só o cálice vazio

Trai uma pobreza desmedida:

A sós, algures num lugar sombrio
Alguém reluz sem reflexão prometida!



Dentro da minha voz, o calor que irradio

Atrai-te, na certeza consentida

Que, entre nós, o amar será pavio
Além do sim, além do não, além da vida!



De berço, tenho a herança crente e forte

Da tua sombra (n)a minha luz

Da sorte, do norte 
Do aroma que seduz
Do fio condutor
Do maior poema do mundo: 
O Amor!

11.03.13




Para mim, um dos nossos melhores duetos Teresa!
Mas sou um bocadinho suspeita porque adoro poemas de Amor :) ****
Obrigada por esta bela partilha!
Adorei o resultado final!

domingo, 17 de março de 2013

ANTOLOGIA DE POESIA CONTEMPORÂNEA VOL. IV - ENTRE O SONO E O SONHO - PARTICIPAÇÃO COM "O POEMA QUE NÃO TE LI"



Este poema faz parte do meu primeiro livro "(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração" e também, fará parte da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o sono e o sonho" da Chiado Editora, com seleção de Gonçalo Martins, ao qual agradeço o convite para participar! 
O lançamento foi ontem, dia 16 de março, pelas 15h, no Casino Estoril. 



O POEMA QUE NÃO TE LI


Não penses que me esqueci de ti.

Não esqueço que um dia ao teu leito pertenci
Um dia de cego e quente amor (tão tua) me perdi…

Na noite em que roubei o sol e me vesti
Ao teu íntimo murmurei e pedi
Leve, que me deixasses possuir-te, desci
Breve, soltei-te as vestes, renasci…

Não esqueço a flor de lótus que para o teu sorriso colhi
Numa era em que só aos teus olhos me (p)rendi
Partilhei, vivi, amei, sorri, chorei, aprendi

Tanto mendiguei nos teus braços
Tanto superei a tempestade
Quisera eu o calor daqueles abraços
Para navegar no mar em liberdade…

Não, não penses que me esqueci de ti.

Tanto que eu pedi para voltares
Tanto eu pedi para me amares
Que importa se dos olhos salgam gotas?
Se tu olhas e finges que não notas?!

Morreu-me ao canto dos lábios o poema que não te li…

No dia em que me esquecer de ti
Quando me faltar a palma unida
Meu amor, quando me faltar a vida
Morri.

sexta-feira, 15 de março de 2013

(DES)GOVERNAMENTO





O governo é um trapalhão
Só sabe é mal (co)mandar
Talvez a melhor solução
Seja mesmo o pessoal emigrar!

Aqui não se aprende nada
Quem sabe é só o menino rico
A pobre da carteira azarada
Nem sequer mete o bico!

A amiga Troika
Dá(-nos) cada moca
…De cocaína
Ou será heroína?

Ó governo e tu?
Que andas a fazer?
Deixas o povo nu
Vai-te mas é foder!

Oh!... Que desigualdade esta
Que (cor)rompe sem fronteiras!
Traz o copo amigo, vamos pr’a festa
Apanhar umas belas bebedeiras!

Ai que dores! Estamos tão mal!
Onde para Portugal digno?
Achas que isto é (o nosso) Portugal?
Quando recupera(mo)s do tumor maligno?

Oh! Que grande e rica teia
(N)esta sociedade interesseira!
Eu cá continuo com a minha ideia:
A solução é rir desta brincadeira
(E apanhar uma bebedeira!)

13.03.13





quinta-feira, 14 de março de 2013

LEVE PENA, TRILHO FÁCIL


Hoje só quero a pena mais leve
A sobrevoar-me o calor do peito
Como que incêndio silencioso e breve
Acariciando pedaço a pedaço, meu leito…

Quero o lado mais fugaz da sensação
O grito das lágrimas em conforto banhadas
A libertação da alma, em cada ação
E nestas linhas em mim dispersas, rasuradas…

Busco o trilho mais fácil, esvazio o pensamento
Nas gavetas só trago um coração sem razão…
Afastada da escuridão, só peço um momento:
Aquele que me (e)leve sem qualquer elucidação!


                        13.03.13

quarta-feira, 13 de março de 2013

DE TERESA TEIXEIRA PARA JESSICA NEVES - DE JESSICA NEVES PARA TERESA TEIXEIRA - POEMAS DEDICADOS

A poetisa e amiga Teresa Teixeira :)

JESSICA!

De repente, Menina,
Entraste vestida de laços
(de alada gratidão)
Nos meus olhos de dissipada memória,
De esquecida poesia,
De distraídos silêncios.
-
Entraste, e aqueceste os orvalhos tardios.
Entraste, e evangelizaste os meus olhos gentios.
Entraste, e de repente uniste os nossos rios
(Douro e Mondego, num destinado (a)mar)...

E eu, em demora intemporal de reconhecer-te Mulher,
Prometo guardar-te, enquanto puder
-
Menina, menina, que nos olhos me traz um sorriso,
na mão uma alma a escrever(-se)
e no peito, um coração passarinho
a voar....
a voar...

                                                                                                    (voa, menina, voa!...)


                                                                                                     Teresa Teixeira


MULHER-D’OURO
(Dedicado a Teresa Teixeira)


Numa era em que as palavras são só palavras e os valores estão desgastados
(Ainda) há uma voz solta do peito
Que (me) faz crer que os sonhos em poemas idealizados
São em tom rubro, de amor-perfeito…



Voz de menina-mulher
Na essência de ser
(E não ser)
O que quiser…

Pitada de inspiração 
Nu(m) olhar emotivo
Cega rima-canção
De quem ama sem motivo…

Douro o rio-poema
Que (es)corre pela mão 
Tesouro-tema
Em versos banhando o coração…

Pela janela da alma
A paisagem veste-se de candura
Palma com palma
O sentimento sem amarras, perdura!

10.03.13
Jessica Neves *



                                                 PORQUE NEM O RIO NOS SEPARA
                                 E AS PALAVRAS SÃO O NOSSO ELO DE LIGAÇÃO...

terça-feira, 12 de março de 2013

ACONTECE POESIA

 Acontece poesia

 Na íntima viagem

 Ao olhar que se toca

 À mínima

semelhança…

 Nem o adormecer da

paisagem

 Faz desmoronar os


gestos 
da boca 

 Que sem dar conta,

se
alcança!
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