domingo, 16 de junho de 2013
EM BUSCA DE OUTRA SORTE
A porta fechava-se dentro do corpo
Enquanto o peito sem molas
Se expressava com um grito comedido
Os afetos contraíam-se vagarosamente nos dedos…
Em busca de outra sorte
Partia, desenraizando emoções
(Que se desejavam eternas)
E as lacunas ferviam nos olhos
A todos os segundos, todas as noites…
Saía de si
Em direção a lugares indefinidos
Estendia a mão à vida
Em busca de outra sorte
Numa crença inabalável
Esperava outros horizontes
Que se avizinhavam promissores e sorridentes!
16.06.13
sexta-feira, 14 de junho de 2013
SEDENTA
Entrego-te a pele nua
para que possas degustar,
pedaço a pedaço, do calor que a
tua presença provoca em mim.
Com o teu toque,
traduz todo o pranto num jardim
de
aromas quentes e
sabores sedentos de desejo(s).
quarta-feira, 12 de junho de 2013
NA IMENSIDÃO DO SENTIMENTO (QUE NOS UNE)
Confio-te o amor
Que me cabe nos olhos
Em (e)ternos cânticos
De esperança e loucura
Quando o teu olhar toca o meu
E me enlaça
De alto a baixo…
Permaneço presa a ti
Na imensidão do sentimento
Que nos une
E me desabotoa por dentro
No desalinho do pensamento.
10.06.13
terça-feira, 11 de junho de 2013
MICROLITERATURA - MICRODUETO COM ROSA MARIA ALVES
A página da Microliteratura no facebook:
A minha página:
segunda-feira, 10 de junho de 2013
HOMEM SEM ROSTO
Sobe e desce as ruas emperiquitado
Minuciosamente, o Homem Sem Rosto
Olha para todo o lado
E não (re)conhece as cores d’Agosto...
Negros, os seus sapatos envernizados
Perdem o brilho de tanto andar
Enfurecidos e desgastados
Choram o que almeja conquistar…
Decaem-lhe no horizonte
Poemas rasurados, em aberto
A secura que (des)compõe a fonte
Talha de riscas, o peito deserto!
Enrola-se ao seu laço preto
Nem a branca camisa lhe veste o olhar
De nada lhe vale o amuleto
Porque de nada vale, não saber amar…
10.06.13
sexta-feira, 7 de junho de 2013
TENTAÇÃO
Na tentação da carne,
nossos corpos mordem a maçã
bailando entre a sedução e o prazer
nu(m) êxtase contagiante...
quinta-feira, 6 de junho de 2013
CONTIGO...
Contigo
dispo-me de incertezas
e embarco num sonho perfeito,
onde só tu és o meu
onde só tu és o meu
destino.
De mãos entrelaçadas,
caminhamos na mesma direção
e
e
tudo dá certo.
05.06.13
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
DUETO RUI TOJEIRA E JESSICA NEVES - CONTIGO
Desenho-te
nas estrelas
e a vasta noite se aninha
toda nua nos meus braços
em laivos traços de lua
que eu embalo de poesia
esculpida em madrugadas…
Invoco teu corpo ao meu
faço de ti noite e dia
chama que alumia o céu
vão conforto que me guia
em ledos e cegos passos
onde repouso meu cansaço…
Peço ao tempo que eternize
cada ensejo partilhado contigo
e que a voz do amor suavize
o mágico porto de abrigo
onde me deito e te espero
num lugar a sós, que venero.
03.05.13
e a vasta noite se aninha
toda nua nos meus braços
em laivos traços de lua
que eu embalo de poesia
esculpida em madrugadas…
Invoco teu corpo ao meu
faço de ti noite e dia
chama que alumia o céu
vão conforto que me guia
em ledos e cegos passos
onde repouso meu cansaço…
Peço ao tempo que eternize
cada ensejo partilhado contigo
e que a voz do amor suavize
o mágico porto de abrigo
onde me deito e te espero
num lugar a sós, que venero.
03.05.13
e há almas que são a eloquência viva da poesia!
A Jessica estará incluída na segunda opção, das almas que respiram poesia, em cada poro à flor da pele.”
(Rui Tojeira – poeta)
Obrigada querido poeta Rui, foi uma honra escrever consigo!
Bem-haja pelo carinho das palavras, lindas como sua alma poética *
segunda-feira, 3 de junho de 2013
A COIMBRA (DOS ESTUDANTES)
Os trajes académicos
E os momentos boémios
Acenam à Latada e à Queima
P’ro estudante sabe a guloseima!
Pelas ruas saem os desfiles
Entre latas, carros e trajes
Assim manda a ilustre tradição
Coimbra é p’ra ti esta “canção”!
Abarcas memoráveis tempos
Entre a capa negra
E os sapatos pela calçada de pedra
Segredam sentidos momentos…
Oh, Coimbra! Tens encanto
…Tanto, tanto, tanto!
És apenas e só dos estudantes
Por longos e eternos instantes!
Vestes as águas puras do Mondego
Com que bordas o doce aconchego
Na pele macia dum olhar que chora
Na pressa de desfrutar e ter d’ir embora…
Numa loucura desmedida
Comoves com o teu fado
Coimbra és poema, és vida
Sabe bem estar do teu lado!
Gloriosos momentos na tua companhia
Entre um sorriso e ter de partir um dia
Já deixas saudade! Fica no espírito entranhado
O contentamento de sempre te ter amado!
12.05.13
domingo, 2 de junho de 2013
SE EU FOSSE UM LIVRO...
Se eu fosse um livro seria "The Secret - O Segredo" de Rhonda Byrne pois, foi uma obra que me ajudou a ver a vida com um olhar diferente e a adquirir um pensamento positivo, atraindo energias e coisas também elas positivas para o meu quotidiano. Na altura em que o li (e sendo um livro de autoajuda), ajudou em todo um processo de construção de identidade e autoestima, daí ter-me marcado tanto.
Hoje em dia, centro-me mais em livros de poesia nomeadamente, sobre Amor e neste caso, talvez me pusesse na pele de uma das obras do belíssimo e inspirador Pablo Neruda.
E vocês? Se fossem um livro qual seriam?
Fiquem à vontade para partilhar os vossos gostos literários :)
sexta-feira, 31 de maio de 2013
(E)TERNOS AMANTES
Acolhe-me no teu peito d’algodão e deixa que o meu corpo
pernoite nos teus braços.
Deixa a noite cair sem pressa e desnuda um a um, os
segredos que trago debaixo da pele.
Leva-me aos lábios salpicados, o melhor beijo d’estrelas e
embala o meu leito com a nossa melodia, em ritmo
descompassado.
O céu veste-se e despe-se de nós, (e)ternos amantes.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
DUETO CARLOS VAL E JESSICA NEVES - ONDE O CÉU E O MAR SE CRUZAM
Mata-me a
fome enquanto me deito
Sobre o mar bravio, dos teus cabelos
E deixa-me pernoitar nas tuas mãos
Sobre o mar bravio, dos teus cabelos
E deixa-me pernoitar nas tuas mãos
Adormece-me
o corpo com o hálito morno
Do teu beijo (re)pousando no meu peito
Só assim saberei se te pertenço
Dentro do casebre onde nos aquecemos
Nu(m) nada só nosso
Onde o céu e o mar se cruzam
Cativos ao nosso olhar
Dentro dos corpos celestiais
Como o inferno que nos consome
Entre o ódio e o êxtase
Que em labaredas se quer abraçar.
Do teu beijo (re)pousando no meu peito
Só assim saberei se te pertenço
Dentro do casebre onde nos aquecemos
Nu(m) nada só nosso
Onde o céu e o mar se cruzam
Cativos ao nosso olhar
Dentro dos corpos celestiais
Como o inferno que nos consome
Entre o ódio e o êxtase
Que em labaredas se quer abraçar.
Mata-me esta
fome
Onde procuro todos os dias
Os teus lábios cor de jasmim.
Onde procuro todos os dias
Os teus lábios cor de jasmim.
29.05.13
quarta-feira, 29 de maio de 2013
FILOMENA MALVA E JESSICA NEVES - ÓASIS
Para quê interrogar tua floração
Se mansos foram teus olhos
A desaguar pensamentos fugidios
Para saciar o silêncio dos escolhos
Sobre o diáfano branco da ilusão.
Para quê interrogar tua solidão,
Calada em noites de longos dias
Naufragados na extensa languidez
Que desnudou tuas vestes coloridas
Para um rodopio de corpos grãos.
(Filomena Malva)
Para quê interrogar teu caminho
Se independente é o pensamento
Que guia o corpo em cada passo,
Deita sobre mim, todo o teu lamento
Não te irei negar, qualquer carinho.
Para quê interrogar tua canção
Se tod’a melodia soa diferente
A noite só s’embala com lua cheia
O teu olhar só comigo é gente
Porque de amor se banha o coração.
(Jessica Neves)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA "AUDAZ FANTASIA" (EDITORA UNIVERSUS) NO MUSEU JOÃO MÁRIO EM ALENQUER
No âmbito do Concurso de Poesia Alencriativos - Audaz Fantasia com mais 400 participações, surgiu a Antologia Poética "Audaz Fantasia" (Editora Universus), onde constam 62 autores com 1 ou 2 poemas cada um. Participo com dois poemas (já aqui publicados, "Além-Fantasia" e "Hino ao desejo e à fantasia"). O Lançamento do livro ocorreu ontem, no Museu João Mário, em Alenquer. Na compra da obra, 2€ revertem a favor de uma causa/associação Mithós Multideficiência.
Deixo algumas fotos que marcaram um dia de pleno convívio e poesia!
Deixo algumas fotos que marcaram um dia de pleno convívio e poesia!
![]() |
| As poetisas Angela Gonçalves, Conceição Bernardino, Ana Coelho, Teresa Teixeira, Jessica Neves e Cristina Fernandes |
![]() |
| Assinei alguns livros junto da minha participação |
![]() |
| A capa da Antologia |
![]() |
| Jessica e Conceição Bernardino |
![]() |
| Teresa Teixeira e Jessica Neves |
![]() |
| Ana Coelho e Jessica Neves |
![]() |
| A sala repleta |
![]() |
| O pintor João Mário com o dom da palavra, Cheila Raposo (en)canto e a mesa de honra estava bem composta |
![]() |
| Convivendo... |
![]() |
| Assinei alguns livros junto da minha participação |
![]() |
| Chamaram todos os autores presentes na Antologia. Foi a minha vez de me levantar |
domingo, 26 de maio de 2013
APRESENTAÇÃO DO LIVRO "CANTOS DA ETERNIDADE" DE JOSÉ CARLOS MOUTINHO NO CAFÉ SANTA CRUZ EM COIMBRA
Foi com muito gosto que voltei a um espaço onde passei belos e grandes momentos, desta vez, para assistir à apresentação da obra "Cantos da Eternidade" do poeta José Carlos Moutinho, em Coimbra.
Aqui ficam algumas das fotos que marcaram os momentos de bonita partilha, entre palavras e afectos.
![]() |
| À esquerda, o poeta e editor da Temas Originais, Xavier Zarco, o poeta António MR Martins, Fátima Domingos e Jessica Neves |
![]() |
| Fátima Domingos, Jessica Neves, Júlio Ribeiro (Escultor) e a poetisa Clara Maria Barata |
![]() |
| Jessica Neves com o livro do autor/poeta José Carlos Moutinho, no belíssimo espaço do Café Santa Cruz |
sexta-feira, 24 de maio de 2013
DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - ENTRE O CHÃO E A ASA
Parto,
Arrancando de mim despojos que me enraízam,
Resgatando do ventre sinais de promessas vãs
Procurando cravar na pele sonhos que enfatizam
As linhas do horizonte bordadas a ouro e lãs…
Parto,
Sem querer lembrar de mim, se sou ou se já fui
Se fico, se vou, se me partiste ou me chegaste,
Se este adeus é vil virtude que me prostitui
E me retorna ao pecado por que me choraste.
Ensaio…
Ainda há caminhos e estações
A percorrer, no fio de horizonte
Que me entretece sensações
De sol indeciso, entre o vale e o monte...
Ensaio...
Tudo e coisa nenhuma,
Com um grito que me acalma o ego
Desfilo leve, indómita pluma,
Ao repouso suave do meu aconchego.
22.05.13
Teresa, sabe cada vez melhor este enlaçar de palavras!
Obrigada! Um beijinho enorme de poesia e admiração no coração que sei enorme *
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
JÁ NEM SEI A MINHA IDADE
Já nem sei a minha idade
São as vertigens que pesam
São os joelhos que rezam
À mínima dificuldade!
As horas passam paulatinamente
Já nem sei o que é doce
Já nem sei o que é ter posse
Até o amor me parece indiferente!
Subtraem-se os dias
Ao alento de viver
Já nem das pobres alegrias
Faço questão de saber…
Por aí, o que se diz
É que a juventude é feliz
E eu, com dezanove primaveras
Nem prazer no olhar, nem quimeras…
Já nem sei a minha idade
No meio da contradição
No meio desta maldição
Já nem distingo a felicidade!
São os joelhos que rezam
À mínima dificuldade!
As horas passam paulatinamente
Já nem sei o que é doce
Já nem sei o que é ter posse
Até o amor me parece indiferente!
Subtraem-se os dias
Ao alento de viver
Já nem das pobres alegrias
Faço questão de saber…
Por aí, o que se diz
É que a juventude é feliz
E eu, com dezanove primaveras
Nem prazer no olhar, nem quimeras…
Já nem sei a minha idade
No meio da contradição
No meio desta maldição
Já nem distingo a felicidade!
21.05.13
terça-feira, 21 de maio de 2013
MÁGICAS MELODIAS
Enquanto sobes e desces
deslizando pelas fontes do prazer
deslizando pelas fontes do prazer
Vou-te oferecendo mágicas melodias
que murmuram o melhor do íntimo do meu Ser.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
COMPANHIA
Procuro a companhia da solidão
Até se inteirar de mim
O sopro das palavras
Pelo cais dos dedos…
19.05.13
Subscrever:
Mensagens (Atom)










































