segunda-feira, 20 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
MENINA DO MAR **
O sol à tardinha beijava-lhe o rosto
Enquanto bebia o aroma do mar
Como se tratasse de um saboroso mosto
Sentia uma quietude
Que a fazia levitar
Sentia uma quietude
Que a fazia levitar
As ondas batendo levemente sobre as rochas
Eram melodia na sua plenitude
Passeavam pelos seus dedos, conchas...
Ao pisar o areal, o seu peito aqueceu
Eram melodia na sua plenitude
Passeavam pelos seus dedos, conchas...
Ao pisar o areal, o seu peito aqueceu
E feliz, (re)pousou na toalha, o corpo adormeceu...
Deixou que anoitecesse
E que o sol à lua cheia cedesse
O olhar
Só assim poderia avistar o (seu) mar...
Anoitecia tantas vezes daquela maneira
Deixou que anoitecesse
E que o sol à lua cheia cedesse
O olhar
Só assim poderia avistar o (seu) mar...
Anoitecia tantas vezes daquela maneira
Que ela se esquecia quem um dia fora...
Com aquela melodia ao ouvido, tão ligeira
Esquecia o tempo, esquecia (d)a hora...
Esquecia o tempo, esquecia (d)a hora...
Doce Menina do Mar
Não queiras acordar
Desse (teu) sonho
Risonho!...
Se um dia alguém te perguntar:
"- Porquê?!"
Sussurra apenas:
"- Sou a Menina do Mar!..."
17.08.12
** Dedicado à amiga Rosa Fonseca
Obrigada pelo carinho, pela partilha e acima de tudo pela amizade!
Beijinho amigo,
Obrigada pelo carinho, pela partilha e acima de tudo pela amizade!
Beijinho amigo,
Jessica Neves
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
TRISTE É O POETA
Triste é o poeta
Se nas mãos lhe morre o coração
A tela fica preta
Se em branco está a inspiração!
Triste é o poeta
Quando não tem inspiração
Tudo é uma treta
É como missa sem sacristão!
Oh sim! Triste é o poeta
Quando em vez do sol
Agarra a tempestade
Vai à pesca sem anzol
Vê à noite sem luz a cidade!
Triste é o poeta
Sem "aquela" inspiração
Com papel e caneta
E os versos fugirem da mão!
Oh sim! Triste é o poeta
Como sem telhado é a casa
Como o alvo é sem seta
Como o avião fica sem asa...
Triste é o poeta
Soletrando o seu fim
Se não sente a vida (de cores) repleta
Se sua alma está assim
Incompleta...
Oh! Tristes são os poetas
Olhando vazias suas telas
É como homem sem metas
E noite pobre sem estrelas!
Oh sim, triste
Assim sou eu!...
Quando o mundo insiste
Em me dar um lugar que não é (o) meu!...
17.08.12
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES - GRITO DE SOLIDÃO
O caminho é longo
Há vida antes de ti
Só a tua presença me consome o coração
É aqui
Em frente ao mar
Onde grito a solidão
Nu(m) agridoce onde ouso navegar
E ouço a tua distante linguagem
Teimo em viajar pelo teu peito,
E naufragar na vertigem da espuma
Loucura dos amantes
Vivos e soltos que nem pluma
Dilaceramos o abandono dos corpos
Na paisagem que fala de nós...
Nas noites submersas (d)e fulgores
De beijos que nos devoram
De olhares que se (p)rendem
Onde poisam aves
Em voos permanentes
Deleitáveis...
Chega a tua voz
(Cl)amando-me num murmúrio
Emerge o meu corpo no teu
Acariciamo-nos numa cumplicidade
Como as ondas são para o mar...
16.08.12
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES - CONTRADIÇÕES D'AMOR
Choveu num dia de Verão
Rastejaram verdes memórias
Sementes do vento suão
Crepitaram nos sonhos da demora
Repousei o olhar na sombra do passado
Bebi resquícios de sol até acordar a tempestade
Recordei os momentos a teu lado...
Serás em mim mentira ou falsa verdade?
Bebi resquícios de sol até acordar a tempestade
Recordei os momentos a teu lado...
Serás em mim mentira ou falsa verdade?
A resposta é um quadro inacabado
Tem vértices nas fases da lua
É a cor do hoje tactuado
Nas esferas do futuro onde me perco nua...
Vagueio na incerteza do teu regaço
Na tua carne onde permaneço nua
No calor genuíno do nosso abraço
Diz-me: serei para sempre (tão) tua?!
15.08.12
Tem vértices nas fases da lua
É a cor do hoje tactuado
Nas esferas do futuro onde me perco nua...
Vagueio na incerteza do teu regaço
Na tua carne onde permaneço nua
No calor genuíno do nosso abraço
Diz-me: serei para sempre (tão) tua?!
15.08.12
terça-feira, 14 de agosto de 2012
DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES - PROMESSAS (IN)ACABADAS
Deste peito sufocado
Abrindo as palavras
Não estás mais deste lado
Tudo são promessas (in)acabadas
Tecendo breves espumas
Que o vento desfaz...
Desfiando as mais íntimas brumas
Olhando o pôr-do-sol lá atrás...
Como as gaivotas rumo a norte
Buscando em ti, outra sorte
Prender-te no meu horizonte
Fazer dos teus olhos minha fonte
Dos teus braços o interior da noite
Da tua boca provar o teu sabor
Dos beijos (re)colhidos pelos teus lábios em flor
E permanecer para além do tempo…
Da eternidade
Construir contigo castelos de liberdade
sábado, 11 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO
Só eu e tu, presos na mesma teia
O amor quer-se até à última ceia
Em pétalas de cetim e de linho
O amor em nós, faz(-se) ninho...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
O LIVRO VAI CHEGAR AO BRASIL! :)
Como é bom sentir o carinho além mar...
Deixo o testemunho de Jadson Simões que irá receber meu livro no Brasil, assim como irei enviar mais alguns... :)
"TEU LIVRO - UMA DÁDIVA PARA PORTUGAL"
"Boa tarde, querida Jessica.
Fiquei deveras feliz ao saber que lançaste o teu livro. Parabens
Quero adquirir um exemplar, diga-me como posso fazê-lo. Quero que autografe.
Espero teu contato.
Bjsss querida. Deus te abençoe, sempre.
Jadson Simões"
Se alguém quiser adquirir o meu livro com ou sem dedicatória (também no Brasil) é só entrar em contato comigo por aqui (através de comentário) ou através do email: jeneves17@gmail.com
Obrigada :) ****
domingo, 5 de agosto de 2012
(E)TERNO LAÇO
Apaga a luz.
Vem nesse tom aceso que me seduz!
Molha-me os lábios. Resgata o salpicado beijo
Que há muito pe(r)di…
Quero afogar-me neste ofegante desejo
Sussurrar porque nunca te esqueci!
Que as mãos loucas
Soltem as roupas
Quero amar cada poro despido de nós
Enlaçar nossos corpos colados e húmidos, a sós...
Oh, como é bom!...
A gula da pele (entre)aberta a dar-se no âmago do jardim
Entre pétalas mar adentro com aroma a ti e a mim
Nu(m) cintilar gémeo sem pudor
Como quem (se) ama a cada carícia
Legítima e incendiada delícia
Arco-íris de prazer e dor
Uivando esta entrega que se estendeu
Noite fora...
Não quero sequer saber se a luz se acendeu!(O amor não tem hora!...)
03.08.12
sábado, 4 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
SOMBRAS DA VIDA - JOSÉ CARLOS BORGES E JESSICA NEVES
Vai e vem pelo cais do (a)mar
Tua silhueta esbelta, hesitante
Na procura de um só olhar
No jogo de cintura e arte aliciante
Tua silhueta esbelta, hesitante
Na procura de um só olhar
No jogo de cintura e arte aliciante
Descem meus olhos pelo teu cais
Perfume que me enternece e incendeia
Lábios acesos não serão demais
Prazer desperta ao pulsar de cada veia
O impulso acrescenta-se ao momento,
A abordagem concretiza no desejo
A vontade de luxúria, a contento,
Nos anseios duma acção sem um lampejo.
Sombras da vida, um sustento
Vendes-te por tão, mas tão pouco
Tantas vezes serves de alento
Neste vai e vem pelo cais louco!
No cais da vida, ignoradas,
À mercê do fingimento
E pelas injúrias. Acarinhadas
Só pelas vagas e pelo vento.
A abordagem concretiza no desejo
A vontade de luxúria, a contento,
Nos anseios duma acção sem um lampejo.
Sombras da vida, um sustento
Vendes-te por tão, mas tão pouco
Tantas vezes serves de alento
Neste vai e vem pelo cais louco!
No cais da vida, ignoradas,
À mercê do fingimento
E pelas injúrias. Acarinhadas
Só pelas vagas e pelo vento.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
GUARDEI AS LÁGRIMAS NO BOLSO
Dei comigo soluçando entre janelas ocas
Escondi-me p’ra não enfrentar a multidão
Despedaçado estava o laço das peles loucas
Restava agora o nada polvilhado de solidão!
Colhi as lágrimas que amachucavam
O lado esquerdo à sombra do peito
E no meu rosto já não poisavam
Gotas d’orvalho fresco, desfeito…
Os meus olhos alimentavam
O que um dia foi nosso, o anel
Em que os corpos encaixavam
Abafados entre favos de mel!
A saudade trazia a quimera
No olhar enlevado em flor
De voltar a ser primavera
E acender de novo o amor!
As mãos desenlaçadas
O peito continuava vazio
As bocas desencontradas
O amor morreu de frio!
Guardei todas as lágrimas no bolso
Nem tu as sentes, nem eu as ouço!
20.07.12
terça-feira, 31 de julho de 2012
SERÁ PECADO (AMAR-TE)?!
Às vezes não sei se amar-te é pecado
Há tanta coisa que nos teus gestos me magoa
Às vezes penso que vivo (n)um filme equivocado
E que ando no mundo só por respirar, à toa…
Às vezes não sei se amar-te é a melhor solução
Viverei eu para sempre neste silêncio errante?!
Nem te preocupas em enfeitar este pobre coração
Amor começa com vogal e não com consoante!
Quanto mais te amo
Mais me menosprezo
Sou pássaro sem asas no ramo
Da árvore sem fruto, preso…
Porque é que sempre que te chamo
Insistes em me calar com esquemas?
Diz-me, porque é que eu ainda te amo
E te continuo a escrever poemas?!
A culpa está embriagada nesta linha
Nem é tua nem nossa, só minha…
Talvez seja mesmo pecado amar-te
O amor assim não tem (a mesma) arte!
07.06.12
Nem é tua nem nossa, só minha…
Talvez seja mesmo pecado amar-te
O amor assim não tem (a mesma) arte!
07.06.12
segunda-feira, 30 de julho de 2012
RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO - DUETO COM NIVALDO FERREIRA
Deixo-vos hoje o dueto improvisado que surgiu através dos "Retalhos soprados do coração" publicados ontem e que o Nivaldo Ferreira teve a ousadia de ilustrar.
Espero que gostem!
domingo, 29 de julho de 2012
LIVROS "(SEM) PAPEL E CANETA, (COM) ALMA E CORAÇÃO"
Chegaram na passada sexta feira mais livros "(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração" :)
Se alguém estiver interessado em adquirir o meu livro de poesia (com (ou sem) dedicatória e em sua casa) é só entrar em contato comigo por aqui ou através do email: jeneves17@gmail.com
A poesia não vive sem o público!
Obrigada :) *****
sábado, 28 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
NESTE MAR SEDENTO DE ACÁCIAS RUBRAS - DUETO JESSICA NEVES E CARLOS VAL
Quero-te tatuado no meu corpo
Como quem quer infértil a madrugada
Ser poesia em pele entranhada
Nas entranhas desta impudica amordaçada
Respirar por todos os poros
Onde o ar se entrega sem medo
Desnuda-se o olhar sem segredo
E o orgasmo das ondas junta-se a nós
Somos cântico entoado a uma só voz
Neste mar sedento de acácias rubras
Desfeito em cada pedaço de mel
Onde perdura o fel
No sílex inconformado
No ventre (in)saciado
Fervilho, adoço e arrepio o desejo
Todo este ensejo
De dor e pecado
É o meu corpo (n)o teu
A fazer(-se) céu
Nu(m) poema embriagado…
Sem saber se volto ao teu corpo sibilante
Declaro-me hoje que te tenho a meu lado
Quero apenas morrer nos teus braços
Despertar dos teus lábios o chiste…
E quando a manhã chegar
Conta-lhe a nossa história
Só o voo da águia saberá a glória
Que poisou esta noite em nós
Amor!...
25.07.12
Como quem quer infértil a madrugada
Ser poesia em pele entranhada
Nas entranhas desta impudica amordaçada
Respirar por todos os poros
Onde o ar se entrega sem medo
Desnuda-se o olhar sem segredo
E o orgasmo das ondas junta-se a nós
Somos cântico entoado a uma só voz
Neste mar sedento de acácias rubras
Desfeito em cada pedaço de mel
Onde perdura o fel
No sílex inconformado
No ventre (in)saciado
Fervilho, adoço e arrepio o desejo
Todo este ensejo
De dor e pecado
É o meu corpo (n)o teu
A fazer(-se) céu
Nu(m) poema embriagado…
Sem saber se volto ao teu corpo sibilante
Declaro-me hoje que te tenho a meu lado
Quero apenas morrer nos teus braços
Despertar dos teus lábios o chiste…
E quando a manhã chegar
Conta-lhe a nossa história
Só o voo da águia saberá a glória
Que poisou esta noite em nós
Amor!...
25.07.12
quinta-feira, 26 de julho de 2012
(HOJE) O BLOG FAZ UM ANO!
Pois é! Pois é!...
Parece que foi há tanto tempo
Ainda é um bebé
Tenho de marcar o momento!
Começou com singela poesia
Como estes versos agora
Fluiu noite e dia
E foi por aí fora!...
Entre versos d’alegria
E outros de luto
Gritei de euforia
Ao ver o belo fruto!
De incentivo em incentivo
Colhi o fruto, o meu livro
Numa pequena caminhada
Que sempre fez/faz aqui morada!
Parece que foi há tanto tempo
Ainda é um bebé
Tenho de marcar o momento!
Começou com singela poesia
Como estes versos agora
Fluiu noite e dia
E foi por aí fora!...
Entre versos d’alegria
E outros de luto
Gritei de euforia
Ao ver o belo fruto!
De incentivo em incentivo
Colhi o fruto, o meu livro
Numa pequena caminhada
Que sempre fez/faz aqui morada!
Deixo meu humilde agradecimento
Agradeço aos leitores
As visitas e os comentários…
Por me acompanharem diariamente
Por sentir que tenho alguém desse lado
É (também) isso que me move a escrever…
Saber que (um dia) alguém me vai ler…
J
ESPERO QUE O VOSSO BALANÇO SEJA TÃO POSITIVO QUANTO O MEU!
SABENDO QUE A VIDA
ALÉM DO PERFUME DAS ROSAS
TEM AINDA ESPINHOS...
ESPERO QUE O VOSSO BALANÇO SEJA TÃO POSITIVO QUANTO O MEU!
SABENDO QUE A VIDA
ALÉM DO PERFUME DAS ROSAS
TEM AINDA ESPINHOS...
PORQUE ESTE BLOG ALÉM DE MEU
TAMBÉM É VOSSO
É NOSSO!
A MINHA META AQUI ALÉM DE SER
CRESCER A CADA DIA
ERA ATINGIR (NUM ANO) AS 15 MIL VISITAS!
NÚMERO (MAIS QUE) ATINGIDO!
OBRIGADA!
E QUE VENHAM MUITOS, MUITOS MAIS ANOS
A CONSTRUIR SONHOS EM FOLHAS DE PAPEL…
E QUE VENHAM MUITOS, MUITOS MAIS ANOS
A CONSTRUIR SONHOS EM FOLHAS DE PAPEL…
VIVA O BLOG!
VIVA A POESIA!
ALEGRIA! ALEGRIA!
LUTEM SEMPRE PELOS VOSSOS OBJETIVOS…
SEMPRE!
Jessica Neves *
SEMPRE!
Jessica Neves *
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
DUETO CARLOS VAL** E JESSICA NEVES - NUM (SÓ) GESTO
** (Pseudónimo literário de Conceição Bernardino)
Uma pétala de luz percorre o teu rosto tão sublime
E a minha sombra olha-te sem despudor nas insónias
Uma pétala de luz percorre o teu rosto tão sublime
E a minha sombra olha-te sem despudor nas insónias
Assalta-me a fome incerta de te acordar
Obriga-me a amar-te loucamente
Até que a última gota de sol se consuma entre nós
Obriga-me a amar-te loucamente
Até que a última gota de sol se consuma entre nós
Curvo-me para o papel onde as lágrimas
Numa luta acesa contra o tempo
Se regeneram na chuva e no vento
Completo o beijo na fulva das cerejas
Levanto os olhos
E de volta às sombras
Estendo os braços para te acolher
Rendida ao nosso (a)mar de mágoas
E de volta às sombras
Estendo os braços para te acolher
Rendida ao nosso (a)mar de mágoas
Encolho-me como se fechasse
O meu corpo dentro do teu
Num só gesto
Num só gesto
Eterno.
20.07.12
20.07.12
sábado, 21 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
LOUCURA FASCINANTE
Hoje foi realmente um dia menos bom. Não gosto de dizer que foi mau ou pior que os outros!
Não sei se o amanhã será melhor nem se as coisas serão tão claras para mim como a água é para os meus olhos enxugados em ti… Mas quero viver e isso ninguém me pode tirar!
Sim! Viver! Viver é aproveitar! É dar de mim para poder receber… É querer e lutar!
Continuarei a sentir-me louca, a arriscar, a sentir como ninguém sente, como só eu sinto! Continuarei até transcender o possível e o imaginário!
Creio que não haverá mal nenhum nisso… em ser assim! Bem pelo contrário, ser louco é ter grandeza de ir mais além, é ser maior, arrisco mesmo a dizer, é ser ENORME!
Na palma da mão trago sonhos que não confesso a ninguém… agarro-os com tanta força para que se possam tornar realidade… um dia quem sabe, talvez possa ser rainha do meu castelo… construindo a cada passo o telhado do meu próprio reino!
Mesmo sem que me aperceba, mesmo que os meus pensamentos e sentimentos me levem para longe de mim e de onde me quero… Eu hei-de conseguir!
A loucura, é sem dúvida, algo fascinante que quero preservar e ter comigo pela vida fora!
Só assim colherei o melhor de cada noite… transformando-a em dia repleto de sol!
quinta-feira, 19 de julho de 2012
NASCE (MAIS) UM POEMA - DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES
Nas pedras de um canteiro
nasceu a mais bela cor
num desabrochar sereno
que o vento roubou...
Floriram os olhos meus
Em tons do nosso amor
Nos lábios pedindo os teus
Nasceu a mais bela flor...
Um lírio branco espalhado
pelo campo selvagem
entregue pelo céu liberto
onde amor é uma palavra de valor...
Quero confessar minha paixão
Sem vestes, sem dilema
Estendo-te meu coração
Nasce para ti, (mais) um poema!
pelo campo selvagem
entregue pelo céu liberto
onde amor é uma palavra de valor...
Quero confessar minha paixão
Sem vestes, sem dilema
Estendo-te meu coração
Nasce para ti, (mais) um poema!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
APETECE(S)-ME
Teu olhar sedutor conduz teu charme
Teus lábios pedem um beijo de morango
Meus sentidos despertam como alarme
Calam-se as bocas em pleno tango...
Após tua língua faminta sugar
Apetece(s)-me, teu corpo no meu
É fogo a querer(-se) desabotoar
Rumando ao expoente máximo do céu!
Rende-se a lua ao nosso encanto
Apetece-me navegar, apetece-me vinho
Apetece(s)-me, apeteces-me tanto!
Apetece-me contigo amor, fazer ninho!
14.06.12
Apetece(s)-me, teu corpo no meu
É fogo a querer(-se) desabotoar
Rumando ao expoente máximo do céu!
Rende-se a lua ao nosso encanto
Apetece-me navegar, apetece-me vinho
Apetece(s)-me, apeteces-me tanto!
Apetece-me contigo amor, fazer ninho!
14.06.12
terça-feira, 17 de julho de 2012
PERGUNTARAM-ME (POR TI) - DUETO MIGUEL CRUZ E JESSICA NEVES
Perguntaram-me por onde andava
Vi-me passeando pelo meio do Nada,
Com o olhar de cima a baixo te tocava
Eras tudo! Encontrava-me enfeitiçada…
Com o vento me lembrando d’existir
Soprando-me os cabelos e o Ser
Agarrei-te p’ra não deixar fugir
Os versos que tinha p’ra te dizer!
Perguntaram-me por quem suspirava
Contemplando-te, na perfeita miragem
Correndo para ti, teu sorriso me beijava
Meus lábios pelo teu corpo faziam viagem!
Contornando o início de tudo e nada
Poisava levemente em teu peito
Meu rosto branco gélido, d’almofada
Sussurrava-te este amor (im)perfeito…
segunda-feira, 16 de julho de 2012
GOL(P)ES DUROS
Ajoelho-me e rezo sob esta parede cinza morna e oca
O burburinho quer esconder-me atrás dos (teus) ombros
Teu sorriso não mora mais em mim nem na minha boca
Meus olhos enxovalhados decaem (em) plenos escombros!
As nuvens empurram-me todas as noites contra o teu corpo
Já nem o peito cheio d’afagos da lua engravida meus dias
Há ao fundo da rua um quarto esfumado em mármore morto
E uma poeira dormente que me sussurra palavras frias…
Nem sei falar-te do naufrágio que me cresce nas unhas
Só sei que (sobre)vivo no pretérito (im)perfeito
Quero esquecer-me das músicas que com o olhar compunhas
E dos versos que me rasga(va)m o peito!...
Às vezes, pergunto por ti à vida
Que te levou ainda eu estava a chorar
Adormeceste ao meu colo na despedida
Deixei-te partir! Com tantas razões p’ra te acordar!…
Esta pena que te cospe em gol(p)es duros
É a linha que impede a passagem dos muros.
Como posso crer que Deus é perfeição?
Só existe orvalho tépido no meu coração!
Podes pintar meus lábios com os teus lápis de cor?
Ou será demais pedir-te que faças isso, meu amor?!
07.06.12
domingo, 15 de julho de 2012
A TODOS... *
| Lançamento do Livro (Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração de Jessica Neves, no dia 14 de Julho, no Café Santa Cruz, em Coimbra |
A TODOS... *
* A todos os que marcaram presença ontem num dia importante e inesquecível para mim... (e para muitos que partilharam comigo a mesma alegria, a mesma emoção, o mesmo ORGULHO)!
* A todos os que (infelizmente) não marcaram presença mas fizeram questão de justificar a sua ausência, desejar sucesso e felicidades!
...
* A todos os que ENCHERAM o Café Santa Cruz, não só com a sua presença mas com a sua energia positiva!
* A todos os que fizeram quilómetros e quilómetros (só) para estar presentes neste meu dia especial...!
* A todos os que colaboraram no evento para que cada momento fosse PERFEITO!
* A todos os que me apoia(ra)m nesta humilde e ainda curta (mas tão desejada longa) caminhada o meu OBRIGADA (SEMPRE)!
Desejo-vos, em dobro, aquilo que me desejam a mim!
Vou deixar este evento em aberto, porque na minha opinião,
AS COISAS BOAS DA VIDA DEVEM SER MARCADAS E NÃO APAGADAS! :)
Deixo também, este meu/vosso espaço ao vosso dispor, para que partilhem opiniões acerca do dia de ontem, do livro, dos poemas.
****************************** ****************************** *****
Como é bom alcançar sonhos... *
É como se a cada rosa que nasce se plantasse um sorriso... :)
Sorriso e olhar, o meu reflexo num dia marcado de emoções à flor da pele!
OBRIGADA A TODOS! **********
SEJAM FELIZES!
NUNCA DESISTAM DOS VOSSOS SONHOS POIS SÓ ACREDITANDO NELES E LUTANDO POR ELES OS CONSEGUEM ALCANÇAR!
POUCAS SERÃO SEMPRE AS MINHAS PALAVRAS COMPARADAS COM O VOSSO CARINHO ♥
O meu humilde agradecimento ETERNO,
(Como o dia de ontem)
Beijinhos com Alma e Coração,
Jessica Neves *
* A todos os que marcaram presença ontem num dia importante e inesquecível para mim... (e para muitos que partilharam comigo a mesma alegria, a mesma emoção, o mesmo ORGULHO)!
* A todos os que (infelizmente) não marcaram presença mas fizeram questão de justificar a sua ausência, desejar sucesso e felicidades!
...
* A todos os que ENCHERAM o Café Santa Cruz, não só com a sua presença mas com a sua energia positiva!
* A todos os que fizeram quilómetros e quilómetros (só) para estar presentes neste meu dia especial...!
* A todos os que colaboraram no evento para que cada momento fosse PERFEITO!
* A todos os que me apoia(ra)m nesta humilde e ainda curta (mas tão desejada longa) caminhada o meu OBRIGADA (SEMPRE)!
Desejo-vos, em dobro, aquilo que me desejam a mim!
Vou deixar este evento em aberto, porque na minha opinião,
AS COISAS BOAS DA VIDA DEVEM SER MARCADAS E NÃO APAGADAS! :)
Deixo também, este meu/vosso espaço ao vosso dispor, para que partilhem opiniões acerca do dia de ontem, do livro, dos poemas.
******************************
Como é bom alcançar sonhos... *
É como se a cada rosa que nasce se plantasse um sorriso... :)
Sorriso e olhar, o meu reflexo num dia marcado de emoções à flor da pele!
OBRIGADA A TODOS! **********
SEJAM FELIZES!
NUNCA DESISTAM DOS VOSSOS SONHOS POIS SÓ ACREDITANDO NELES E LUTANDO POR ELES OS CONSEGUEM ALCANÇAR!
POUCAS SERÃO SEMPRE AS MINHAS PALAVRAS COMPARADAS COM O VOSSO CARINHO ♥
O meu humilde agradecimento ETERNO,
(Como o dia de ontem)
Beijinhos com Alma e Coração,
Jessica Neves *
sexta-feira, 13 de julho de 2012
DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES - LUAR VAZIO
Há um azul que me foge
No pó que as mãos aquecem
Quando do céu se soltam gotículas
Com as formas do olhar em despedida
Há um luar vazio em poeira acesa
Na boca um poema de lábios gretados
Incomoda um rumor debaixo da mesa
Onde os pés traçam trilhos calejados
Na tonalidade escura do fundo
Encontro o mais claro das feridas
Nas estrelas caminho ao encontro do sol
Para nascer em cada choro da madrugada
...renovada...com a paz a vestir o sorriso amigo!
No pó que as mãos aquecem
Quando do céu se soltam gotículas
Com as formas do olhar em despedida
Há um luar vazio em poeira acesa
Na boca um poema de lábios gretados
Incomoda um rumor debaixo da mesa
Onde os pés traçam trilhos calejados
Na tonalidade escura do fundo
Encontro o mais claro das feridas
Nas estrelas caminho ao encontro do sol
Para nascer em cada choro da madrugada
...renovada...com a paz a vestir o sorriso amigo!
Nas minhas mãos uma fissura aberta
Nos meus olhos um futuro distorcido
No meu rosto uma dor (in)certa
No meu peito um sabor t(r)emido…
Nos meus olhos um futuro distorcido
No meu rosto uma dor (in)certa
No meu peito um sabor t(r)emido…
E não fosse a luz que me guia
Tudo seria uma tempestade sem saída…
Tudo seria uma tempestade sem saída…
16.06.12
quinta-feira, 12 de julho de 2012
(P)RENDO-ME A TI
Habita-me a lembrança do teu fato
Sou teu laço apertado e tua gravata
(P)rendo-me a ti, jamais desato
Tantas vezes amor nos fere e mata!
Tantas vezes me despes com teu olhar
Tantas vezes és meu sem (me) querer
Um dia, falo-te de amor! Vou-te confessar
Quão é bom amar mesmo a sofrer!
Prende-me a ti teu sorriso doce
(P)rendo-me a ti mesmo a chorar
Quisera eu ter-te na minha posse
P’ra ao teu compasso um tango bailar!
Prende-me a ti a saudade, o desejo
(P)rendo-me a ti, (p)rende-te a mim também
Dá-me a vida toda num só beijo
P’ra que possa voar e (contigo) ser alguém!
05.06.12
quarta-feira, 11 de julho de 2012
DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES - OLHAR VAZIO
Todo o olhar se esvazia desta janela fechada
Entre o pó das tuas vestes não há mais nada
Percorro todos os versos que me faltam p’ra chegar a ti
Num silêncio gritante que anuncia a noite
Ao longe poisam astros sombrios…
Espero pedaços de sol e tardes brandas
Nos teus lábios murchos desfolhados
Onde expiram as palavras
E tu estás tão distante…
Só ao pôr-do-sol me alcanças
Quando trazes no seio um pedaço de amor...
Soltando afagos apertados a clamar por ternura
Meus olhos salgados beijam o quanto te amei
…Tanto!
Entre o pó das tuas vestes não há mais nada
Percorro todos os versos que me faltam p’ra chegar a ti
Num silêncio gritante que anuncia a noite
Ao longe poisam astros sombrios…
Espero pedaços de sol e tardes brandas
Nos teus lábios murchos desfolhados
Onde expiram as palavras
E tu estás tão distante…
Só ao pôr-do-sol me alcanças
Quando trazes no seio um pedaço de amor...
Soltando afagos apertados a clamar por ternura
Meus olhos salgados beijam o quanto te amei
…Tanto!
terça-feira, 10 de julho de 2012
ÀS VEZES
Às vezes gostava de te arrancar aquele sorriso que se espalha pelo olhar
E te deixa com um ar
Tão ronronante, tão felino
Que apetece-me seduzir-te e dizer-te ao ouvido: vem cá meu menino…
Apetece-me chamar-te, gritar…
Deixar-me levar pelo momento
Como é possível pelo meu olhar
Não reparares no meu sentimento?
Apetece-me fazer uma viagem
Meter-me no comboio, sair na tua paragem
E perguntar a cada pedrinha de alcatrão
Onde mora o dono do meu coração?!
Só queria dizer-te bom dia e desaparecer
Demonstrar-te quão é simples este querer
Às vezes apetece-me espancar-me, ver
Se abro os olhos e te consigo esquecer…
Às vezes queria deixar de sentir este peso
E gostava de te tratar com desprezo
Porque afetas-me duma maneira
Como se fosses a minha vida inteira!
Apetece-me dizer-te o quanto gosto de ti
Tenho medo que te assustes se te disser
Apesar daquilo que sinto não poder mais esconder
É estranho mas estou apaixonada desde que te conheci.
Enfim, calo-me e adio por mais um dia
Aquilo que nunca devia ser adiado
E o que podia ser presente, será passado!
Sinto ódio de mim e acabo vazia.
E te deixa com um ar
Tão ronronante, tão felino
Que apetece-me seduzir-te e dizer-te ao ouvido: vem cá meu menino…
Apetece-me chamar-te, gritar…
Deixar-me levar pelo momento
Como é possível pelo meu olhar
Não reparares no meu sentimento?
Apetece-me fazer uma viagem
Meter-me no comboio, sair na tua paragem
E perguntar a cada pedrinha de alcatrão
Onde mora o dono do meu coração?!
Só queria dizer-te bom dia e desaparecer
Demonstrar-te quão é simples este querer
Às vezes apetece-me espancar-me, ver
Se abro os olhos e te consigo esquecer…
Às vezes queria deixar de sentir este peso
E gostava de te tratar com desprezo
Porque afetas-me duma maneira
Como se fosses a minha vida inteira!
Apetece-me dizer-te o quanto gosto de ti
Tenho medo que te assustes se te disser
Apesar daquilo que sinto não poder mais esconder
É estranho mas estou apaixonada desde que te conheci.
Enfim, calo-me e adio por mais um dia
Aquilo que nunca devia ser adiado
E o que podia ser presente, será passado!
Sinto ódio de mim e acabo vazia.
Um dia poderás ter alguém!
Vou atirar todas as pedrinhas para a tua porta
Vou-me sentir como ninguém
Numa sombra em carne morta.
07.06.12
Vou atirar todas as pedrinhas para a tua porta
Vou-me sentir como ninguém
Numa sombra em carne morta.
07.06.12
*Poema inspirado no texto de uma amiga
segunda-feira, 9 de julho de 2012
ATÉ QUE ME MATE A PALAVRA
Irei ler-te (sempre) poeta
Mesmo que me sangrem as mãos
Minh’alma carcomida, irrequieta
Quer-se invadida p’los teus versos vãos!
Irei ler-te (sempre) poeta
Até cegar lentamente meus olhos
Sob esta mármore preta
Rezo esfarrapando meus joelhos!
Mesmo que sob meus pés
Os troncos das árvores se abatam
Cavalgarei até saber quem és
Lá, onde as fontes prenhes se desatam!
Irei ler-te (sempre) poeta
Até que me mate a palavra
Sábia, morna, secreta
Essa que tudo lavra
E da curva faz reta!
Até à última gota
Acredita em mim
Irei ler-te poeta
Hoje e até ao fim!
Mesmo que me sangrem as mãos
Minh’alma carcomida, irrequieta
Quer-se invadida p’los teus versos vãos!
Irei ler-te (sempre) poeta
Até cegar lentamente meus olhos
Sob esta mármore preta
Rezo esfarrapando meus joelhos!
Mesmo que sob meus pés
Os troncos das árvores se abatam
Cavalgarei até saber quem és
Lá, onde as fontes prenhes se desatam!
Irei ler-te (sempre) poeta
Até que me mate a palavra
Sábia, morna, secreta
Essa que tudo lavra
E da curva faz reta!
Até à última gota
Acredita em mim
Irei ler-te poeta
Hoje e até ao fim!
03.07.12
domingo, 8 de julho de 2012
(A PRAGA D)O FANTASMA
Não!
Não é o inferno que me deixa sem dormir
Nem a casa desabitada sem o teu perfume
Não é o mendigo na rua sem palma, a pedir
Nem o arrepio d’inverno suplicando lume!
Não!
Não é o sol que me deixa sem dormir
Nem os gritos possuídos da trovoada
Não é o assaltante que desata a fugir
Nem o pássaro acordando a alvorada!
Não!
Não é a lua que me deixa sem dormir
Nem o céu cinzento sem qualquer luz
Não é o verão insistindo em não surgir
Nem este poema que não me seduz!
Não!
Não é a tua falta que me deixa sem dormir
Nem os dedos que m’impedem d’escrever
Há um pesadelo ruim que me quer impedir
D’acreditar e lutar para os objetivos vencer!
Não é o inferno que me deixa sem dormir
Nem a casa desabitada sem o teu perfume
Não é o mendigo na rua sem palma, a pedir
Nem o arrepio d’inverno suplicando lume!
Não!
Não é o sol que me deixa sem dormir
Nem os gritos possuídos da trovoada
Não é o assaltante que desata a fugir
Nem o pássaro acordando a alvorada!
Não!
Não é a lua que me deixa sem dormir
Nem o céu cinzento sem qualquer luz
Não é o verão insistindo em não surgir
Nem este poema que não me seduz!
Não!
Não é a tua falta que me deixa sem dormir
Nem os dedos que m’impedem d’escrever
Há um pesadelo ruim que me quer impedir
D’acreditar e lutar para os objetivos vencer!
Não!
Não é o véu da noite que m’embriaga
Nem o vento louco que bafeja a norte
Esta náusea lambida que virou praga
É o legítimo amigo fantasma da morte!
05.07.12
Não é o véu da noite que m’embriaga
Nem o vento louco que bafeja a norte
Esta náusea lambida que virou praga
É o legítimo amigo fantasma da morte!
05.07.12
sábado, 7 de julho de 2012
QUERO-TE TANTO
De ti, quero sentir cada recanto
Colocar minha mão nua sobre a tua
Sentir tua tez fresca em mim à lua
Ceder meu olhar ao melhor encanto
Quero mergulhar nua em nosso pranto
Misturar meus lábios nus com os teus
Fazer dos teus desejos só os meus
Perder-me contigo no entretanto…
Quero poisar levemente em teu peito
Sentir nossa união num abraço
Em que sou águia num voo perfeito!
Quero conceder a pele ao encanto
Dizer-te sempre ao nosso compasso:
Meu amor, quero-te tanto mas tanto!
Colocar minha mão nua sobre a tua
Sentir tua tez fresca em mim à lua
Ceder meu olhar ao melhor encanto
Quero mergulhar nua em nosso pranto
Misturar meus lábios nus com os teus
Fazer dos teus desejos só os meus
Perder-me contigo no entretanto…
Quero poisar levemente em teu peito
Sentir nossa união num abraço
Em que sou águia num voo perfeito!
Quero conceder a pele ao encanto
Dizer-te sempre ao nosso compasso:
Meu amor, quero-te tanto mas tanto!
20.06.12
sexta-feira, 6 de julho de 2012
AMEI-TE (DEPRESSA) DEMAIS
Ainda a noite não era noite, já eu te amava
As papoilas beijavam (só) meus pés
Já o teu corpo de seda acariciava
Sem saber verdadeiramente quem és!
As papoilas beijavam (só) meus pés
Já o teu corpo de seda acariciava
Sem saber verdadeiramente quem és!
Amei-te (depressa) demais!
Ainda eu não me despia à tua frente
Cantarolava ao compasso dos pardais
Já te amava… perdidamente!
Ainda o mar não sabia de nós
Nem a lua poisava leve em teu regaço
Já eu nos anunciava a uma só voz
E imaginava o mundo em nossos braços…
Amei-te antes das curvas da despedida
Ainda a rua não estava em pranto
Amei-te tanto!
Que de me acabei perdida…
Ainda eu não me despia à tua frente
Cantarolava ao compasso dos pardais
Já te amava… perdidamente!
Ainda o mar não sabia de nós
Nem a lua poisava leve em teu regaço
Já eu nos anunciava a uma só voz
E imaginava o mundo em nossos braços…
Amei-te antes das curvas da despedida
Ainda a rua não estava em pranto
Amei-te tanto!
Que de me acabei perdida…
Quis-te antes de tudo
Até antes de mim
O meu peito ficou mudo
Só lhe conheci o fim!
Até antes de mim
O meu peito ficou mudo
Só lhe conheci o fim!
Hoje, sei que te amei (depressa) demais
Tudo desabou em meus olhos de hortelã
Em vão, muitos gestos foram banais…
Pensando no triste sabor d’amanhã!
13.06.12
Tudo desabou em meus olhos de hortelã
Em vão, muitos gestos foram banais…
Pensando no triste sabor d’amanhã!
13.06.12
quinta-feira, 5 de julho de 2012
DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES - NA VOZ DO MAR
Devolves-me o olhar como o mar às ondas
Envolto em espuma a desfalecer nos meus braços
Toda a vertigem está nas carícias dos amantes…
Na vasta paisagem do teu corpo
Contorno cegamente este aperto sem espaços
Perco-me onde me sei encontrar, por eternos instantes
Devolvo-te o olhar presenteando-te com um beijo embebido
De sal em teu rosto de lua cheia acariciado…
Todos os silêncios são noites cheias de presença de ti
E de legítima veneração…
Poisas neste leito adornado a algas e búzios na voz do mar
Descansas o teu corpo, esquecendo a razão
Nesta ilha verdejante onde me agasalhas o olhar.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
ESPERO-TE À MESMA HORA DA SOLIDÃO
O teu nome ficou bordado no tapete do quarto
Só as minhas mãos molham o ácido chão
Sou mulher em pleno parto
Gemendo em êxtase esta solidão!
Acendo a TV
[com as mãos gritantes
Estás em todos os canais
Diz-me porquê?!
[Não é só por instantes
És(-me) sempre demais!
O cabelo acabei de atar
Faltam os teus dedos
Para o desembaraçar
E levarem meus medos!
Espero-te como ontem, no chão
Do meu quarto, com a TV ligada
…À mesma hora da solidão…
Em que me és tudo e sou(-te) nada!
16.06.12
terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
(NÃO É FÁCIL) ESCREVER PARA TI
Escrever para ti…
É encher de brilho meus olhos
Com o suor que me escapa da mão
É dar-te ramos de rosas aos molhos
De quantos afetos habitam meu coração!
Escrever para ti…
É murmurar o que penso
Do amor que trago no seio
Somos um todo imenso
Sem nada no nosso meio!
Escrever para ti…
É repousar o pensamento
Em laços moldados ao peito
É querer(-te) mais que o momento
Em que és meu sonho perfeito!
Escrever para ti…
É dar-te o melhor de mim
Em linhas nossas, sentidas!
É caminhar sem olhar o fim
Como meras recordações vividas!
Escrever para ti…
É o meu fiel eco
Um grito de emoção
Contigo eu peco
Esquecendo a razão!
Escrever para ti…
É (d)escrever-te como és
Escrever para ti…
É amar-te da cabeça aos pés!...
É encher de brilho meus olhos
Com o suor que me escapa da mão
É dar-te ramos de rosas aos molhos
De quantos afetos habitam meu coração!
Escrever para ti…
É murmurar o que penso
Do amor que trago no seio
Somos um todo imenso
Sem nada no nosso meio!
Escrever para ti…
É repousar o pensamento
Em laços moldados ao peito
É querer(-te) mais que o momento
Em que és meu sonho perfeito!
Escrever para ti…
É dar-te o melhor de mim
Em linhas nossas, sentidas!
É caminhar sem olhar o fim
Como meras recordações vividas!
Escrever para ti…
É o meu fiel eco
Um grito de emoção
Contigo eu peco
Esquecendo a razão!
Escrever para ti…
É (d)escrever-te como és
Escrever para ti…
É amar-te da cabeça aos pés!...
Quando penso que mais um poema se fez
Dizendo(-te) a verdade, menti…
Curvo-me perante minha pequenez
Não é fácil escrever para ti!
Dizendo(-te) a verdade, menti…
Curvo-me perante minha pequenez
Não é fácil escrever para ti!
28.06.12
domingo, 1 de julho de 2012
CONVITE LANÇAMENTO DO LIVRO - ESTÁ QUASEEE!
LANÇAMENTO DO LIVRO DE POESIA DE JESSICA NEVES
DIA 14 DE JULHO, PELAS 17 HORAS, NO CAFÉ SANTA CRUZ, EM COIMBRA!
APROXIMA-SE UM/O GRANDE DIA!
Para meu desejo e desejo de muitos que me rodeiam!
Para meu desejo e desejo de muitos que me rodeiam!
Aos leitores, deixo o convite e espero contar com a vossa presença :)
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DEIXO UM VÍDEO QUE ME FOI ENVIADO COM TODO O CARINHO PELA SONIA CHRISTINA (BRISA DO MAR) QUE FEZ QUESTÃO DE ILUSTRAR UM POEMA MEU (COM ALGUMAS INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE O LANÇAMENTO DO LIVRO):
http://www.youtube.com/watch?v=XVaDE7p_pGc
OBRIGADA SONIA CHRISTINA PELO TEU CARINHO ALÉM-MAR, FELICIDADES!
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DEIXO UM VÍDEO QUE ME FOI ENVIADO COM TODO O CARINHO PELA SONIA CHRISTINA (BRISA DO MAR) QUE FEZ QUESTÃO DE ILUSTRAR UM POEMA MEU (COM ALGUMAS INFORMAÇÕES ADICIONAIS SOBRE O LANÇAMENTO DO LIVRO):
http://www.youtube.com/watch?v=XVaDE7p_pGc
OBRIGADA SONIA CHRISTINA PELO TEU CARINHO ALÉM-MAR, FELICIDADES!
sábado, 30 de junho de 2012
(PRENDO-TE E) SOLTO A RAZÃO - ANA COELHO E JESSICA NEVES
O meu coração palpita
Com a angústia de não poder ajudar
As minhas veias cantam hinos de louvor
No fervor de o meu calor a ti chegar…
Prendo-te a mim, solto a razão
A cumplicidade pede um nós
Nada melhor que escutar o coração
Num cântico entoado a uma só voz
Melodias que os meus dias
Conhecem de cor, sem pautas
Semínimas que o vento empresta
Onde espalho a alegria que me resta...
E assim, de mãos enlaçadas
Prendo-te e solto a razão
Vivo num conto de fadas
E, à noite, falo-te baixinho ao coração.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
QUERIA SER(-TE) TELA - DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES
A tela sem cor,
Esquecida tinha
No seu íntimo a palavra amor
O sonho secreto
De ser por ti rabiscada
Meu amuleto eleito
Ser tatuada
Ser arte...
Ser(-te) uma parte
À tardinha, cor de mar
Beijar(-te) ao brilho do luar
Adornado de fios coloridos
De contas douradas
Em rostos embevecidos
Peles banhadas em mel, entranhadas
Ser o leito repousante macio do entardecer...
Ser lentamente a chegada da noite nua
Onde me afogo sem pressa de adormecer
Em que és meu e eu sou tua
Num afago de encontros sem medos
E promessas de uma aurora resplandecente...
Tudo é transparente
Sem segredos…
Queria ser(-te) tela
Para antes de te amar
Baixinho, poder pintar
A rosa rubra mais bela!…
16.06.12
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