sábado, 22 de setembro de 2012
DUETO CARLOS VAL E JESSICA NEVES - ONDE OS CEGOS SE ESCONDEM COM MEDO DO TACTO DA LUA
No meu dorso sinto o humedecer das tuas lágrimas
Como orvalho que dói e (con)sente
Neste céu inquisidor de sonhos arrancados
Das estrelas ainda meninas
Lava-me a alma em fogo e sangue
Como quem lava o rosto num copo de vinho agridoce
Queima todo o preconceito que há dentro de nós
E as migalhas que escondemos entre as mãos
Repartem-se no sol que trazes na boca
O desejo faz-se em lábios que se tocam em uníssono
Dentro de um violino escarlate
Onde os acordes se entrelaçam numa nudez celestial
Ainda que os corpos sejam imperfeitos
Alimentam dois olhares que se pretendem
No mais profundo do seu ser
Onde os cegos se escondem com medo do tacto da lua
Esta noite rasga o céu e faz-me tua
Rasga o dia para que possa morrer no teu leito de branca espuma
Nas ondas dos teus cabelos sedentos de mar.
21.09.12
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
DUETO ANTÓNIO VERÍSSIMO E JESSICA NEVES - VEM AMOR
Anda, anda
ver o mar
vem amar, vem sorrir...junto a mim.
Vejo-te serena e bela
absorta em pensamentos distantes
beijo-te, abraço-te..quero amar.
Vem, quero beijar teus lábios desejosos
Agarrar tuas mãos que tremem
e, enfim, ficar em ti
Aqui
Neste mar aceso de sonhos
Onde se desvendam segredos
Alimentar este amor a cada dia
Com gestos simples e risonhos…
Vem por de parte nossos medos
Acariciar meu corpo com ternura
Agarrar as noites de lua cheia a dois
Beber do nosso rio de água pura
Vem amor! Não deixes nada p’ra depois…
20.09.12
vem amar, vem sorrir...junto a mim.
Vejo-te serena e bela
absorta em pensamentos distantes
beijo-te, abraço-te..quero amar.
Vem, quero beijar teus lábios desejosos
Agarrar tuas mãos que tremem
e, enfim, ficar em ti
Aqui
Neste mar aceso de sonhos
Onde se desvendam segredos
Alimentar este amor a cada dia
Com gestos simples e risonhos…
Vem por de parte nossos medos
Acariciar meu corpo com ternura
Agarrar as noites de lua cheia a dois
Beber do nosso rio de água pura
Vem amor! Não deixes nada p’ra depois…
20.09.12
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
ENTREVISTA PÁGINA 2 - 19.09.12 - INDEPENDENTE DE CANTANHEDE
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ENTREVISTA (ANTÓNIO
VERÍSSIMO)
À CONVERSA COM… Jessica Neves
INDEPENDENTE DE CANTANHEDE
PÁGINA 2 – 19.09.2012
Quando é que se sentiu poeta?
Quando é que o “bichinho” da escrita tomou conta de si?
À CONVERSA COM… Jessica Neves
INDEPENDENTE DE CANTANHEDE
PÁGINA 2 – 19.09.2012
Quando é que se sentiu poeta?
Quando é que o “bichinho” da escrita tomou conta de si?
Jessica Neves - Sinceramente, eu não gosto de me intitular de nada.
Os (maiores) poetas já não estão entre nós, mas serão sempre recordados pelo que de bom deixaram escrito.
Não me sinto “poeta” sou simplesmente alguém que gosta muito de escrever, nomeadamente poesia.
Sempre tive mais aptidão para as Línguas do que para a Matemática.
O gosto pela poesia surgiu, há pouco mais de um ano, quando estava de férias do meu desporto preferido – o futsal. Comecei a escrever diariamente, criei um blogue e comecei a divulgar a minha escrita em vários sítios na internet até que fui desafiada a participar num concurso de poesia – o VI Concurso de Poesia “Comunidade Escolar” da APPACDM de Setúbal. Curiosamente, foi o primeiro concurso em que participei e acabei por vencer o primeiro prémio, entre 46 participações de várias escolas do país e foi talvez, o maior impulso para dar continuidade à minha escrita.
O poema vencedor denomina-se “O teu sorriso… um poema” e faz parte do meu livro “(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração”.
Quem são os seus
poetas de cabeceira?
Quais os nomes dos poetas que são, digamos, os culpados desta sua vocação literária?
Quais os nomes dos poetas que são, digamos, os culpados desta sua vocação literária?
Jessica Neves - Admiro bastante a poesia de Fernando Pessoa, os sonetos de Florbela Espanca e os poemas de amor de Pablo Neruda.
São as maiores referências que tenho. Fernando Pessoa pelo desassossego, Florbela Espanca pela mestria na construção dos seus sonetos e Pablo Neruda pela sensibilidade ímpar como (d)escreve o amor que confesso, é o que mais gosto de ler e escrever.
Ser poeta em
Portugal, sobretudo para quem vive na província, não é fácil. Sentiu isso
quando pensou editar o seu primeiro livro?
Jessica Neves – Na verdade não é nada fácil! É um pouco estar a remar contra a maré. Somos uma gota no oceano mas ainda assim, existimos! Penso que o mais importante é fazermos aquilo que gostamos e lutarmos sempre pelos nossos objetivos, pois só acreditando neles e lutando por eles os conseguimos alcançar! O meu primeiro livro foi realmente, um objetivo traçado para este ano porque senti que havia alguma maturidade para tal. O maior orgulho é vê-lo cá fora, sentir o melhor de mim escrito e “oferecê-lo” a quem queira usufruir das minhas palavras.
Este livro é uma prova da minha existência, da minha passagem pela vida!
Jessica Neves – Na verdade não é nada fácil! É um pouco estar a remar contra a maré. Somos uma gota no oceano mas ainda assim, existimos! Penso que o mais importante é fazermos aquilo que gostamos e lutarmos sempre pelos nossos objetivos, pois só acreditando neles e lutando por eles os conseguimos alcançar! O meu primeiro livro foi realmente, um objetivo traçado para este ano porque senti que havia alguma maturidade para tal. O maior orgulho é vê-lo cá fora, sentir o melhor de mim escrito e “oferecê-lo” a quem queira usufruir das minhas palavras.
Este livro é uma prova da minha existência, da minha passagem pela vida!
"(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração" é o
livro que apresentou em Montemor no dia 9 de Setembro. O que representou para
si este passo?
Jessica Neves – Foi com enorme gosto que me desloquei a Montemor-o-Velho, no dia 9 de Setembro, para a primeira apresentação do meu livro, após o lançamento a 14 de Julho, no Café Santa Cruz, em Coimbra.
Foi mais um passo importante nesta ainda curta mas tão desejada longa caminhada!
É bom quando vejo a minha obra ser divulgada e partilhada.
É ótimo sentir que me acompanham apesar de ser uma grande responsabilidade, é muito gratificante para mim!
Como é que os seus
entes queridos encaram esta sua faceta? Dão-lhe apoio? São os seus maiores
críticos?
Jessica Neves – Inicialmente, estranharam porque me viam ligada ao Desporto, ao futsal e não me associavam a uma atividade deste tipo. Desconheciam a minha sensibilidade poética.
O apoio é incondicional. A minha família apoia-me, ajuda-me e está sempre presente! Não só na poesia, mas na vida, são os meus maiores críticos. Apesar de não se inserirem muito neste mundo literário, gostam de me acompanhar e eu gosto de os ter ao meu lado! Costumam dizer que se orgulham de mim, espero que não se esqueçam que eu também me orgulho imenso deles!
Prezo muito as minhas raízes.
Fiz questão de dedicar o livro à minha irmã pois é essencial!
A distribuição de um
livro que se edita, fora dos grandes centros, costuma ser uma dor de cabeça e
as feiras do livro são, tantas vezes, uma boa solução. Tem noção desta
dificuldade?
Jessica Neves – Tenho noção dessa dificuldade mas não posso baixar os braços e esperar, é preciso agir.
Sem dúvida que as feiras do livro, as participações em tertúlias e saraus são boas soluções para distribuir o livro e é isso que procuro daqui para a frente para ajudar na sua divulgação.
Como vê o seu futuro
na escrita?
Podemos esperar, em breve, por um segundo livro?
Podemos esperar, em breve, por um segundo livro?
Jessica Neves - O futuro passa por aprender, crescer e evoluir a cada dia que passa.
O mundo da escrita não é fácil! Tenho os pés assentes no chão.
Para já não penso num segundo livro. Agora fiz uma pausa.
Tenho a ambição de fazer mais e melhor e é uma responsabilidade maior que demora o seu tempo a preparar. Quem sabe no próximo ano, quando achar que as folhas soltas estão com “cabeça, tronco e membros” para juntar e publicar, sairá para a mão dos leitores um novo livro.
Como vê o panorama cultural em Portugal? E no campo da literatura?
Jessica Neves – O campo da literatura é praticamente como os outros.
De um modo geral, penso que as artes estão desvalorizadas no nosso país e infelizmente há poucos apoios. Não é por causa disso que devemos deixar de escrever! Pelo contrário, mesmo sabendo que é difícil impormo-nos, devemos lutar para tentar inverter a situação.
O que a faz correr?
Jessica Neves - O que me move é a paixão pela vida.
Quando gostamos das coisas fazemos sempre um esforço.
Assim sendo, torna-se fácil conciliar o estudo, o gosto pela poesia e pelo futsal.
Há tempo para tudo mesmo que por vezes, seja cansativo!
Ligada ao desporto, ao futsal, considera-se uma desportista que escreve ou uma poetisa que faz desporto?
Jessica Neves – Se fosse há um ano atrás, diria de imediato que era “uma desportista que escreve”. Hoje em dia, pela importância que a poesia adquiriu na minha vida, acabei por desvalorizar um pouco o futsal e pendo mais para a “poetisa que faz desporto”.
São duas paixões que quero preservar e que me fazem crescer a todos os níveis, mas se tivesse de optar, optava pela poesia e abdicava do futsal!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
FOTOS - RÁDIO VAGOS FM (88.8)
Hoje à tarde fui pela primeira vez à rádio falar da minha escrita e do meu livro :)
Estive na Rádio Vagos FM (88.8)
Confesso que estava um pouco ansiosa!
Deixo algumas fotos e em breve disponibilizo o link para poderem ouvir a gravação!
| António Veríssimo, Jessica Neves e Gustavo Neves (senhor que me entrevistou) |
OBRIGADA por me acompanharem *
Beijinhos de poesia na vossa alma
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
PENSAMENTOS EM TONS D'ARCO-ÍRIS
Devemos caminhar sempre não só ao sol como à chuva...
Só assim seremos (mais) fortes!
Haverá luz além das nuvens e um arco-íris repleto de aromas...
Bom fim de semana,
Beijinhos de poesia na vossa alma *
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
RETALHOS EM NOITE DE LUA CHEIA
Agradeço à noite
Estar ao teu lado
Em silenciosos afagos
Sabe bem ter-te tão perto
Ao colo da lua cheia: eu e tu
Num lugar onde tudo dá certo
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
ABRAÇAR(-TE)
Oh… queria abraçar-te!
Acariciar-te
Com ternura
Sentir(-te) o mundo, água pura!
Queria sentir teu abraço
Passear em teu corpo de mar
Poisar leve em teu regaço
E (ao ouvido) tuas confissões desnudar!
Queria sentir teu abraço
Ao teu castelo me enlaçar
Tocar as estrelas no espaço
E no paraíso te (re)inventar!
Queria sentir teu abraço
Roubar teu sorriso p’ra mim
Neste aperto sem espaço
Com aroma d’alecrim!
Roubar teu sorriso p’ra mim
Neste aperto sem espaço
Com aroma d’alecrim!
Queria sentir teu abraço
Vestir tua pele de uva
Acreditar que este laço
Combate qualquer chuva!
Vestir tua pele de uva
Acreditar que este laço
Combate qualquer chuva!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
DOCES DESALINHOS - ROSA FONSECA E JESSICA NEVES
Todo o meu regaço se embrulha em estrelas
Que recolhi neste caminho
Que me leva a ti
O ninho que nos acolhe em doces desalinhos
De roupa despida à pressa
De promessas feitas
E a embriaguez dos beijos
Une à palma rasgada desejos
Que eu nunca contei a ninguém...
Do teu corpo me embriago, sou refém
Do verso que anseio declamar-te agora,
Porque o poema não tem hora
Posso falar-te do (a)mar
Do beijo repenicado do sol numa noite de luar
Deixa-me ficar extasiada ao contemplar teu olhar
Deixa-me ficar extasiada ao contemplar teu olhar
Tenho tanto, mas tanto p'ra te confessar...
terça-feira, 11 de setembro de 2012
"(CON)TEXTOS D'AMOR", Pedaços em Prosa
Eu sei que (para ti) são poucas as vezes que digo que te amo.
São mais as vezes to demonstro.
Porque (para mim) o amor vive-se e alimenta-se diariamente com a partilha de gestos.
Entende que são sentimentos! E os sentimentos não se definem por palavras.
A palavra “amo-te” muitas vezes (dita) cai no ridículo.
Para que vou dizer que te amo se não cuido de ti? Se não te abraço quando precisas? Amo-te sim! Mas irás ouvi-lo escassas vezes da minha boca…
A minha boca que te ama loucamente quando te percorre poro a poro…
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
GUIA DOS SENTIDOS
Hoje acordei e apaguei a luz
Teus olhos guiam-me todos os sentidos
Nesse pestanejar que me seduz
Onde nunca os sonhos são desmedidos…
domingo, 9 de setembro de 2012
ALGUMAS FOTOS DA APRESENTAÇÃO DO LIVRO, NA GALERIA MUNICIPAL, EM MONTEMOR-O-VELHO
![]() |
| O poeta António MR Martins, Jessica Neves e o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Luís Leal e Teresa Simões, professora de Português na escola Instituto Pedro Hispano |
O poeta António MR Martins, Jessica Neves e o Sr. Presidente da Câmara Municipal de
Montemor-o-Velho, Luís Leal e Dr. António Simões, diretor da escola Instituto Pedro Hispano,
na Granja do Ulmeiro
Montemor-o-Velho, Luís Leal e Dr. António Simões, diretor da escola Instituto Pedro Hispano,
na Granja do Ulmeiro
O poeta António MR Martins, Jessica Neves e o Sr. Presidente da Câmara Municipal de
Montemor-o-Velho, Luís Leal
Montemor-o-Velho, Luís Leal
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
DESEJOS NO OLHAR
Ao beber teus olhos de seda polvilhados
Instante leve, soletrando-os poro a poro
Logo fogem de mim desejos extasiados
Se no meu rosto vives, no teu olhar moro.
Instante leve, soletrando-os poro a poro
Logo fogem de mim desejos extasiados
Se no meu rosto vives, no teu olhar moro.
Teus olhos (es)correm pelo cais do meu corpo nu
Sempre que nossas mãos pedem para se enlaçar
Simbiose perfeita esta que une só eu e tu
Melodia em pranto no dedilhar do (a)mar…
Sempre que nossas mãos pedem para se enlaçar
Simbiose perfeita esta que une só eu e tu
Melodia em pranto no dedilhar do (a)mar…
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
FAZ DOS MEUS OLHOS O TEU (MAIOR) POEMA
Faz dos meus olhos o teu poema
Se te faltarem as minhas mãos (n)as tuas
Se no teu sorriso já não for eu o tema
Se as conchas já não estiverem nuas…
Faz dos meus olhos o teu poema
Pinta-os da cor dos teus
Rouba a cor aos céus
E faz de mim o teu lema!
Faz dos meus olhos o teu poema
Trá-los ao peito como emblema
Se a estrela polar se tornar sombria
Se a flor de lótus pecar por tardia!
A melhor forma de ultrapassar o nosso dilema
É fazeres dos meus olhos o teu (maior) poema.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
"(CON)TEXTOS D'AMOR" - PEDAÇOS EM PROSA
Nem todos se sentem à vontade de partilhar o amor.
Muitos se esquecem que amor, é (também) dor!
Partilho-me e partilho-te nestas linhas amargamente ansiosas por te ter de volta.
Pouso o pensamento embriagada pelo teu cheiro, fumo mais um cigarro e morro decerto (mais) um pouco.
Que importa?
O meu peito há muito que enlouqueceu.
O (nosso) amor morreu.
29.08.12
terça-feira, 4 de setembro de 2012
DUETO ANA CONCEIÇÃO BERNARDO E JESSICA NEVES - SABE(S)-ME AO SAL
Sabe-me a sal a pele
dos dias que o sol aqueceu
dos favos que o calor derreteu
com teus beijos de mel
no corpo praia perdida
um mar de carícias loucura
a tua mais doce ternura
que me deixa assim sentida
Sabe-me ao sal a tua mão...
Tocando minha face de sorriso
Resgata a lua, acende o paraíso
Com nossa quente paixão
Em afagos (e)ternamente
Recheados de perfume
Tudo em nós é lume
Num voo d’asas permanente
Sabe-me ao sal o beijo
num doce terno sorrir
onde a carícia desejo
outro beijo faz florir
na boca perfumada
esvoaçante sentir
a tua mão amada
outro beijo vem pedir
Sabe-me ao sal
A sensualidade que transborda de ti
Arrepio qu’em demasia não faz mal
Como é bom possuir-te aqui
Despudoradamente
Neste lençol de carne nu
Onde existe simplesmente:
Eu e tu!
03.09.12
dos dias que o sol aqueceu
dos favos que o calor derreteu
com teus beijos de mel
no corpo praia perdida
um mar de carícias loucura
a tua mais doce ternura
que me deixa assim sentida
Sabe-me ao sal a tua mão...
Tocando minha face de sorriso
Resgata a lua, acende o paraíso
Com nossa quente paixão
Em afagos (e)ternamente
Recheados de perfume
Tudo em nós é lume
Num voo d’asas permanente
Sabe-me ao sal o beijo
num doce terno sorrir
onde a carícia desejo
outro beijo faz florir
na boca perfumada
esvoaçante sentir
a tua mão amada
outro beijo vem pedir
Sabe-me ao sal
A sensualidade que transborda de ti
Arrepio qu’em demasia não faz mal
Como é bom possuir-te aqui
Despudoradamente
Neste lençol de carne nu
Onde existe simplesmente:
Eu e tu!
03.09.12
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
EM PLENO (A)MAR
A noite suspirava d’encanto
Já a lua beijava seu peito nu
O olhar do corpo em pranto
Em pleno (a)mar: eu e tu!...
Eu e tu em pleno (a)mar
Corpos em fogo no areal
Nossos lábios a procurar
Um beijo de água e sal…
De água e sal um beijo
Até as ondas atenuaram
O voo mais alto do desejo
As estrelas testemunharam!
As estrelas testemunharam
A aliança e a nossa união
Em segredo logo se amaram
Não (a)colheram a solidão!
Não (a)colheram a solidão
Nada é melhor que sonhar
Com a receita do coração
Destinada ao verbo amar!
20.06.12
Nada é melhor que sonhar
Com a receita do coração
Destinada ao verbo amar!
20.06.12
domingo, 2 de setembro de 2012
APRESENTAÇÃO DO LIVRO "(SEM) PAPEL E CANETA, (COM) ALMA E CORAÇÃO" DE JESSICA NEVES
No âmbito das Festividades do Concelho de Montemor-o-Velho, a autora, Jessica Neves, a Chiado Editora e a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho têm o grato prazer de convidar Vª. Exª a estar presente na apresentação do livro "(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração", no dia 9 de Setembro de 2012, pelas 15h, na Galeria Municipal.
Obra e autora serão apresentadas pelo poeta António MR Martins.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
"(CON)TEXTOS D'AMOR - PEDAÇOS EM PROSA
Hoje de cabelos soltos à luz do sol que bebo dos teus olhos, declaro-te o meu AMOR.
A felicidade que me trazes no sorriso envaidecido de poder caminhar a teu lado.
Tudo está contemplado na simplicidade das pequenas coisas - as melhores da vida:
As mãos entrelaçadas, os olhares rendidos, as bocas saciadas nos corpos possuídos.
E assim, oferecendo-te o céu em noite de lua cheia, tatuo na tua pele bronzeada, a palavra amor.
Obrigada por me ensinares que a vida pode ser da cor que nós dois quisermos!
És arco-íris!
30.08.12
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
LÁGRIMAS DE VERÃO
Ao sol a criança brinca
Ergue castelos na areia molhada
Sua guloseima trinca
Cai feliz, depressa se vê levantada!
A avó conforta seu neto
Com um sorriso quente
E eu pobre de afeto
Uma carícia nunca me é indiferente!
Sobre os meus olhos o Inverno está a cair
É vento! É desalento! É saudade!
Oh!… Sorrir! Já não sei sorrir!
Qual o (melhor) caminho para a felicidade?
Haverão dias de sol algures por aí
Hoje só as lágrimas m’enxugam o rosto
Querendo-me levantar logo caí
Nesta tempestuosa noite d’Agosto!
São lágrimas de Verão
Estes carentes fios de memórias
Contando histórias
Gotejando no meu coração!...
24.08.12
Ergue castelos na areia molhada
Sua guloseima trinca
Cai feliz, depressa se vê levantada!
A avó conforta seu neto
Com um sorriso quente
E eu pobre de afeto
Uma carícia nunca me é indiferente!
Sobre os meus olhos o Inverno está a cair
É vento! É desalento! É saudade!
Oh!… Sorrir! Já não sei sorrir!
Qual o (melhor) caminho para a felicidade?
Haverão dias de sol algures por aí
Hoje só as lágrimas m’enxugam o rosto
Querendo-me levantar logo caí
Nesta tempestuosa noite d’Agosto!
São lágrimas de Verão
Estes carentes fios de memórias
Contando histórias
Gotejando no meu coração!...
24.08.12
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