quarta-feira, 10 de julho de 2013

OUSADIA








Balança no meu corpo


A ousadia 


De perfurar as águas 


Da sedução e do desejo


De me deixar embalar


Pelo teu toque açucarado 


Nu(m) encaixe perfeito


Que faz estremecer a terra


E me (e)leva ao céu


Vezes sem conta…






09.07.13

segunda-feira, 8 de julho de 2013

NADA COMO (D)ANTES





Poisei no teu olhar
E os teus olhos
Já não respiravam os meus…


Poisei nos teus lábios

E senti que já não eram 

O colo dos meus…



Poisei no teu pescoço

E senti que o teu aroma 

Já não estava em sintonia com o meu…



Poisei nas tuas mãos

E o calor já não assinalava 

A presença das minhas…



Desci até aos pés 

E fui obrigada (a continuar) a caminhar sozinha

Porque entendi
Que o teu caminho
Já não era o mesmo que o meu
…O teu sonho
Afinal, já não era eu!



26.06.13

domingo, 7 de julho de 2013

GEOGRAFIA EMOCIONAL







Traçava os seus contornos.

Punha de lado os cálculos matemáticos

e perdia-se na 


geografia do corpo.

sábado, 6 de julho de 2013

DUETO FRANCISCO AMARAL JORGE E JESSICA NEVES

























Em que ventos descansam teus sonhos

Em que mares dormem teus olhares
Em que deserto bebem teus lábios
Em que luas despes o teu corpo?

Os sonhos e os olhares
Caminham de mãos dadas, são a essência do âmago
Os lábios e o corpo
Compõem a melodia que (n)os guia…

Os sonhos e os olhares
Caminham por montes e areais coloridos
Os lábios e o corpo
Compõem o brilho da alma em pura sintonia…

Em que manhãs poisas teu pensamento

Em que tempestade afogas tuas lágrimas
Em que sol vences teus medos
Em que papel desassossegam teus dedos?

O pensamento e as lágrimas
Correm nas veias que pulsam em cada batida do peito
Os medos e os dedos
Procuram abrigo num cais de vida


O pensamento e as lágrimas 
Correm pelas noites sem estrelas
Os medos e os dedos
Procuram cordas de um violino para cantar…

04.07.13

sexta-feira, 5 de julho de 2013

CAOS




Nós, seres desumanos
Deixamos que a sofreguidão do momento
Se apodere do corpo
Desprezamos as cúmplices migalhas 
E os beijos do sol em manhãs sorridentes
Preferimos apertar a chuva miudinha 
Dar as mãos por fugazes interesses
E lavá-las em águas injustas…


Nós, seres desumanos

Trocamos olhares como quem faz do engate 
Rotina diária para a sobrevivência
Lambemos a cobardia e o medo 
Alimentamos as barrigas cheias 
E as aparências contrafeitas
Somos desgraçados porque
Preferimos a raça que nos destrói…



Nós, seres desumanos 

Continuamos em falta connosco próprios
Falta-nos percorrer a vida
Falta-nos abraçar a essência
Falta-nos o ato mais nobre de todos: Amar!



04.07.13

quinta-feira, 4 de julho de 2013

NÃO CORRESPONDIDO








Desesperava por qualquer contacto dela.


Só ela era a dona dos seus pensamentos,

a responsável pelo seu sorriso no brilho do olhar.

Nada mais lhe ocupava o coração!

No fundo, era o pedaço essencial do seu mundo.

Desesperava por algo que não vinha.

Faltava-lhe a vida. Sentia-se inútil. 

Suicidou-se agarrado à sua fotografia.

Tudo por (falta de) Amor. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

PRISÃO



Escrevo poesia

À hora da solidão

Não há melhor companhia

Nem melhor prisão!


26.06.13

terça-feira, 2 de julho de 2013

AS RUAS DO TEU POEMA



























Quando há pouco percorria as ruas do teu poema
(Es)correu-me do olhar um rio de ternura
E dos lábios quentes, o néctar puro da loucura
De quem se deixa cair no Amor, sem dilema...

Quando há pouco percorria as ruas do teu poema
Senti que os teus dedos (d)escreviam ternos laços
Onde eu, musa inspiradora, era o teu maior tema
Aconchegando todas as noites de sol teus braços...

Quando há pouco percorria as ruas do teu poema
Enlaçavas palavras enquanto eu enlaçava a tua pele à minha
Relembrando aquela noite de mágica melodia no cinema
Porque a minha alma não sabe Ser sozinha…


Há pouco apeteceu-me partir de mim
Ser teu mapa (s)em contornos delineados, teu abrigo
Partir para longe… contigo
Tocar o lugar mais íntimo, onde rendida me entrego sem fim...


01.07.2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

CONTA GOTAS (POEMA VENCEDOR DO DESAFIO - QUE TE INSPIRA ESTA MÚSICA* NO GRUPO DO FACEBOOK ALENCRIATIVOS)





Já bate no peito a despedida
Sabe a pétalas de rosa
A água dos meus olhos
A verter gotículas de sangue e suor…

Pinga a conta gotas o piano
No vértice profundo da memória
A soletrar o teu nome
Todas as noites de lua cheia
Em que o meu corpo chama por ti
E és presença ausente…

Já bate no peito a despedida
Ver-te gaivota das minhas mãos a fugir
Tu és poesia, minha vida
Choro, mesmo antes de te ver partir!…

26.06.13


                                              * Música inspiradora:                                          

                                                   YRUMA - MOONLIGHT 


sábado, 29 de junho de 2013

(É) ISTO...

Jessica Neves no Jardim de Belém






Alicia-me o limiar das coisas. É na ferocidade do momento 


pausado no tempo que gosto de mergulhar. Há em mim, a 

cada dia, uma sede imensa de desfrutar de tudo, às vezes 

demais, que acabo em banhos de nada. 



Entre cânticos de revolta e paixão, vou vivendo no sentido 

mais amplo da palavra, sempre com o risco ao colo, 

assumindo erros numa aprendizagem (in)consciente de 

quem arrisca a pele para ousar viver, combatendo 

adversidades.



É isto, uma espécie de qualquer coisa que me move, que me 

alimenta.



29.06.13

OLHAR EM FRENTE...

Jessica Neves na visita ao belíssimo Jardim de Belém




Caminho sempre com um olhar em frente. 


É assim que me quero: guerreira, enfrentando cada 

batalha! 


Lavo o rosto (de lágrimas e sorrisos) as vezes que forem 

precisas!





Bom fim de semana poesia *

sexta-feira, 28 de junho de 2013

HOJE SINTO-ME POBRE




Hoje a minha face está sentidamente
Mais pobre
A água que me lava
Já não tem a mesma beleza
Nem a mesma limpidez
Talvez esteja de mãos dadas com a solidão
E nem tenha dado conta…

Habitam-me almas de cor vaga
Que eu própria desconheço
Enjoa-me a música
Sempre na mesma batida
Ao ouvido do coração…

O fio condutor perdi-o há tempos
Espalhado entre as folhas de papel
Que me cobriam os dedos
E dei com dois espetados
Numa gaveta de mofo
Denunciando meus medos…

Rasguei mais um sonho
Sinto-me pobre
E só a noite me abraça.

28.06.13

quinta-feira, 27 de junho de 2013

IMPULSO (POEMA DEDICADO À MINHA IRMÃ SARA NEVES) (*)























Quer o impulso (de mim) te levar
Sem querer saber do rasgo do peito
Cai no corpo o pranto
Na alma de uma guitarra sem cordas (**)
Numa letra sem métrica
Palavras que nunca consegui proferir…

Talvez orgulho excessivo
Meu feitio desapegado
Ou um lado “defensivo”
Tod’o meu Amor ocultado…


(Sabes, não entendo (de) Psicologia (**)
Guio-me pelos sentidos do dia a dia…)


Talvez seja minha intenção
Dizer-te com ousadia “isto” que sinto
Sem amarras, com o coração
Com o verde dos teus olhos, a vida pinto…

(…Enquanto não to digo, escrevo-te!)

19.06.13


(*) Poema dedicado à minha irmã Sara Neves
(pela ida de voluntariado para a Índia)

(**) A referência à Música deve-se ao seu gosto musical.
No que toca à Psicologia, foi o curso que tirou.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

CUMPLICIDADE








Entre eles, pouco ou nada havia a dizer. 


Os gestos denunciavam toda a cumplicidade. 


Mas ele insistia em querer entender a origem do seu Amor por ela.


Procurava incessantemente, uma explicação para tal atração.


Até que, pousou as palavras no algodão do seu peito e descobriu que 

ninguém lhe falava melhor dela, que o fundo dos seus olhos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

NÃO HÁ POEMAS INTEIROS







Não há força para o poema
Que cavalga silencioso
Com os pés enfiados na terra
Sem qualquer ação ou devaneio…


Não há lucidez para o poema
Quando o coração cegamente
Se impõe aos destroços da razão
E a tela é oferecida por ter cores bonitas…



Não há tempo para o poema
Quando a alma tem pressa
De (a)colher versos 
Com fome d’inspiração…



Não há poemas inteiros
É comum
Deixar pela metade 
Tudo o que se quer dizer.



25.06.13

SEDE






Dá-me de beber da tua boca temperada, 
os teus lábios ondulados de mar 

e sacia esta vontade 

de mergulhar pelo teu corpo, 
num poema rasgado sem tempo...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

HÁ PESSOAS QUE SÃO POEMAS







Há pessoas que são poemas

A cada verso

Dão vontade 

De escrever mais e mais

De tatuar no coração

E perpetuar no tempo…



Às vezes 

É preciso abandoná-las

E escrever uma nova linha…




22.06.13

sábado, 22 de junho de 2013

MEMÓRIAS - O OUTRO LADO DE MIM (SEM TI), PEDAÇOS EM PROSA






Trago a saudade enlaçada ao peito como um botão difícil de 


desapertar.



A noite abate-se sobre o meu rosto fechado e as memórias 

adensam (n)a tua ausência.



Assalta-me o corpo em prantos e gemidos que 

(des)esperam possuir-te.


Arranho a pele, fervo mil vezes e amarro o desejo.



...Apenas tenho de ti, as memórias agridoces do que fomos.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

DUETO TERESA TEIXEIRA E JESSICA NEVES - ESSÊNCIA DE VERÃO





Se fecho os olhos e te sinto
Regresso ao limbo quente das doçuras

E repouso nas areias do instinto



(...E a música das ondas embalando
E o cheiro do sal retemperando

O meu corpo frutado de verão...)


Se abro os olhos e te quero
Azul que me envolve em transparências

Renasço do mar fundo onde me gero



(...E as águas vivas a tecer-me
Um manto de seda epitelial

Em doces marés à minha derme...)



Se encosto os olhos e te amo

Sabe(-me) a maresia o horizonte

Ousada, teu leito ao meu chamo

(…E enrolo-te com a fantasia
Embebida em linho, rendas e poesia 
Nu(m)a dança ardente e harmoniosa…)

Se distancio os olhos e te (re)nego
Sabe(-me) a amargura a fonte
Como quem finge o desapego

(…E levo areia incrustada nos pés
Passeando pelo cais desamparado
Amor se eu sou, tu (também) és…)




Um poema com a nossa frescura poética!
Grande beijinho Teresa, grata pela partilha!



O BLOG DE TERESA TEIXEIRA:

douroumpoema.blogspot.com/

quinta-feira, 20 de junho de 2013

RIDÍCULA TRISTEZA













Via-se como a dona de todos os planetas.

A cada segundo comprava algo.

Ao mesmo tempo que pintava os lábios, o seu umbigo enchia-se de batom.

Caía no ridículo da tristeza.

Ainda não se tinha apercebido que as melhores coisas, estavam no



sorriso do olhar e na mão estendida dos outros. 
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