quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DESEJO DE AMAR - ANTÓNIO VERÍSSIMO E JESSICA NEVES


Desejas e tens-te ali
Abraçado, atrevidamente agarrado
Ao corpo daquela que tens
Beijas, percorres o que desejas
Tocas, aprofundas o desejo
Sentes sinos a tocar dentro de ti…
E sopra-te a vontade
De amar noite fora
De agarrar a liberdade
Que sentiste outrora…
E tudo em teu redor
É música em gestos
Leais e modestos
Em que soletras: A-M-O-R!

24.10.12

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A PALAVRA É A NASCENTE - DUETO JESSICA NEVES E ANA COELHO




Em cada palavra
Um afago suave 
Solto da alma
Leve 
Poesia
Que acalma
Mágica melodia...

A poesia é uma emoção

que da alma se faz ilusão

em plena libertação

a dor da vida

cantada numa pauta

onde a palavra não é acaso...

A palavra é a nascente
Do sonho, dos aromas e dos laços 

É cor! É vida simplesmente

Em fraqueza alimenta espaços...


Nascem do regaço
nas cordas suaves

de um fado soletrado

do ventre guardado

em rasgos de sóbria loucura

palavras que o poeta procura 

num desafio constante de lucidez pura!  


30.10.12

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

TANGO




A marca do batom vermelho no copo
O violão em cordas desalinhadas
O cheiro a licor
As pétalas de rosas rubras 
Espalhadas pelo chão
Anunciavam o abraço 
Num tango apetecível

Passos sedentos, apressados
Nu(m)a cumplicidade de olhares
Que se colam e se desvendam
Entre lábios e línguas
O arrepio do perfume 
No pescoço
O toque
(D)as tuas mãos
Subindo pelas minhas pernas
Correndo pelas costas do meu vestido
Amando-me em cada vértebra
Desvendando o decote em V 
Dos meus seios arrebitados…
Minhas mãos são poesia
Escorregando por ti
Nu(m) vai e vem que humedece

A líbido entra(nha-se) em nós
E deixa-se ficar
Ébria de loucura…


É tempo de beber mais um gole
De whisky velho
Sentir o quebrar do gelo
Escorrer
E (re)começar
A dança dos corpos…




24.10.12

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

NO PALPITAR DA ALMA


É à noite
Aqui
No palpitar da alma
Que rompe o silêncio
Que me leva a ti…

E eu sento-me
No degrau da rua
Ao frio
Não há rasto da lua
Choro e rio
Invento-te e invento-me…

Na memória
Fica para sempre a história
De quem fomos um dia
Da mágica melodia
Que construímos no mar
Naquela madrugada
Em que o vento teimava em soprar
E a tempestade ficou adiada
Ao sentir que tudo o que queríamos era só amar…

Esta noite ama-me com carinho
Com aquele jeitinho
Em cada afago…
Não rompas o silêncio
Que trago
No palpitar da minh’alma…

24.10.11

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO



Nunca os sonhos são desmedidos

E só nós dois sabemos porquê

O mais genuíno guia dos sentidos

É o olhar do coração que tudo vê…
24.10.12

terça-feira, 23 de outubro de 2012

(O INFERNO DO) PARAÍSO




Dois amantes esquecidos do tempo
Soltam de par em par a janela do sorriso
Os lábios trincam a maçã, aquecem o momento
À entrada do inferno no paraíso…

Desafiados pela tentação
Adão e Eva
Marginais atropelando anjos selvagens
Olhares sôfregos, afagos destemidos
Sexos quentes, múltiplas paisagens
Que se fundem ao romper (dos) gemidos…

Tremem árvores de fruto extasiadas
Em pleno sexo dos anjos sem rosto
O céu pinta de ruivo as bocas saciadas
De quem não se cansa do delicioso mosto…

23.10.12


domingo, 21 de outubro de 2012

ACESA MELODIA (AO CANTO DA SALA)


Mergulhamos nas águas (pro)fundas do desejo
Sabor agridoce que invade cada poro da pele
Acesa melodia
Que se acaricia e se descobre
Que se entrega e se perde
Se incendeia e se ama loucamente…

Corpos de violino (des)atados
Ao canto da sala
Na meia lua do prazer
Onde se expõe o sol
No ponto mais alto
Da noite.

19.10.12

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

POISEI O ÚLTIMO POEMA DE AMOR NUMA PÁGINA EM BRANCO





Podíamos ter sido
As maiores estrelas de cinema
Em noite de lua cheia
Heróis no mesmo papel
Na mesma tela onde se cruzam os olhares
Com as cores do arco-íris…
Na dança da vida seriam esculpidas
As palmas das mãos arrastadas ao vento
Num tango abraçado pelo mo(vi)mento…
Podíamos ter sido
As mais sábias gotas de suor um do outro
Encaixadas numa pauta em perfeita simbiose
Os corpos a entregarem-se em uníssono…

Poisei o último poema de amor
Numa página em branco
Deitei-me no filme mudo
Que me ofereceste sem querer
Rodopio arduamente
Ao compasso do desassossego da mente...
Quis amar-te ao som da nossa canção
O orvalho enche-me os bolsos
De luto está toda a minha alma
Pobre está o meu coração!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O ÚLTIMO POEMA DE AMOR



Enquanto esboçava o teu retrato
Sentia aquele desgosto
Da chuva ácida a beijar-me o rosto
Gemia lentamente o piano em desiderato
Eu e tu em palco, mil e uma cenas
Sonhos a preto e branco palpitavam
Caía em nós uma noite de açucenas
As luas embebidas em fogo despudoradamente se amavam…

No dia em que as minhas mãos te esqueceram os contornos
Ainda tu eras Sol em mim
Continuava a pintar-te no peito amargo com um nó
Assim
Findava a melodia em Dó
Menor
O teu sabor
Trazia-me aos lábios o último poema de amor
Aquando o último cigarro da vida
O desassossego da mente
É uma mortalha pouco esclarecida
Num olhar fotográfico que (con)sente…

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO



Traz-me só o teu olhar apaziguador
Deixa-me sentir de perto teu sorriso
A vida jamais se fará sem amor
E o céu não se quer sem paraíso!

É ESTE (A)MAR QUE NOS MOVE...

Jessica Neves *

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

TROCA DE OLHARES








Numa troca de olhares
Há sempre espaço para nós
Mesmo sem que repares
Que sou eu a tua voz…



Meu olhar toca o teu
Entre o sonho e a realidade
Somos (um) pedaço de céu
Onde se cruza a felicidade!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PÁGINA EM BRANCO



Escrevo-te mais uma página em branco, amor
Rasgaste tantas promessas a meio do meu vestido
Sobram-me estas palavras sem fio condutor
Que anseio noite adentro sussurrar-te ao ouvido…

Hoje escrevo-te em itálico e em modo abreviado
Desculpa-me! Sei lá… Sinto-me assim!
É como se o meu peito estivesse desabrigado
                                                                    [Nu
Falta-me o melhor de mim
                                                [Tu!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

PENSAMENTOS EM TONS D'ARCO-ÍRIS


Hoje é noite de combater a solidão
Ao compasso cheio da lua
Vencer os tormentos do coração
E seguir de olhos firmes: NUA!

sábado, 6 de outubro de 2012

SÓ OS TEUS OLHOS



Hoje não trago orquídeas ao peito
Nem sei quem roubou o meu jardim
Não sei do sol com que me enfeito
Nesta mágoa que me veste sem fim!

Trago as minhas mãos vazias
Não consigo ultrapassar o muro
O forte arrepio dos meus dias
É um presente sem futuro!

Hoje não sinto o voo das aves
Nem ouvi os seus cantos suaves
Hoje todo o mundo está deserto
Sinto-te longe, queria-te perto!

Hoje vou até ao teu olhar e me enlaço
Só ocupo os meus olhos com os teus
Só os teus olhos me elevam num abraço
Só eles sussurram felicidade aos meus!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

OS MEUS OLHOS





Há quem tenha os olhos da cor da terra.                                                                                                 Há ainda quem os tenha em tons d’azul.                                                                                              
Os meus olhos são verdes, cor da serra,                                                                                      Alcançam  montes, vales, norte e sul!
São temperados d’esperança, sem guerra                                                                                       Pudesse tê-los em tons d’azul, mar…                                                                                                   Mas não. Meus olhos são da cor da serra                                                                                       
Estão sempre prontos p’ra navegar…
Este é sem dúvida um dos meus sonhos:                                                                                     
Navegar contigo por mares risonhos                                                                                                    P’ra que te possa amar num só olhar…
Os meus olhos só têm uma cor.                                                                                           
São o reflexo dos teus ao luar.
Basta uma cor p’ra se fazer amor!



terça-feira, 2 de outubro de 2012

DUETO LORENZO FERRARI E JESSICA NEVES - AMOR INCONDICIONAL


Queria falar sobre o amor incondicional...
Aquele que a gente ama mesmo não podendo fazer nada...
Aquele que se instala com raízes profundas muito além do coração...
O amor que a mente não mente


O amor cego que cresce sem razão
Que vai além do voo da paixão…
Hoje falo-te do amor sem condição
O único que move meu coração!

Este amor que não tem pressa e nem se esquiva
O amor de frente sem tetos e nem desvios
O amor que sente e  se tem em letargia
O único que só se avista com quem se ama.

Este amor doce e (e)terno
Combate qualquer inverno
Chama por ti longe e perto
E sempre acredita que dá certo

O amor sempre está certo
Busca o caminho mais curto
Encontra o sentido para tudo
E te encontra a cada instante.

Ao encontrar-te sinto a vida
Vejo-te nela sem despedida
E ao olhar-te de alto a baixo
Entendo que só contigo encaixo!

 

 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DUETO ANTÓNIO VERÍSSIMO E JESSICA NEVES - DESEJO E LOUCURA


Entregues à loucura
O desejo saltou
Em nós
Arrasou
A uma só voz...
Beijei teus lábios vermelhos
Vivos
Como a noite em nossos lençóis
Acariciei teu corpo nu
Esguio
Minhas mãos correram sobre teus seios
Cheios
Gritei teu nome
Para que gemesses (também) por mim...
Consumado o prazer
Quis partir de ti
Não sem te dizer
Que foste a mulher que escolhi
Que só aos teus olhos sei pertencer!


27.09.12


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CHOVE



Chove numa folha de papel
Grita um peito desassossegado
Procura uns olhos cor de mel
Num lugar paradisíaco, desabitado...
Chove numa folha de papel crua
A noite ensaia silêncios a um canto
O nevoeiro (en)cobre o brilho da lua
Num desejo arrepiante que (te) pede tanto…

Chove numa folha de papel sedenta
De pássaros soltos em asas anis
Acendendo a esperança que alimenta
Um coração que quer ser feliz!

Chove nesta folha de papel apimentada
Entre beijos adiados, carícias e suor
Há um rumor aceso cheio de nada
Procurando o Essencial: AMOR!

12.09.12

terça-feira, 25 de setembro de 2012

DUETO JESSICA NEVES E ANTÓNIO VERÍSSIMO - TOQUE PESSOAL (VERSÃO 2)


A sós
No seu quarto
Nua
Percorre o seu corpo
Primeiro com os olhos
Depois com as mãos atrevidas…
Arfando, lá vai construindo o prazer
Solitário
Pensando no amante
Ousada
Entra em si, de mansinho
Descontrolada
Não consegue parar de se estimular
Agita-se apressadamente
Num vai e vem
Com seus dedos espetados
Até atingir o prazer desejado
(Que lhe sabe tão bem!...)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DUETO ANTÓNIO VERÍSSIMO E JESSICA NEVES - TOQUE PESSOAL


Sozinha, nua, percorre o seu corpo.
Primeiro com os olhos, depois com as mãos esguias.
Arfando, lá vai construindo o prazer
construindo um outro amor. Solitário.
Sozinha, pensando no amante que não vem,
que não tem.
Sensual
Soltando os longos cabelos
Como soltas estão suas mãos em si
Deixa (es)correr o desejo carnal
Ama loucamente o prazer
A cada nova descoberta
Do seu ser
Mulher.
24.09.12

sábado, 22 de setembro de 2012

DUETO CARLOS VAL E JESSICA NEVES - ONDE OS CEGOS SE ESCONDEM COM MEDO DO TACTO DA LUA



No meu dorso sinto o humedecer das tuas lágrimas
Como orvalho que dói e (con)sente
Neste céu inquisidor de sonhos arrancados
Das estrelas ainda meninas

Lava-me a alma em fogo e sangue
Como quem lava o rosto num copo de vinho agridoce
Queima todo o preconceito que há dentro de nós
E as migalhas que escondemos entre as mãos
Repartem-se no sol que trazes na boca


O desejo faz-se em lábios que se tocam em uníssono
Dentro de um violino escarlate
Onde os acordes se entrelaçam numa nudez celestial
Ainda que os corpos sejam imperfeitos
Alimentam dois olhares que se pretendem
No mais profundo do seu ser
Onde os cegos se escondem com medo do tacto da lua
Esta noite rasga o céu e faz-me tua
Rasga o dia para que possa morrer no teu leito de branca espuma
Nas ondas dos teus cabelos sedentos de mar.

21.09.12

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

DUETO ANTÓNIO VERÍSSIMO E JESSICA NEVES - VEM AMOR



Anda, anda ver o mar
vem amar, vem sorrir...junto a mim.
Vejo-te serena e bela
absorta em pensamentos distantes
beijo-te, abraço-te..quero amar.
Vem, quero beijar teus lábios desejosos
Agarrar tuas mãos que tremem
e, enfim, ficar em ti
Aqui
Neste mar aceso de sonhos
Onde se desvendam segredos
Alimentar este amor a cada dia
Com gestos simples e risonhos…
Vem por de parte nossos medos
Acariciar meu corpo com ternura
Agarrar as noites de lua cheia a dois
Beber do nosso rio de água pura
Vem amor! Não deixes nada p’ra depois…

20.09.12

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ENTREVISTA PÁGINA 2 - 19.09.12 - INDEPENDENTE DE CANTANHEDE





Vista Geral

ENTREVISTA (ANTÓNIO VERÍSSIMO)

À CONVERSA COM… Jessica Neves
INDEPENDENTE DE CANTANHEDE
PÁGINA 2 – 19.09.2012


Quando é que se sentiu poeta?
Quando é que o “bichinho” da escrita tomou conta de si?


Jessica Neves - Sinceramente, eu não gosto de me intitular de nada.
Os (maiores) poetas já não estão entre nós, mas serão sempre recordados pelo que de bom deixaram escrito.
Não me sinto “poeta” sou simplesmente alguém que gosta muito de escrever, nomeadamente poesia.
Sempre tive mais aptidão para as Línguas do que para a Matemática.
O gosto pela poesia surgiu, há pouco mais de um ano, quando estava de férias do meu desporto preferido – o futsal. Comecei a escrever diariamente, criei um blogue e comecei a divulgar a minha escrita em vários sítios na internet até que fui desafiada a participar num concurso de poesia – o VI Concurso de Poesia “Comunidade Escolar” da APPACDM de Setúbal. Curiosamente, foi o primeiro concurso em que participei e acabei por vencer o primeiro prémio
, entre 46 participações de várias escolas do país e foi talvez, o maior impulso para dar continuidade à minha escrita.
O poema vencedor denomina-se “O teu sorriso… um poema” e faz parte do meu livro “(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração”.


Quem são os seus poetas de cabeceira?
Quais os nomes dos poetas que são, digamos, os culpados desta sua vocação literária?


Jessica Neves - Admiro bastante a poesia de Fernando Pessoa, os sonetos de Florbela Espanca e os poemas de amor de Pablo Neruda.
São as maiores referências que tenho. Fernando Pessoa pelo desassossego, Florbela Espanca pela mestria na construção dos seus sonetos e Pablo Neruda pela sensibilidade ímpar como (d)escreve o amor que confesso, é o que mais gosto de ler e escrever.



Ser poeta em Portugal, sobretudo para quem vive na província, não é fácil. Sentiu isso quando pensou editar o seu primeiro livro?


Jessica Neves – Na verdade não é nada fácil! É um pouco estar a remar contra a maré. Somos uma gota no oceano mas ainda assim, existimos! Penso que o mais importante é fazermos aquilo que gostamos e lutarmos sempre pelos nossos objetivos, pois só acreditando neles e lutando por eles os conseguimos alcançar! O meu primeiro livro foi realmente, um objetivo traçado para este ano porque senti que havia alguma maturidade para tal. O maior orgulho é vê-lo cá fora, sentir o melhor de mim escrito e “oferecê-lo” a quem queira usufruir das minhas palavras.
Este livro é uma prova da minha existência, da minha passagem pela vida!



"(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração" é o livro que apresentou em Montemor no dia 9 de Setembro. O que representou para si este passo?


Jessica Neves
– Foi com enorme gosto que me desloquei a Montemor-o-Velho, no dia 9 de Setembro, para a primeira apresentação do meu livro, após o lançamento a 14 de Julho, no Café Santa Cruz, em Coimbra.
Foi mais um passo importante nesta ainda curta mas tão desejada longa caminhada!
É bom quando vejo a minha obra ser divulgada e partilhada.
É ótimo sentir que me acompanham apesar de ser uma grande responsabilidade, é muito gratificante para mim!



Como é que os seus entes queridos encaram esta sua faceta? Dão-lhe apoio? São os seus maiores críticos?


Jessica  Neves –
Inicialmente, estranharam porque me viam ligada ao Desporto, ao futsal e não me associavam a uma atividade deste tipo. Desconheciam a minha sensibilidade poética.
O apoio é incondicional. A minha família apoia-me, ajuda-me e está sempre presente! Não só na poesia, mas na vida, são os meus maiores críticos. Apesar de não se inserirem muito neste mundo literário, gostam de me acompanhar e eu gosto de os ter ao meu lado! Costumam dizer que se orgulham de mim, espero que não se esqueçam que eu também me orgulho imenso deles!
Prezo muito as minhas raízes.
Fiz questão de dedicar o livro à minha irmã pois é essencial!



A distribuição de um livro que se edita, fora dos grandes centros, costuma ser uma dor de cabeça e as feiras do livro são, tantas vezes, uma boa solução. Tem noção desta dificuldade?


Jessica Neves –
Tenho noção dessa dificuldade mas não posso baixar os braços e esperar, é preciso agir.
Sem dúvida que as feiras do livro, as participações em tertúlias e saraus são boas soluções para distribuir o livro e é isso que procuro daqui para a frente para ajudar na sua divulgação.


Como vê o seu futuro na escrita?
Podemos esperar, em breve, por um segundo livro?


Jessica Neves - O futuro passa por aprender, crescer e evoluir a cada dia que passa.
O mundo da escrita não é fácil! Tenho os pés assentes no chão.
Para já não penso num segundo livro. Agora fiz uma pausa.
Tenho a ambição de fazer mais e melhor e é uma responsabilidade maior que demora o seu tempo a preparar. Quem sabe no próximo ano, quando achar que as folhas soltas estão com “cabeça, tronco e membros” para juntar e publicar, sairá para a mão dos leitores um novo livro.


Como vê o panorama cultural em Portugal? E no campo da literatura?


Jessica Neves –
O campo da literatura é praticamente como os outros.
De um modo geral, penso que as artes estão desvalorizadas no nosso país e infelizmente há poucos apoios. Não é por causa disso que devemos deixar de escrever! Pelo contrário, mesmo sabendo que é difícil impormo-nos, devemos lutar para tentar inverter a situação.

O que a faz correr?


Jessica Neves -
O que me move é a paixão pela vida.
Quando gostamos das coisas fazemos sempre um esforço.
Assim sendo, torna-se fácil conciliar o estudo, o gosto pela poesia e pelo futsal.
Há tempo para tudo mesmo que por vezes, seja cansativo!

Ligada ao desporto, ao futsal, considera-se uma desportista que escreve ou uma poetisa que faz desporto?


Jessica Neves – Se fosse há um ano atrás, diria de imediato que era “uma desportista que escreve”. Hoje em dia, pela importância que a poesia adquiriu na minha vida, acabei por desvalorizar um pouco o futsal e pendo mais para a “poetisa que faz desporto”.
São duas paixões que quero preservar e que me fazem crescer a todos os níveis, mas se tivesse de optar, optava pela poesia e abdicava do futsal!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

FOTOS - RÁDIO VAGOS FM (88.8)



Hoje à tarde fui pela primeira vez à rádio falar da minha escrita e do meu livro :)
Estive na Rádio Vagos FM (88.8)
Confesso que estava um pouco ansiosa!
Deixo algumas
fotos e em breve disponibilizo o link para poderem ouvir a gravação! 
 
 



António Veríssimo, Jessica Neves e Gustavo Neves (senhor que me entrevistou)






OBRIGADA por me acompanharem *

Beijinhos de poesia na vossa alma

sábado, 15 de setembro de 2012

PENSAMENTOS EM TONS D'ARCO-ÍRIS




Devemos caminhar sempre não só ao sol como à chuva...
Só assim seremos (mais) fortes!
Haverá luz além das nuvens e um arco-íris repleto de aromas...

 

Bom fim de semana,
Beijinhos de poesia na vossa alma *


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

RETALHOS EM NOITE DE LUA CHEIA


Agradeço à noite
Estar ao teu lado
Em silenciosos afagos
Sabe bem ter-te tão perto
Ao colo da lua cheia: eu e tu
Num lugar onde tudo dá certo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ABRAÇAR(-TE)



Oh… queria abraçar-te!
Acariciar-te
Com ternura
Sentir(-te) o mundo, água pura!

Queria sentir teu abraço
Passear em teu corpo de mar
Poisar leve em teu regaço
E (ao ouvido) tuas confissões desnudar!

Queria sentir teu abraço
Ao teu castelo me enlaçar
Tocar as estrelas no espaço
E no paraíso te (re)inventar!

Queria sentir teu abraço
Roubar teu sorriso p’ra mim
Neste aperto sem espaço
Com aroma d’alecrim!
Queria sentir teu abraço
Vestir tua pele de uva
Acreditar que este laço
Combate qualquer chuva!
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