sábado, 25 de abril de 2015

O PENSAMENTO NÃO É CASTRADOR (POEMA ALUSIVO AO DIA DA LIBERDADE - 25 DE ABRIL)



Hoje é o dia de todos aqueles que se atrevem... 

a acreditar, a dizer, a lutar, a fazer, a sonhar, a escrever, a pensar, a viver... 

VIVA A LIBERDADE!



O pensamento não é castrador
E por si só, merece-me inteira
Quem o negar é puro fingidor
Sou alma livre sem fronteira!


Da terra colho os seus frutos
No inferno escolho o pecado
No céu ajoelho, sou anjo astuto
E na água sei do olhar lavado!


Com esta mente vivo tão bem
Sem sequer lembrar minh’idade
Oh! Tanta pobreza o mundo tem
Que não lhes gabo a mentalidade!



Reprimo sim! Os que se inibem
Esses puritanos de fraca raça
Que nem bem nem mal vivem
São somente vento que passa!



24.04.15

quarta-feira, 8 de abril de 2015

LIBERDADE DE AMAR





















A essência da liberdade
Reside em amar
O que se faz
E o que se é capaz
De fazer pela felicidade.


Não há regras quando se ama
Quando se mantém acesa a chama.


A essência da liberdade
Reside em mim e em ti
Quando juntos somos
O que nos propomos
Mesmo em dias de tempestade.

Não há regras quando se ama
Quando se partilha a mesma cama.


A essência da liberdade
Reside em transformar
As coisas complexas
E as mentes perplexas
Em galhos de simplicidade.

Não há regras quando se ama
Não façamos disto um drama!


Liberdade é ser
O que se quer
O que se pretender
…VIVER!

Não! Não há regras quando se ama
Quando se mantém acesa a chama
Quando se partilha a mesma cama!
Não! Não façamos disto um drama!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

NÃO TEMAS A PASSAGEM DOS ANOS



Não temas a passagem dos anos

Nem o rio que no olhar s’atravessa
Não tapes a cara com panos
Velhos rendilhados à pressa!


Não! Não queiras olhar p’ra trás

Nem olhes demasiado p’ra frente
Contenta-te apenas, em ser capaz
De viver serenamente, o presente!


Desfruta do sorriso amigo

Daquele olhar inesperado
Da mão dada ao desconhecido
Do contacto que foi trocado!


Detém-te nesses momentos

No quão são muito especiais
Esquece o relógio dos lamentos,
O ódio e todas as coisas triviais!




02.04.15

domingo, 29 de março de 2015

ENTREVISTA JORNAL CORREIO DA MANHÃ 29.03.15




Hoje no jornal Correio da Manhã
Página 45 – Geração Arte


O poema “Na vertigem da fome” de Jessica Neves, de Coimbra, foi o mais votado na categoria Texto.


“A minha escrita é ousada”


Correio da Manhã - Como foi a tua reação quando soubeste que tinhas ganho na área de Texto?
Jessica Neves - Foi uma surpresa. É gratificante ser premiada, ser reconhecida pelo talento. Não só pelo prémio monetário em si, mas também pela divulgação, pela partilha, por toda a visibilidade que esta vitória pode oferecer.

- O que significa esta vitória?
- É mais um impulso para continuar a escrever. É motivante ver o nosso trabalho premiado. No futuro, gostaria de escrever a tempo inteiro. Embora saiba que não é fácil. Pretendo ao máximo divulgar a minha escrita.

- Como nasceu esta paixão?
- Nasceu aos 17 anos. Estava de férias do meu desporto favorito, que é o futsal, e senti que faltava algo que me preenchesse. Comecei a passar para o papel aquilo que sentia. Daí, criei um blog e escrevi um livro.

- Dedicas muito tempo à poesia?
- Escrevo por inspiração. Escrevo quando há o impulso, quando aparece o bichinho da escrita.

- De onde surgiu a inspiração para este poema?
- Acima de tudo, da paixão pela vida. A minha escrita é ousada, sensual e também erótica. Há uma paixão que me move. Também o facto de querer alertar a sociedade para mudar mentalidades e comportamentos. A sociedade precisa de ser um bocadinho abanada.


Fotografia: Ricardo Almeida (Fotojornalista Correio da Manhã)

quinta-feira, 26 de março de 2015

1º LUGAR NO CONCURSO "GERAÇÃO ARTE" DO CORREIO DA MANHÃ - CATEGORIA: TEXTO




“Na vertigem da fome” foi o poema que valeu a Jessica Neves o galardão. Tem 21 anos, vive em Coimbra e estuda Comunicação Organizacional. Arrecadou 1141 votos.


DA BOLA PARA A ESCRITA


Em 2012, publicou “(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração”. Jessica diz que ainda lhe falta maturidade para voltar a editar e fazer melhor. Gostava de ser escritora a tempo inteiro. A paixão nasceu de uma pausa no futsal. Escreve por marés de inspiração e acredita que a escrita a faz crescer.

Não gosta de… falta de humildade
Gosta de… liberdade

OUSADIA, EROTISMO E SENSUALIDADE


#Como surgiu o gosto pela escrita?

Escrevo desde os 17 anos. Estava de férias do desporto que pratico, o futsal, e senti que faltava algo que me preenchesse e comecei a passar para o papel o que sentia.

#É de família?

Não. E isso é que é engraçado! Porque além de não haver ninguém que escreva na família, ninguém me associava à escrita. Viam-me mais como “a maria rapaz que joga à bola”.

#Porquê este poema?

A minha poesia é pautada essencialmente pela ousadia, pela sensualidade e pelo erotismo. Penso que a sociedade necessita de uma escrita mordaz, que faça pensar e mudar mentalidades e comportamentos.


RESPOSTAS RÁPIDAS

Um ídolo: O meu pai
Uma inspiração: A vida
Um motivo para sorrir: A simplicidade
O melhor da tua geração: O pensamento fora da caixa
E o pior: A banalização dos afetos
Uma loucura: O desafio de viver todos os dias apaixonada pela vida

DIZ O QUE TE VIER À CABEÇA

Às vezes…penso muito
Um dia vou… ser uma inspiração para os jovens
Dizem que sou… versátil
O que escrevias numa t-shirt?

Acreditar, querer, lutar e vencer!



                                            
                                            Jornal Correio da Manhã, 26 de março de 2015





POEMA
NA VERTIGEM DA FOME


Devolve-me o poema
Que roubaste ao meu corpo
Na noite em que todas as estrelas
Se (des)abotoaram de nós…


Pendura-o na tua boca

Enrola-o à minha língua

E vai descendo e ondulando

Na vertigem da fome

Que o delírio pede

E o suor consome…



Devolve-me o céu

Que descobri nos olhos teus 

Ao toque ardente

Do tango vibrante nos meus.


terça-feira, 24 de março de 2015

PODES VIR...



Podes vir de fato e gravata 

Camisa talhada a preceito
Com aquele olhar que mata
Que diferencia o teu jeito!


Podes vir de calças vincadas
Bem passadas ou engelhadas
Sapatos pretos envernizados
E com os cordões desapertados!


Podes vir de jeans rasgados
Casaco de cabedal castanho
Ténis sem ser do teu tamanho
E óculos cinza espelhados!



Podes vir clássico ou desportivo
Com aquele teu antigo visual
Ou com um look mais casual
Desde que tenhas um motivo!




Podes vir… 
Não posso mentir
Vou sempre preferir
A nudez das vestes
O primor dos gestos.






18.03.15

quarta-feira, 18 de março de 2015

FORÇA DE EXPRESSÃO







Há dias em que as palavras 
Me rasgam a pele
O silêncio converte-me em poesia
E as minhas mãos são dádivas
Bronzeadas ao sol
Tateando os meus devaneios…



Há dias em que as emoções
Me cortam a alma
O sufoco apodera-se do coração
E o lado esquerdo do peito
- Do(rm)ente -
Não é mais o mesmo…




Há dias em que o amanhã
É avistado com esperança 
De que os valores ainda existam
A fome se vá embora
Os homens valorizem os afetos
E os apertos de mão sejam sinceros…




Há dias em que a liberdade
Se impõe como força de expressão
Os caminhos ganham nova magia
E a senda do sucesso
Pendura-se no sorriso
De quem a ergue.

segunda-feira, 2 de março de 2015

DUETO ANA COELHO E JESSICA NEVES - PARA MIM TUDO É SEMPRE TÃO POUCO





Tão perto do luar anda o pensamento
Foge a inspiração na luz de um tormento,

Abraço o vazio, questiono as horas
Adoço os sentidos por me lembrar do sol




Esqueço-me de mim, por momentos

Nas mãos, a fonte dos meus lamentos
Há quem diga – e bem – que as demoras
Deixam uma fenda no coração mole


Sopra o vento, correm os tempos
Nada fica no lugar, nem os momentos 
Águas novas correm dentro do olhar
Desenham pedaços calados para não magoar



No entremeio, cai um poema violento

Acolhido pelo meu olhar sedento
De glórias, a que não dá para voltar
Gavetas sem nexo, que tento arrumar



Soltam-se folhas, rabisco em raios
Alucinados em vertigens de muros contidos
Audaz pensamento liberto em versos loucos
Na penumbra dos versos controversos que a alma grita



Retomo o prazer das tardes de Maio

E ouço ruídos que trazem gemidos

Para mim tudo é sempre tão pouco
Minha alma sempre se agita.







21.02.15

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

SE ÉS... EU SOU (TUA)





Se és

Barco que quero em mim 

A navegar todos os dias

Quero que saibas, enfim

Só ouço as tuas melodias!


Se és 

Porto seguro

Cais onde me deito

Amigo puro

Anel do meu peito!


Se és

Água dos meus recantos

Olhos que riem sem medos 

Mil e um encantos

Só eu sei teus segredos!


Se és

Fogo dos meus devaneios

Que respiro a cada poro

Quando vens com enleios

Só por ti fervo e choro!


Se és 

Eterno laço

Fiel companhia

Quero teu abraço

Que me sabe a poesia!


Se és

Beijo louco pela manhã

Que enfeit(iç)a todo o dia

Como gomos de romã

Meu colar de fantasia!


Se és 

Em noite de tempestade 

Pitada de lua

Só há uma verdade:


Eu sou… sim! Eu sou tua!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CONFISSÃO - CARTA DE AMOR




Meu Amor


Talvez eu não saiba usar as palavras certas para me declarar. Ou talvez tu me tenhas roubado as essenciais – quando me disseste “respeito-te, quero-te, amo-te” – e, por isso, silencio-me, sorrindo.

O certo é, que quando estamos lado a lado, o brilho das estrelas agiganta-se com o teu sorriso, o céu poisa no meu peito e, a minha respiração não é mais a mesma. O sol pa(i)ra nos meus cabelos, assim como, as tuas mãos macias e a luz que invade o meu rosto é o espelho fidedigno da felicidade. O calor que emana da tua voz encostada ao meu ouvido é puro sussurro, que me embala em adocicadas melodias. As nossas mãos enlaçadas sabem de cor, os caminhos que têm a percorrer e nada é temido, no olhar que avista o horizonte! Se há certeza que tenho, é que contigo na minha vida, o quotidiano é um lugar mais fácil de habitar e, mesmo nas adversidades, há sempre algo de positivo a reter. És tu a fonte do meu sorriso, és tu quem alimenta o arco-íris dos meus dias, és tu quem acalma as noites de tempestade. Só tu conheces cada recanto da minha pele e, sabes como a invadir, sem pressa.

Confesso que nunca pensei que seria fácil fazer uma declaração de amor, até ter olhado nos teus olhos e, ter percebido que, o mundo (só) faz sentido no aconchego do teu abraço, no sabor do teu beijo e no aroma do teu corpo.

Respeito-te. Quero-te. Amo-te, também!


Sempre tua.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

13 DE FEVEREIRO - "CONVERSAS COM SABOR A CANELA" NA BIBLIOTECA MUNICIPAL AFONSO DUARTE (MONTEMOR-O-VELHO)

É já na próxima sexta-feira, dia 13 de Fevereiro, que estarei presente nas 

"Conversas com sabor a canela", pelas 21h, na Biblioteca Municipal Afonso 

Duarte, em Montemor-o-Velho. 


Desde já, agradeço o convite e convido-vos também, a marcarem presença nesta data 

especial de 1º aniversário das "Conversas com sabor a canela"!






            Notícia no Jornal "Diário de Coimbra"




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