quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O MANIFESTO DE UMA ALMA BRILHANTE (MEU MENINO-DIAMANTE) (*)



Quando te debruças
Na meia-lua do meu abraço
E os meus braços são os teus
Embalam-nos melodias intermináveis
Não há lágrimas em meu regaço
Nem tempestade que atinja o céu…


Quando me guio
Pelo íntimo do teu olhar
E os teus olhos são os meus
Há uma força que quer desvendar
A singularidade dos teus gestos
Que o mar não pára de sussurrar…



Quando acordo
Com o ondular do teu sorriso
Pendurado nos meus lábios
Há uma voz inabalável, um grito a pronunciar
O manifesto de uma alma brilhante…



Quando me delicio
Com a atmosfera dos teus cheiros
Sei que os caminhos são diamantes
Que colho ao de leve
Sem me aperceber
Esvai-se a tristeza
E recordo o imprescindível de ser:
A riqueza maior 
É o – teu – Amor
É te poder ter!



Quando pernoitas em mim
Escuto teus segredos e teus medos, que enaltecem quem és
Sei que o mundo se agiganta aos teus pés
E que na tua almofada, os sonhos não têm fim.




E os teus sonhos são os meus
Meu menino-diamante.




(*) Poema 1 - Participação no XXI Concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal (Novembro 2016) 
- Concurso que visa sensibilizar para a problemática da Deficiência Mental

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

MATÉRIA



Há crenças inabaláveis que os loucos mantêm.


Há imagens que são janelas e portas sem ferrolho ao mesmo tempo
Há deuses que invocamos quando povoamos os céus da intimidade 
Ao habitar um sonho – nosso – numa folha de asas livres.



Sem vendas nem amarras
Soltam-se as cimitarras
De fogo e sede
Que não se mede.



A magia dos lugares acontece – inevitavelmente – a todo o instante 
No pensamento não há filtros nem cortes por improvisar
Há rosas e diamantes a fervilhar e aromas que correm a mil quilómetros
De distância dos dedos e a centímetros da pele, asfixiando os ossos
Com acesso ilimitado ao topo.




Há gritos inaudíveis nas pontas do meu sorriso

E matéria azul a fluir nos meus olhos.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

RASGO D'ALMA



Floresce em mim o fogoso desejo
De te possuir o corpo por inteiro
Começando ao deslizar de um beijo
Entre vestes que desvendam teu cheiro


Rosas cálidas acendem nos teus olhos
Por dentro dos gestos, o rasgo da alma
Desce poro a poro, palma com palma 
Irrompe o grito ao vestido em folhos



Já não há segredos entre quem se quer
À exaustão de se encontrar e se perder
O amor é dos – loucos – que arriscam ter
Ousadia, de um ao outro, pertencer.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A VIDA COMO UMA ÁRVORE: APONTAMENTO POÉTICO







A vida é como uma árvore, às vezes precisa de uns abanões 

para dar (os) melhores frutos.



Nessas alturas, a paciência é uma inquieta companhia que 


atua no tempo certo. 


A esperança nunca abandona a alma, ainda que esteja 


de luto 



e o que está longe, sempre se torna perto.




20-09-16


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ESPELHO(S)






Olhamos pouco para os espelhos dos carros


Porque são os nossos reflexos


Daí resultam os habituais acidentes


De percurso


– interior.






26.08.16

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ABREVIATURAS DE GESTOS





Está escrito na pedra

Que o sangue das rosas
Advém do pensamento em conflito
Com as mãos que rezam
E calejadas redigem
Abreviaturas de gestos.


Está escrito na pedra

Que a agitação das árvores
Coincide com o grito da alma
E as folhas arremessadas ao vento
São beijos que te não dei.


É de pedra 

Este abraço
- Este espaço -
Que medra
Corpo adentro.


É de pedra

Este cansaço
Ao descompasso
Dos olhares
Ao centro.

- Fala-me dos gestos que esqueci -

Diz-me das noites ao ouvido
Inventa a lua se for preciso
Não me deixes sem o ruído
Do ondular do teu sorriso!



23.04.16

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

SONHO

Não almejo a altura



Que me (e)leva ao sonho



Desejo a lúcida loucura



De pisar o sabor da terra



Rumo ao que me proponho.






sexta-feira, 29 de abril de 2016

COIMBRA DOS ENCANTOS

Penedo da Saudade


Coimbra dos encantos

Cidade de prazeres
Qual dos teus recantos
Traz mais saberes?




Segredos sem fim
Histórias de encantar
Do Penedo ao Jardim
Muito há de ti p’ra amar!




Quem te quiser pertencer
Terá que se entregar
Quem te quiser conhecer
De perto tem de te contemplar!



Quem te quiser abraçar

E percorrer ao pormenor
Terá que o rio escutar
E gritar bem alto o seu amor!



Coimbra és liberdade

És festa e arte em teu redor 
Teu leito deixa saudade
Quem por ti passa, dá sempre valor!



Coimbra dos estudantes

Das lágrimas à tradição
Da loucura aos amantes
Da memória ao coração!




(23.04.16)

sexta-feira, 15 de abril de 2016

A MEMÓRIA DOS LUGARES





Há na memória dos lugares
A identidade condensada
No olhar das imagens
A mística de pertencer
Ao que se contempla
O segredo de habitar
A intimidade da paisagem.



Há na memória dos lugares
Um vínculo afetivo
- Indestrutível -
Que nos (e)leva e transporta
Para uma viagem aos recônditos de nós
O espaço entre o vácuo e o excesso
A transgressão do “eu”
Na multiplicidade das sensações.



Há na memória dos lugares
O sussurro eloquente dos rios
As melodias intermináveis da brisa
Envolvendo os cabelos
A fala intermitente dos abraços
A matéria evidente dos corpos
O tempo do (re)encontro
A vertigem entre tudo e nada
A acontecer.



Há na memória dos lugares
Vida
Preenchida
E por preencher.



11.03.16

sexta-feira, 25 de março de 2016

RUÍNAS





Se a penumbra é rainha
Das minhas noites
Os teus traços são diamantes
Lapidados na bainha 
Do meu vestido



As ruínas destroçaram-me
Batendo lentamente sobre o solo
Os teus lábios chovem-me
Ao canto da boca, as palavras engulo



O silêncio é dominante
Nas nossas conversas 
Só o rio sabe dos meus lamentos
Só os teus olhos aquecem
As minhas mãos, por momentos


Não há indícios de perdão


Nos beijos
Que me não deste
Nas cartas
Que me não leste



O amor é transitório
Ainda que a eternidade
Clame pelos teus (a)braços.





21.02.16

sexta-feira, 11 de março de 2016

OS GESTOS QUE NOS DEFINEM ALÉM DAS PALAVRAS DO AMOR





Vem 
de súbito
o aperto no peito
o arrepio na pele
o suor dos dedos
o cálido efeito
banhado de mel
que leva os medos




Vem 
de mansinho
o sussurro ao ouvido
a brisa envolvente
o olhar embevecido
no seio da paixão ardente
pendurada no sorriso rendido



Vem
ao de leve
afagar os meus cabelos
presentear-me com beijos
enriquecer-me com abraços
abrilhantar meus ensejos
conhecer os meus passos



Vem
de súbito
de mansinho
ao de leve
aninhar-te no meu colo
beber todo o meu calor




Vem 

- comigo -
descobrir-me
dedilhar os gestos
que nos definem
além das palavras 
do Amor.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "SEM-ABRIGO, ESCOLHA OU DESTINO" DE ANA COELHO | 13 DE FEVEREIRO | CAFÉ STA CRUZ EM COIMBRA


Apresentação da obra a cargo de Jessica Neves. 










Diário "As Beiras" - 13 de Fevereiro de 2016



Algumas fotos do evento:






TV AAC marcou presença no evento

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

FILHO-DA-TERRA (FLOR DO SOL) (*)






Quando cultivo

A terra dos meus sonhos
Fertilizo os campos
Com o verde dos teus olhos
Adocicadas colheitas
Bagos de uva outonais
A brotar pelo teu sorriso

Raiz dos meus desejos
Ver-te crescer…


De estação em estação
- Faça chuva ou vento -
A tua força de viver
Supera qualquer contratempo
A alegria que me contagia
Pula do algodão do teu peito
Seara que cuido e acaricio 
Len-ta-men-te
Para te sentir
De perto
Para te ouvir
Os gestos…



Demoro-me no teu silêncio
Por te querer
Desvendar o pensamento
Por te saber
Sonhador a cada momento.

Cultivar-te
É perceber que todos os dias
As minhas mãos
- Pétala a pétala – 
Dedilham solo fértil
Entre carícias e ensinamentos
No jardim dos descobrimentos
Em que te entreabres
Sem medo.


Filho-da-Terra 
Bênção que o céu me deu
Minha Flor do Sol.





 (*) Poema a concurso no XX Concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal 
(Novembro 2015)


Pseudónimo: Força da Natureza

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL




Jessica Neves - Sem Papel e Caneta, Com Alma e Coração deseja a todos os leitores e seguidores, um natal acolhedor e afetuoso, recheado de coisas doces! **

As melhores prendas de Natal são as presenças que oferecemos aos que nos são mais queridos, os afetos banhados de luz e de esperança, fazendo valer o verdadeiro espírito desta quadra, sem esquecer o ato mais nobre de todos: o sentido da PARTILHA.
Não esqueçamos que são os laços que constroem o nosso quotidiano.

(Des)embrulhem-se e sejam o maior sorriso, na vida de alguém.


Votos de um Natal sorridente e acolhedor! 

Jessica Neves *
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