segunda-feira, 17 de abril de 2017
sexta-feira, 14 de abril de 2017
SEDE DOS AMANTES
A distância desfeita pela sede
Traz-te à tona de mim
A paixão não se despede
De quem não deseja o fim
Quebro as rendas do lençol
Aquando o calor que emana do sol
Quero o mergulho imediato do corpo teu
Queimado, poro a poro, junto ao meu
Que a tua boca despida
Pernoite acesa pela minha pele
E sacie esta vontade desmedida
De que faças de mim, a tua amante mais fiel
Que rodopie vezes sem conta, a tua mão
Pela minha estreita cintura
Que as gotas de suor sejam a loucura
Anunciada pelas roupas espalhadas pelo chão
Que só o grito destemido na almofada
Nos consiga, aos poucos, desvendar
Os amantes que vagueiam pela madrugada
São impossíveis de silenciar.
14.04.17
segunda-feira, 13 de março de 2017
O MEU LUGAR (NO LIMIAR DOS SONHOS)
Há pele na alma
Há alma na pele.
Há bicos de pássaros que mordem
Cicatrizes que adormecem
Gestos que moldam
Como oleiros cuidam
Das suas obras de arte em extinção.
O ouro pincela a alma a rigor
E (en)cobre a pele que se debruça
No limiar dos sonhos em tons de prata.
Há vistas paralelas
Persianas a preto e branco
E sons que ressurgem do vazio
Debaixo da carne.
Há espíritos comuns a todos os imortais
É esse o meu segredo
Sou um deles
Exponho-me como a branca cal
São escassos os medos
Para que a fonte me liberte
Sempre.
Duvido
Para viver entre a magia dos passos
Descarto horas, minutos e até segundos
E concluo – sem concluir – que é cada vez mais
Invulgar o meu lugar no mundo.
Falo na primeira pessoa
Mas podia falar por meia dúzia.
Construo ideologias
E creio muito pouco
No que (me) dizem.
Peles envelhecidas
Trazem sabedorias
Ainda carregadas de sentido
Ouço-as. Assimilo-as.
E vou fazendo os meus próprios juízos
Desbravando caminhos
Do que julgam ser inatingível.
Sou um corpo antigo
Numa alma rejuvenescida
Este é o meu ponto de equilíbrio
Jamais me darei por vencida.
Sei o que almejo
O que é longe
Ao perto já o vejo
Traço metas
Construo caminhos
Faço das curvas, retas
Imperfeitas
E encontro-me com o destino.
Esta é a minha independência
Ser o que quero ser.
Há escondida uma pequena ânsia
Que, amiúde, me impede de viver.
Há eus em todos os cantos
E o meu espanto
Revejo-me em todos eles
Na verdade não sou nenhum deles.
Gosto e evito
Os conflitos
Faço e refaço(-me) todos os dias
Não há noites iguais
A lucidez é maior que minhas alegrias.
Há pele na alma
E alma na pele
Vou sangrando
À medida que cresço.
Não espero compreensão
Nem aceitação
Tudo isso parte de mim.
- Interiorizo -
11.03.17
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
A MASCARILHA
Traz a folia no rosto
Ao invés de a ter na alma
A disfarçar o desgosto
A sucumbir a calma.
Ao invés de a ter na alma
A disfarçar o desgosto
A sucumbir a calma.
A Dona do disfarce
Até o estômago pinta
Logo entra em catarse
Seu corpo em festa vomita.
É ela sua única crente
Por isso alimenta a pança
Todos sabem que mente
Mas deixam continuar a dança.
Ela quer sobressair
Nunca se cansa de ser falsa
Até de si tenta fugir
Nem no confronto se alcança.
Até o estômago pinta
Logo entra em catarse
Seu corpo em festa vomita.
É ela sua única crente
Por isso alimenta a pança
Todos sabem que mente
Mas deixam continuar a dança.
Ela quer sobressair
Nunca se cansa de ser falsa
Até de si tenta fugir
Nem no confronto se alcança.
A Dona da mascarilha
Assusta-se ao espelho
Grita, espeta a forquilha
Será o diabo de vermelho?!
Assusta-se ao espelho
Grita, espeta a forquilha
Será o diabo de vermelho?!
Num olhar de dupla face
Volta a confrontar o espelho
Vê um quadro nu e velho
Espera que a pintura passe.
Foi bom ter-se confrontado
Esperar – sem agir – não dá resultado
Retira o batom do estômago
Os olhos derramam num lago.
Volta a confrontar o espelho
Vê um quadro nu e velho
Espera que a pintura passe.
Foi bom ter-se confrontado
Esperar – sem agir – não dá resultado
Retira o batom do estômago
Os olhos derramam num lago.
A Dona da mascarilha
Quer deixar de ser o que (não) é
Talvez porque não brilha
Desmancha-se da cabeça aos pés!
Há tempo ou será tarde
Para acabar com a farsa?
- Que olhar agora a alcança?-
Pior que a desgraça
Só um peito covarde!
Quer deixar de ser o que (não) é
Talvez porque não brilha
Desmancha-se da cabeça aos pés!
Há tempo ou será tarde
Para acabar com a farsa?
- Que olhar agora a alcança?-
Pior que a desgraça
Só um peito covarde!
25.02.17
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
EU E TU - CORPOS NOSSOS | DUETO COM DINIS MUACHO
Nos dias em que o meu desejo
Estremece em todo o teu corpo
A língua implora-nos o ensejo
O teu beijo é o cais onde me demoro
Asa de gaivota a implorar
Um abraço que se quer soltar
E tantos sonhos por viver
És tu quem eu quero escolher para me acompanhar
No sonho da vida e do querer…
Há gestos que nos denunciam
Há sombras que nos impelem
Há crenças que anunciam
O vinho novo nas peles que se enrolam
E poro a poro se revelam
E beijo a beijo se evolam
Nas paredes do prazer se descobrem
Ao morder como quem abraça
Pouco a pouco em nós, a ternura se enlaça
E os beijos calam os medos
Nos recônditos da alma desvendam-se segredos
Que por ti não posso revelar
Só a memória nos irá salvar
Dos enlaces dos nossos corpos.
A língua implora-nos o ensejo
O teu beijo é o cais onde me demoro
Asa de gaivota a implorar
Um abraço que se quer soltar
E tantos sonhos por viver
És tu quem eu quero escolher para me acompanhar
No sonho da vida e do querer…
Há gestos que nos denunciam
Há sombras que nos impelem
Há crenças que anunciam
O vinho novo nas peles que se enrolam
E poro a poro se revelam
E beijo a beijo se evolam
Nas paredes do prazer se descobrem
Ao morder como quem abraça
Pouco a pouco em nós, a ternura se enlaça
E os beijos calam os medos
Nos recônditos da alma desvendam-se segredos
Que por ti não posso revelar
Só a memória nos irá salvar
Dos enlaces dos nossos corpos.
23.02.17
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
MITO DOS DEUSES
Eles dizem que são Superiores
E eu questiono – tudo – porquê?
Se são efetivamente melhores
Que me digam o que tenho de fazer
Para Ser
Como Eles…
Desato os nós da alma
O que está debaixo do Manto Sagrado?
Perco o norte aquando a calma
E olho para todos os lados…
O que está
Atrás da porta?
Há fantasmas… Se os há!
E corpos a preto e branco.
Ao futuro tento dar corda
Oh! Que desencanto! Que desencanto!
Será que algum sonho me acorda?
Não sei se grito
Se rezo ou choro agachada
Sei – sim, sei! – que o Mito
Aos poucos me desvendou
O meu corpo cedeu, a alma arruinou
E o confronto deixou-me estilhaçada…
A fuga não é minha missão
Não é solução abandonar-me
Fixar o passado também não!
Tirem-me já o rótulo de derrotada
Quero ser a Deusa consagrada!
Não me venham calar
Deixem-me exteriorizar!
Quero caminhar em frente
Não me tentem agarrar
Quero ser pessoa, não gente!
Há gestos que se contradizem
Limalhas que me consomem
Demais.
Por favor, não me pisem! Não me pisem!
Não mais!
Almejo os laços do destino
As crenças da Vossa sorte
E se quebro as amarras do desatino
Entrego-me apenas à morte.
20.02.17
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
SEMENTES DE AMOR
No início era uma força subtil que me conduzia
ao encontro do teu rosto. Pouco interessava o teu nome ou as vestes que
trazias. Apenas sabia que dos teus lábios se adivinhavam sorrisos como se
fossem rosas vermelhas a entreabrir, num perfeito dia de sol, à beira-mar.
Imaginava os nossos beijos adocicados, banhados em favos de mel e o toque das
tuas mãos como poesia em lume brando, onde eu aquecia as noites de inverno.
Desde que te contemplei ao pormenor, nunca mais
fui a mesma. No cais dos meus olhos corriam intermináveis sonhos em tons de
arco-íris e, as dúvidas convertiam-se facilmente em certezas, de que o caminho
seria mais risonho do teu lado. Os teus pés dedilhavam trilhos destemidos,
quase perfeitos, os medos dissipavam-se e os meus passos agigantavam-se com a
melodia da tua presença.
Cultivei dentro de mim o meu amor por ti. As
sementes cresciam com o brilho dos olhos. Eu regava esse amor todos os dias,
mais do que a mim própria. Ele florescia, eu esmorecia.
O teu olhar não compreendeu, o teu corpo não
cedeu ao encanto do meu e o amor arrefeceu. Não contemplávamos o mesmo céu. O
meu amor morreu por falta do teu.
Logo me afastei, doeu muito mas, enfrentei e
aceitei. Outras sementes deitei. Pisquei o olho ao amor-próprio e outra paixão
cultivei. Perdi(-te), mas ganhei(-me)!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
REPOUSO DOS GESTOS (O REGRESSO A UM PASSO ATRÁS DA MENTE)
Ocupar o espaço vazio
O lugar carcomido à esquerda do peito
A lembrança da sombra acesa pela casa
A cama despida – de sonhos, jamais de afetos – do que era tanto
O repouso dos gestos
Ao canto entreaberto da saudade
Há lágrimas, tantas, incontáveis
E um soluço apertado de tempestade
Os lugares que tu ocupaste
Ninguém ocupará mais
- O regresso a um passo atrás da mente -
Há vícios que nos distinguem
Relembrá-los nunca será demais
Estás sempre aqui
Comigo
É segredo, eu sei
E tu sabes, não o desvendarei.
Passo e volto
Onde estiveste
Estivemos e fomos
E grito
E sinto
Tudo
E mordo o sussurro que te levou
- Que me levou contigo –
Não, o amor não acabou.
Recordo a verdade do sorriso
Com que – sem querer – te despediste
Voltar dói
Corrói
Perder mata.
Traz-me o sossego
Que mantém a flor intacta.
06.01.17
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA "SOLSTÍCIOS E EQUINÓCIOS" (EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA) - DEZEMBRO 2016
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| Capa da antologia |
![]() |
| Contracapa da obra |
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| Poema 1 - "Rasgo d'alma", Página 50, "Solstícios e Equinócios", Edições Vieira da Silva, 2016 |
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| Poema 2 - "Matéria", Página 51, "Solstícios e Equinócios", Edições Vieira da Silva, 2016 |
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| Lançamento do livro coletivo realizou-se no dia 4 de dezembro de 2016, no Inspira Santa Marta Hotel, em Lisboa. |
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA "LUGARES E PALAVRAS DE NATAL" - VOLUME V, EDITORA LUGAR DA PALAVRA (DEZEMBRO 2016)
![]() |
| Contracapa e capa da antologia "Lugares e Palavras de Natal" - Volume V, Lugar da Palavra Editora, onde participo com um conto de Natal. |
CONTO DE NATAL
O Natal perfeito do
menino sortudo
Miguel era um menino de seis anos, com a simplicidade
desenhada no olhar.
Aproximava-se uma data muito
ansiada tanto por ele, como por todas as crianças espalhadas pelo mundo.
Sentia-se um menino diferente. E na
verdade, era-o. Não só por lhe ter sido diagnosticada Síndrome de Down
mas, pela sua personalidade sensível e singular.
Neste Natal, queria atrair para o
seu pensamento, com muita força, o que mais desejava e tinha um pedido
muito especial para fazer ao Pai Natal. A mais ninguém revelou o seu desejo,
nem aos seus pais, que o questionaram vezes sem conta, acerca da sua
prenda natalícia. Negava sempre querer alguma coisa pois, sabia das
dificuldades económicas que atravessavam e, que o mais importante,
o dinheiro não podia comprar: os afectos!
No dia de consoada, nada do que
havia pedido faltava em seu redor: a família estava toda reunida e nem os
filhós caseiros – que tanto adorava – feitos pela avó materna, faltavam naquela
mesa apaziguadora, repleta de união e carinho.
Eis que, quando tocaram as doze
badaladas e foi altura de abrir os presentes, a árvore de Natal enfeitada
a rigor e cheia de brilho, tinha uma prenda. O menino sortudo foi surpreendido
pelos pais, que lhe ofereceram um álbum de fotografias de família,
legendadas uma por uma, com sentimentos positivos da ocasião. Deu-lhes
dois beijinhos e levou-os pelas mãos, para o sofá junto à lareira,
para que pudesse folhear cada momento com eles. Sentou-se ao colo da mãe,
colocou o álbum sobre o peito esquerdo e sorriu, agradecendo.
Minutos depois, adormecera assim,
FELIZ!
Jessica Neves
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![]() |
| No lançamento da Antologia, no passado dia 3 de dezembro de 2016, no Café Progresso, no Porto. |
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![]() |
| Biografia dos autores inserida na obra. |
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
SEI-TE POESIA (DO MEU VENTRE RASGADO) (*)
Sei-te
A melodia dos pássaros
Ao entreabrir dos olhos
Dedilhas o algodão dos sonhos
Pelas asas da tua fantasia
De Ser sem medo
O que a crença ditar
Minha menina-poesia
És mais do que o teu silenciar.
Ao entreabrir dos olhos
Dedilhas o algodão dos sonhos
Pelas asas da tua fantasia
De Ser sem medo
O que a crença ditar
Minha menina-poesia
És mais do que o teu silenciar.
Sei-te
a essência bordada
Nos meus braços de lua cheia
A candura escancarada
Sem segredos, pede-me que te leia.
Nos meus braços de lua cheia
A candura escancarada
Sem segredos, pede-me que te leia.
Leio-te
A coragem nas entrelinhas dos lábios
Ao soletrarem beijinhos e abraços
– Que valem a eternidade num segundo –
Escuto teus conselhos sábios
Encontro-me na tua genuinidade
E sinto-te maior do que o mundo.
A coragem nas entrelinhas dos lábios
Ao soletrarem beijinhos e abraços
– Que valem a eternidade num segundo –
Escuto teus conselhos sábios
Encontro-me na tua genuinidade
E sinto-te maior do que o mundo.
Sei-te
o poema perfeito
Do meu ventre rasgado
A alegria do meu leito
É saber-te ao meu lado.
Do meu ventre rasgado
A alegria do meu leito
É saber-te ao meu lado.
Sei de cor
O Amor
Pelos gestos que te transbordam do peito
Esse teu peculiar jeito
De tocar ao de leve, o paraíso
Envaidece-me o sorriso
Minha menina-poesia
És tudo o que eu preciso.
O Amor
Pelos gestos que te transbordam do peito
Esse teu peculiar jeito
De tocar ao de leve, o paraíso
Envaidece-me o sorriso
Minha menina-poesia
És tudo o que eu preciso.
(*) Poema 2 - Participação no XXI Concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal (Novembro 2016)
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
O MANIFESTO DE UMA ALMA BRILHANTE (MEU MENINO-DIAMANTE) (*)
Quando te debruças
Na meia-lua do meu abraço
E os meus braços são os teus
Embalam-nos melodias intermináveis
Não há lágrimas em meu regaço
Nem tempestade que atinja o céu…
Quando me guio
Pelo íntimo do teu olhar
E os teus olhos são os meus
Há uma força que quer desvendar
A singularidade dos teus gestos
Que o mar não pára de sussurrar…
Quando acordo
Com o ondular do teu sorriso
Pendurado nos meus lábios
Há uma voz inabalável, um grito a pronunciar
O manifesto de uma alma brilhante…
Quando me delicio
Com a atmosfera dos teus cheiros
Sei que os caminhos são diamantes
Que colho ao de leve
Sem me aperceber
Esvai-se a tristeza
E recordo o imprescindível de ser:
A riqueza maior
É o – teu – Amor
É te poder ter!
Quando pernoitas em mim
Escuto teus segredos e teus medos, que enaltecem quem és
Sei que o mundo se agiganta aos teus pés
E que na tua almofada, os sonhos não têm fim.
E os teus sonhos são os meus
Meu menino-diamante.
(*) Poema 1 - Participação no XXI Concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal (Novembro 2016)
- Concurso que visa sensibilizar para a problemática da Deficiência Mental
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
MATÉRIA
Há crenças inabaláveis que os
loucos mantêm.
Há imagens que são janelas e
portas sem ferrolho ao mesmo tempo
Há deuses que invocamos quando povoamos os céus da intimidade
Ao habitar um sonho – nosso – numa folha de asas livres.
Sem vendas nem amarras
Soltam-se as cimitarras
De fogo e sede
Que não se mede.
A magia dos lugares acontece –
inevitavelmente – a todo o instante
No pensamento não há filtros nem cortes por improvisar
Há rosas e diamantes a fervilhar e aromas que correm a mil quilómetros
De distância dos dedos e a centímetros da pele, asfixiando os ossos
Com acesso ilimitado ao topo.
Há
gritos inaudíveis nas pontas do meu sorriso
E matéria azul a fluir nos meus olhos.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
RASGO D'ALMA
Floresce
em mim o fogoso desejo
De te possuir o corpo por inteiro
Começando ao deslizar de um beijo
Entre vestes que desvendam teu cheiro
Rosas
cálidas acendem nos teus olhos
Por dentro dos gestos, o rasgo da alma
Desce poro a poro, palma com palma
Irrompe o grito ao vestido em folhos
Já
não há segredos entre quem se quer
À exaustão de se encontrar e se perder
O amor é dos – loucos – que arriscam ter
Ousadia, de um ao outro, pertencer.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
A VIDA COMO UMA ÁRVORE: APONTAMENTO POÉTICO
A vida é como uma árvore, às vezes precisa de uns
abanões
para dar (os) melhores frutos.
Nessas alturas, a paciência é uma
inquieta companhia que
atua no tempo certo.
A esperança nunca abandona a alma, ainda que esteja
de luto
e o que está longe, sempre se torna perto.
20-09-16
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