quarta-feira, 20 de junho de 2012

FALA-ME DE TI (AO OUVIDO)


Fala-me de ti! Do sorriso que te pinta os lábios!
Diz-me porque são tão irresistíveis e tão sábios!
Fala-me de ti! Da melodia acesa que te embala…
Do perfume que deixa(mo)s espalhado pela sala…

Fala-me de ti! Desse olhar que me (e)leva até à lua!
Diz-me porque só a tua voz me arrepia ao ouvido!
Diz-me, porquê? Porque só a tua voz me atenua?!
Fala-me de ti neste versejar solto e desmedido…

Canta-me versos até despires todos os pardais
Sim, procura-me e encontra-te nos meus sinais!

Não me fales do vento (nem) d’amanhã
Fala-me antes desse teu sabor a hortelã
Confessa-me baixinho todas as fantasias
Em que me soletras até em noites vazias!

Fala-me de ti! Um dia, falar-te-ei de mim também!
De como, num ápice, ao apaixonar-me me senti alguém!
Eu sei que o amor… Oh, o amor! Não é de ninguém…
Só meu e teu.
Num abraço que aconchega o lugar mais íntimo do céu!

Fala-me de ti!
Hoje… e aqui!

Não esqueças as promessas
Como eu nunca esqueci…
                                                                [Nem quero
Mesmo que um dia te despeças
Fala-me ao ouvido, fala-me de ti
                                                                                                        [Mesmo que venhas tarde… eu espero!...
06.06.12

terça-feira, 19 de junho de 2012

E A MÚSICA ACABOU AO MESMO TEMPO QUE NÓS


Só vi o tempo contra mim numa passada veloz
E de tanto gotejar, meu peito ficou sem voz…
Algum dia ouviste falar de ti, de mim, de nós?
Havia tanta melodia no silêncio da tua voz…
E a música acabou ao mesmo tempo que nós


Deixa a noite se apoderar
E levemente me apagar
Deixa o silêncio me levar
P’ra que possa ser noutro lugar…

16.06.12

segunda-feira, 18 de junho de 2012

LAÇOS ALÉM MAR - JESSICA NEVES E LORENZO FERRARI


JESSICA NEVES
E LORENZO FERRARI

Teu olhar na minha boca incendiada
Sinto-te (es)correr em pleno rio
Toco tua pele em fogo, arrepiada
Desatam os corpos em calafrio
Secam-me as palavras em desarranjo
Deixo-me levar neste voo cego
Onde o êxtase é meu piloto
E eu sendo teu destino.

E eu sendo teu destino
És mais que pedaço de mau caminho
Entranhado em minha pele
Que a ti sabe, doce mel…


Como posso desvencilhar de tal deusa das escritas
Se me tomas em palavras, em devaneios

Tal estado febril cria vertigens
Como a boca que cresce em busca da minha.
A boca cresce em busca da tua
No despontar dum aceso verso
A minha pele arranha na tua, nua
Desfolhando assim o universo…


Este Universo de beleza impar
Onde só uma deusa se desnuda inteira
Tal visão que ofusca e encanta
Com palavras insuficientemente imperfeitas...
Que eu te desejo mais na alma que no corpo
Mas sem resistir a tão forte dádiva
Que me entrego no meu mais aberto coração
Tomas que é teu de direito e desejo...

Se é meu direito e desejo
Eu te acendo com um beijo
E jamais me despeço de ti
Te quero sempre junto a mim!

10.06.12

sábado, 16 de junho de 2012

SEM ROSTO - DUETO JESSICA NEVES E ROSA FONSECA

Nas minhas mãos
És um poema adiado
De palavras esquecidas…desviadas
Do colo seco de tinta azul
Do nosso mar…
Inquieto o vento sopra-me e eu agarro
O que vem de ti mais um punhal cravado!
Acendo mais um cigarro...
Com os dedos distantes dos teus
Meu rosto é uma pálida mortalha
O meu silêncio é agora a fronteira
Deste olhar perdido além de mim
Esvaziaram-se os beijos…
Um dia, alguém disse que a sorte era uma batalha!...
Nos meus pés
És terreno em pousio
Pura mágoa que m'encerra
Desagua meu olhar p'la margem do rio
Num mar que hoje sabe a guerra...
No meu corpo do(rm)ente
És as curvas da estrada
Se o caminho é em frente
Permaneço no passado, arrebatada
Nele me prendo, faço morada!
Sustento a esperança de refazer o poema
Não te quero lembrança
À esquerda dum peito que jamais te apaga!
 
12.06.12

sexta-feira, 15 de junho de 2012

PÁLIDO AMOR


Deixaste a tua roupa espalhada pelo armário
O teu perfume nos meus cabelos de girassol
O meu batom assentava bem na tua boca, meu (prazer) diário
Há rasto de ti por tod’o meu farol…

Porque não me deixaste nenhuma carta?
A dizer: não há mais sol aqui, talvez parta!
Acredita que ficava melhor assim…
A dor não seria tão ruim… Enfim!

Nas minhas mãos uma sina assassinada
Na minha pele está entranhado o suor
No meu peito um cheiro a nada
Nos meus olhos um pálido amor…

Nos meus braços um arrepio sem nome
Gostava tanto de te acariciar!
Aos meus pés trago atada a fome
Pudesse eu correr p’ra te abraçar…

Tu sabes que ainda me tens.
Eu sei que o teu coração (me) sente!
Tens a certeza que não vens?!
Podemos pintar a noite duma cor diferente…

10.06.12

quinta-feira, 14 de junho de 2012

(TU) DENTRO DE MIM


Dentro de mim
És gaivota que voa no meu peito
Na janela que deixo aberta só p’ra ti
Foi às tuas palavras e ao teu jeito
Que numa noite de luar me (p)rendi!

Dentro de mim
Teus olhos (re)nascem a cada dia
Se me dás ao de leve um sorriso
Des(a)pertando minha pele macia
Meus sonhos ao tocar teu rosto concretizo!

Dentro de mim
Teu corpo faz-me cócegas e sorrio
Tu e eu somos um poema sem fim
Sem ti meu coração está sombrio!
Dentro de mim
És céu em fogo, és luz, és (m)ar
És rosa pura a florir no meu jardim…
Agora sei o que é verdadeiramente amar!

Dentro de mim
És (e)terno laço, és fonte, és lume
És bússola desconcertada no tempo
És presente recheado de perfume
És vida, mais que um momento!

Sempre que à noite me chamas
Resgatas a lua e me amas
O mundo cabe dentro de mim
Por isso fica, fica assim!…
06.06.12

terça-feira, 12 de junho de 2012

DEIXA-ME SONHAR


Sei que vais sair e levas contigo o meu amor.
Sei ainda que chegas tarde mas que me trazes, como sempre, uma flor.
Já estarei adormecida nesta cama repartida.
Destapa-me assim que chegues e não (me) negues.
Deixa o meu corpo respirar livremente como veio ao mundo, p’ra te amar.
Deixo que me foques sem que toques.
Deita-te só a meu lado e beija-me a testa de modo intenso.
Quero-te bem acordado, sabes que te pertenço!
Nesse beijo de lábios carmim soletra o quanto gostas de mim…
Não me deixes acordar… Deixa-me antes, sonhar!
Sentir-me-ei melhor assim ao aroma da flor (re)colhida no teu jardim!
Sentir-me-ei alguém!
Fica bem.
08.06.12

segunda-feira, 11 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO - DUETO HELDER MAGALHÃES E JESSICA NEVES

DUETO HELDER MAGALHÃES E JESSICA NEVES

(a)ma(r)-(te).

aos dedos aflui-me o sangue, como que seiva a escorrer no enxerto da vide, a escrever(te) ardente o amor.

 
Resmunguei condensada no teu olhar
Ousando o nosso amor em versos abafar
Versos soltos lapidados de pura paixão
Que abrigo num sopro do meu coração


fosse meu coração de rimar, 

talvez outrora fosse capaz,
de sonetos cantaria audaz,
escreve só a tinta do pulsar.
Teu coração sabe (e bem) rimar
É tão grande e tão imenso esse (a)mar...
Teus olhos ao peito rasgado fervem
E os dedos ao afluir o sangue escrevem...

dos versos não lhe conheço a cor

tão pouco a natureza da matéria
aos dedos rasga-me cada artéria
no encarnar ardente deste amor.
No encarnar ardente desse amor
Seiva a (es)correr em ventre louco
Ao palpitar do corpo, em suor
De quem nunca se quer pouco...

05.06.12

domingo, 10 de junho de 2012

AFAGOS PERMANENTES - DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES


Afagos permanentes no corpo a caminho da viagem de regresso
Afagos em agitação e beleza temporal
Que dizer-te meu amor, se do teu corpo nunca me despeço?
Todo o afago está na graciosidade surda
Neste abraço num mar de braços em água e sal…
Acredito que passe o vento que passar, nada (nos) muda
Nesta transparência de Ser
E de ao teu leito pertencer
Ser paisagem ao amanhecer
Ser fonte de luz ao anoitecer... (em ti)
Tecendo sonhos guardados sob as asas de pássaros que inventámos!

06.06.12

sexta-feira, 8 de junho de 2012

É SÓ A MINHA FALTA QUE SINTO


Dou comigo cega em pleno labirinto
Cruzo os braços, o meu olhar finto
Não por tua causa, se te disser que sim minto
É só a minha falta que sinto
Só quero sugar meu corpo faminto
Como animal selvagem por instinto
Entorna-se sobre meus dedos verniz cor de tinto
Nascem-me garras mortíferas de lince distinto
Quando pisam meus calcanhares logo me ressinto
Ao lamber meus pés me pressinto
Em fogo e sangue, meu rosto pinto
Algemo-me com o meu próprio cinto
De todos os sentidos busco além do quinto
E beijando-me ao pormenor, insisto: é só a minha falta que sinto!

01.06.12

quarta-feira, 6 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (3)


É como se o céu polvilhado de estrelas
Fosse o teu corpo no meu peito
E as ondas do mar onde navegas
Fossem o meu (corpo)…

E tudo o resto somos
e
Sempre seremos
NÓS.

terça-feira, 5 de junho de 2012

GOSTO DE TI NUM POEMA



Gosto quando um poema me cresce no peito
E me leva até ti!
É como se o mundo fosse perfeito
Se todas as rubras rosas colhi!
Gosto tanto de ti nos meus poemas
Sem chuva, sem vento, sem (ar)dor
Escrevo-te sempre sem dilemas
Tão grande é este meu amor!

As palavras serão sempre poucas
Gosto tanto de ti meu amor
Versos acesos em bocas loucas
Incendeio com calor e suor!

Gosto tanto de ti meu amor
Às vezes chego a esquecer de mim
Mas não me importo! Toda a flor
Gosta de se sentir assim!
05.06.12

segunda-feira, 4 de junho de 2012

NAS ASAS DO TEU SORRISO


DUETO ROSA FONSECA E JESSICA NEVES
O teu sorriso tem asas soltas
A traçar os contornos dos teus lábios
Neles passeiam veios rubros
A soletrar o intenso azul que trazes em ti…
Nessa longínqua brisa
De intenso aroma a rosa
Acabada de colher
Ao amanhecer

Hoje ao (re)pousar no teu sorriso
Toquei o céu num leve abraço
Sem te relevar que é só dele que preciso
Para apertar o mundo num laço

Deixei-me levar pelas suas asas
Peguei a tua mão, murmurei-te baixinho ao ouvido
Amor só é bom ateado em brasas
Não tenhas medo, sorrir (a dois) faz mais sentido

É sorriso inteiro
Que busca na manhã um grande amor
Pela alma que viaja comigo para sempre

03.06.12

domingo, 3 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (2)


…E o mar (as)sumia nos nossos olhos
Sem que dessemos conta...
Espreitando o expoente máximo do sentir…

02.06.12


sábado, 2 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (1)

Caros leitores,

Como é preciso inovar...
Decidi criar uma espécie de breves (mas intensos) pensamentos soltos do coração...
Acompanhados pela imagem apresentada (que será sempre a mesma de modo a ser uma característica desta doce "inovação")
Espero que gostem...

Aqui fica o primeiro :)
Bom fim de semana,

Jessica Neves


RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (1)

O dedilhar do (a)mar em uníssono
Ao pôr-do-sol em fogo e sangue
Escorrendo pelos corpos (a)dentro
No desabotoar da mais pura primavera
Em pétalas rasgadas de cetim...
02.06.12

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CAIS DO DESTINO


DUETO JESSICA NEVES / ANA COELHO

Em cada ventre um afago solto do peito
Em cada canto o amargo da despedida
Oscilo entre marés de chuva e sol se me enfeito
Procurando saber se o amor é o único sentido da vida...
Em cada naufrágio um reencontro
com as águas puras de maresia
nos corpos vestidos da vida nos ombros
que se amparam ao som de uma guitarra de fantasia  

Insisto em interrogar o sabor da tempestade
Neste vai e vem pelo cais do destino
A fome é tanta pela busca incessante da liberdade
Ao confrontar o espelho sou um felino

O amor que tem garras para se agarrar
ao espaço leve onde sabe estar
nos altos um sopro de animo nos baixios a sombra altiva
um espelho que respira na onda vinda do cais...a paz dos ais!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DIZER O QUÊ?!



Que dizer à luz do dia
Se é a noite que me recolhe
Sem querer destrói(-me) cada fantasia
Impede que a Primavera me olhe…
Que dizer dos pássaros que esvoaçam
Do seu voo estou tão, mas tão perto…
Minhas asas quebram, eles passam
Enlaça-me o bafo exausto do deserto!

Que dizer-te lua ensanguentada
Em meus olhos calas minha boca
Amor é ódio parido da minha mão embriagada
Uivo-te nesta lucidez louca!

Bebo (d)esta insana vida
Em cálices distorcidos
Que dizer desta ferida
Que me encerra os sentidos?!
Dizer?! Dizer o quê?!
Se já tudo foi dito…
Diga! Diga você
Que eu sou mito!
31.05.12

quarta-feira, 30 de maio de 2012

À DISTÂNCIA DUM BEIJO PE(R)DIDO



Por mais que o teu olhar m’impeça
Tenho-te à distância dum beijo pe(r)dido
A tua camisa amarrotada na minha cabeça
Diz-me que nada é pior qu’amor não correspondido!

É inesgotável e triste esta fenda
Que rompe as fronteiras de mim
Quisera eu que fosses uma lenda
Para fugir deste pesadelo sem fim!

Mesmo com o rosto em ferida e os lábios calejados
Tenho-te à distância dum beijo pe(r)dido
Os meus braços ao teu corpo amarrados
Dizem-me que nada é pior qu’amor não correspondido!

Se o amor não tivesse dor
Se a rosa não tivesse espinhos
Não teria o mesmo sabor
Nem os pássaros fariam ninhos!


Neste mármore gélido onde me deito
Toco-te pela quente recordação
Se soubesses o quanto grita meu peito
Não hesitarias em (voltar a) dar-me a mão!
                                                                               30.05.12

terça-feira, 29 de maio de 2012

HINO À VIDA


Ao ascender ao alto da montanha
Sinto sua doce e suave brisa
Vejo inquieta a aranha
Que seus sonhos concretiza!

Sorri! Sorri ao sol
Sorri até à chuva
Acende o arrebol
Em cachos d’uva!

Cultiva a paz
Abraça tod’a gente
Não olhes p’ra trás
O caminho é em frente!

Colhe o melhor das tempestades
A força interior é importante
No baloiço de mentiras e verdades
Ginga o Fado inconstante!

Respira liberdade
Esbanja sinceridade
Sente que a vida
É uma tela colorida
(E repartida)
Com a tua simplicidade!

Diz sim aos valores
Diz não às vaidades
Luta pelos teus amores
Foge das desigualdades!
Estende a mão
Ao teu amigo
Ouve o teu coração
Teu porto de abrigo!

Veste a pele da natureza
Escuta o canto do rouxinol
Será a tua maior riqueza
Dormir sobre o seu lençol!


Não encares a morte
Como um laço que aperta
Enfim, entende a sorte
Como uma pena certa!

Vive, sobrevive e sorri!
O presente é hoje e aqui…
O mundo precisa de ti!
29.05.12

sábado, 26 de maio de 2012

ENTRE O TUDO E O NADA


Entre o tudo e o nada

Sou a papoila mais feliz do jardim

Sou guerreira sem espada

Lutadora dum objetivo sem fim!


Entre o tudo e o nada

Só vejo curvas na estrada



Ao fundo um mar d’esperança

Dizendo: “quem luta, alcança!”

Entre o tudo e o
nada

Sou fraca, azarada


Sou ferida aberta

Duma mentira desperta!


Entre o nada e o tudo

Sei da beleza dos afetos

Dos olhares prediletos

Que sempre (te) desnudo!



Entre o tudo e o nada

Uma criança abençoada

De face genuína, solta uma risada

Pela vida fantasiada!



Entre o nada e o
tudo


Um caminho mudo

Num verso (ab)surdo

Em que me iludo…


25.
05.12

sexta-feira, 25 de maio de 2012

TRAÇO A TRAÇO


Ao desenhar-te
Traço a traço
Compreendo porque meus olhos te soletram e respiram
Faça brisa ou sol pela manhã.

Chuva seremos sempre nós dois
Em pranto pelo nosso (a)mar…
Numa partilha que não se quer p’ra depois
Se a pele pede p’ra se entregar!
Tua boca arrebatada beija o silêncio nu
Das minhas mãos suadas
Pelos teus contornos acesos
Sobrando eu e tu
À palavra amor a dar-se em uníssono…

24.05.12

quinta-feira, 24 de maio de 2012

QUADRAS A SÃO PEDRO


Era filho de um homem chamado João
Um dos doze apóstolos de Jesus Cristo - Simão  
Bispo de Roma foi o primeiro
Dos papas e dos pescadores é o padroeiro.

Na sua mão nem eu caibo nem tu cabes
 Só uma cruz invertida, duas chaves
E uma rede de pescador de homens
O fazem ascender às nuvens.

As chaves do Reino dos Céus
Foram-lhe atribuídas por Jesus
- Encarnação e Filho de Deus
Que cessou morto na cruz.

Dizem ser o responsável pelo tempo
Ele é que comanda quando chove
A sua festa litúrgica faz-se sem vento
Em Junho, a vinte e nove.

23.05.12



POEMA ELABORADO DE ACORDO COM UMA PESQUISA SOBRE “SÃO PEDRO” EM:



quarta-feira, 23 de maio de 2012

NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO


Quando alastra o fogo da saudade
O teu corpo ao meu chamo
Prefiro gozar a minha liberdade
Não posso dizer que te amo!

Desperta o querer de um beijo
Acendendo versos de paixão
Pensar em ti é puro desejo
Corpos (se) desatam em explosão!
É a ti que o meu olhar ardente chama
Os teus lábios a minha boca ama
É no teu peito que o meu derrama
Aos contornos da pele, (ex)clama!

De rubro aroma o céu se tinge
Não posso dizer o que não sinto
Se o meu corpo finge
Eu não! Eu não minto!

23.05.12

terça-feira, 22 de maio de 2012

HÁ SEMPRE UM OLHAR DIFERENTE



Eis-me rosto de noite questionando
Porque na minha rua não passa gente?
Vêm as fases da lua demonstrando
Que a estrada também é intermitente…
Há sempre um olhar diferente!

Cega-me os sentidos, solta-me as amarras
Irradia-me a razão até que o teu cheiro me faça desnortear
Promete-me que se eu tombar logo me agarras
Diz-me que a teu lado o mundo não vai acabar!

Mesmo que não seja verdade
                                                                                 [Nem quero saber
Eu hoje preciso de acreditar
 Acede à minha vontade
                                                                [Faz-me crer
Que há motivos p’ra te amar!

Eis-me rosto de noite questionando
Porque nesta rua não passa mais gente?
Vêm os olhos do sol revelando
Há sempre um olhar diferente!

Se o sol adormece ao colo da lua
Se está repleta de luz a minha rua
Não sei. Será sempre indiferente
Passe muita ou pouca gente…

Há sempre um olhar diferente!
22.05.12

sábado, 19 de maio de 2012

UM SOPRO... UM MOMENTO





Habita a noite um corpo vazio
Melancolia algo deprimente
Quem me cala este arrepio
Se morro lentamente?!...

Goteja lá fora
Goteja no meu pensamento
Que dizer-te agora
Se a vida é um sopro, um momento?!...

Nem há lua nem há sóis
Há escuridão sem faróis
Se o meu olhar colhia girassóis
Retalhos apagados somos nós dois…

Morres-me nas mãos num poema sem hora
Vives aceso no meu pensamento
Diz-me amor… que dizer-te agora
Se tu e eu fomos um sopro, um momento?!...

Imploro a esta dor que me leve
Mesmo que o teu rosto me eleve
Jamais o sofrimento será breve

Diz-me amor… que dizer-te agora
Se tudo é um sopro, um momento?!...
Se nós caímos no esquecimento
O melhor é partir, ir embora…

Sabes qual é a cor dos vendavais?
Evitas. Não, não quero que me procures mais!
19.05.12

sexta-feira, 18 de maio de 2012

(DESPI-ME DOS OUTROS E) VESTI-ME DO QUE O MEU CORPO PEDIA

O relógio da igreja marcava as nove badaladas.
Naquele domingo o sol tinha nascido nos meus olhos.
Já havia morrido tantas vezes!...
Acordei com vontade de renascer. Precisava de me sentir bem! Precisava simplesmente de me sentir, mulher! Era o meu dia!
Despi-me dos outros e vesti-me do que o meu corpo pedia!

Necessitava de recuperar a autoestima. Sentirmo-nos bem ajuda bastante na relação connosco próprios.
Abri o armário e escolhi o meu melhor vestido. Azul, a minha cor preferida!
Enfeitei-me um pouco (mais) de alto a baixo. Coloquei um batom brilhante como o sorriso que se alastrava pela minha face rosada. As minhas unhas pinceladas da cor do vestido e das pulseiras e os saltos altos abrilhantavam a minha sensualidade. Deixei o cabelo solto, ao natural.
Admiro a minha simplicidade!
Estava preparada para enfrentar o mundo com uma passada firme, confiante!
Deparei-me, desde logo, com os meus pais, curiosos, a questionar o porquê de me vestir e arranjar daquela forma (simples, mas diferente do habitual).
Limitei-me a mostrar o sorriso que me enchia o olhar e a responder:
- Precisava de me sentir bem… e comecei hoje esta minha caminhada!
Calados, não se opuseram e eu sei que eles, no fundo, ficaram felizes por mim, assim como eu! Pela atitude, pela mudança, por querer cuidar de mim e sentir que isso é importante!
Perante o olhar aceso de muitos ao longo do dia, espanto e elogios habitavam a boca dos que me abordavam e dos que guardavam para si as suas opiniões - irrelevantes -denunciadas pelos olhares que muito dizem!
O maior elogio era, sem dúvida, o MEU!
HOJE SOU, MULHER!
    

                                     
                                                      18.05.12



quarta-feira, 16 de maio de 2012

(À TUA) ESPERA



Só os búzios sabem o quanto te quero
As ondas do mar sabem onde te espero
No mesmo leito de ontem onde me rocei em ti
E (te) respirei ao hálito do peito morno, longe… aqui

Sei das águas que te trarão amanhã
Transpirando(-me) poesia
Com o mesmo olhar daquela manhã
E o sorriso do final do dia


O vento sopra-me contra o teu nome
Restam-me abraços de loucura
Rebentam as águas dando lugar à fome
Amarrada a laços de ternura

Escrevo-te para te confessar:
Só tu és o meu lema
És o verso que falta p’ra completar
O meu maior poema!...

16.05.12

segunda-feira, 14 de maio de 2012

À FLOR DOS SENTIDOS




As almas dos poetas
São complexas e inatingíveis
São de rosas prediletas
Nunca olham a impossíveis!

Devoram letras em sangue
Numa correria exangue
À flor dos sentidos
Nascem versos desmedidos…


Neste pulsar de emoções
Rasgam paredes, corações
Envolvem-se com a vida e até com a morte
Lançam os dados na roda da sorte!

Amam, vivem, morrem
Tantas vezes, sofrem!
Acima de tudo crescem
E novas rosas florescem!

14.05.12

sexta-feira, 11 de maio de 2012

INVERSO


Hoje não sou capaz de te escrever nenhum verso
Nem de te dizer o quanto és importante
O meu coração pede-me o inverso
Já não te quer eternidade neste instante!...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

(RE)POUSO



Dei contigo ave em repouso no nosso ninho
Nó(s) genuíno dos meus pensamentos
Ao pôr-do-sol bebi teus olhos de linho
Cedeste teu sorriso aos meus encantamentos

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CAMPOS D'ESPERANÇA

Foto: Luís Miguel



Poderei deixar de sentir a terra
mas não posso deixar o sonho
aquele que aquece a atmosfera
sem sombras, nos aromas que disponho...

Sem sombras, nos aromas que disponho
Olho-te sem medo, enlaço a minha mão à tua
Só no céu navego contigo num futuro risonho
Enfeito meus cabelos com o brilho da lua (nua)

Enfeito meus cabelos com o brilho da lua (nua)
o meu olhar a flamejar promessas
que não me fizeste, foi a jovialidade pura
que ao meu ombro entregou pérolas audaciosas

Que ao meu ombro entregou pérolas audaciosas
Em pétalas de rosas rubras no meu peito formosas
Entre montes e ventos desencantei campos d'esperança
Se o céu é ouro e a terra é bronze, a fé tudo alcança

Se o céu é ouro e a terra é bronze, a fé tudo alcança
mesmo no vale mais escuro das duras rochas
quando os pés sangram e a força amansa
fios de prata caem dos prados floridos a entregar esperança!

Dueto: Ana Coelho e Jessica Neves

segunda-feira, 7 de maio de 2012

DUETO: PASSO A PASSO




Na vida aprendemos caminhando
Passo a passo ela vai-nos ensinando
Às vezes voltamos atrás nos caminhos
Moldam-se aos olhos mil e um destinos.


Nesta guerra entre o ser e a fantasia
Onde nem todos os momentos são fruto de magia
O comboio vagabundo apodera-se da mente
Nem sempre é verdadeiro o que o coração sente.

Quisera eu um dia neste mundo ser indiferente
Ou até ser visível seria o que mais queria…
Deixo-me ao relento, despe-me a noite fria
E só o sentimento me consegue deixar quente.

04.05.12
Dueto: The dark Knight e Jessica Neves

sábado, 5 de maio de 2012

(MORDEM-ME) VERSOS DE LÁBIOS SECOS


Selvagem, busco incessante mil caminhos
Aos soluços oscilo loucamente entre becos
Deito-me nas trevas destes pergaminhos
Onde me mordem versos de lábios secos

Encontro-me onde tantas vezes me perco
Arrasto-me, lambo com prazer o alcatrão
Mendigo no calvário em que me cerco
Sabe bem a dor ao pisar forte o chão

Sou eu quem chefia toda esta guerra
Prefiro ser sozinha do que ser tua
Já atingi o mar, pisquei os olhos à terra

Já fui pedaço de céu acariciando a lua
Hoje sou nó de gravata que encerra
Uma existência que cada vez mais mingua!

05.05.12

quinta-feira, 3 de maio de 2012

INTERROGAÇÃO (E FIM) DE MIM


Ténue, soletra-me a solidão: quem sou?!
Cresce no interior a interrogação de mim
Num sopro o comboio já lá vai, passou
Cospe-me pr’á linha suplicando o fim

Abalou sem dizer nada, pobre vida
Levou as mãos vazias, olhos cheios
No rosto nem uma lágrima colorida
Tremelicando da boca mil anseios
E hoje por não saber dizer mais de ti
Adormeço profundamente, aqui
Nesta (espécie de) esfera poluída

Sofrendo sem ponto de socorro
Sobra-me lenta a despedida
Onde fragmentada e nua, morro!

02.05.2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

LETRA DA MÚSICA "SEDE QUE FLUTUA" DE JESSICA NEVES





SEDE QUE FLUTUA

 

Cai a noite nua
Minha e tua
Pedaço de mar
Sede que flutua
Para te abraçar

És pura fantasia
Cega melodia
Num só olhar
 

REFRÃO:
Deixa-me dizer-te
Não existe só tempestade
Deixa-me dizer-te
Amar a dois é liberdade

Pedaço de mar
Um quarto de lua
Sede que flutua
Para te abraçar

A estrada é um caminho
Que temos que percorrer
Só tu és o destino
Que quero escolher

Quero-te p’ra mim
Amor duma vida
Quero-te assim
Tela colorida

Pedaço de mar
Um quarto de lua
Sede que flutua
Num só olhar


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