domingo, 3 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (2)


…E o mar (as)sumia nos nossos olhos
Sem que dessemos conta...
Espreitando o expoente máximo do sentir…

02.06.12


sábado, 2 de junho de 2012

RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (1)

Caros leitores,

Como é preciso inovar...
Decidi criar uma espécie de breves (mas intensos) pensamentos soltos do coração...
Acompanhados pela imagem apresentada (que será sempre a mesma de modo a ser uma característica desta doce "inovação")
Espero que gostem...

Aqui fica o primeiro :)
Bom fim de semana,

Jessica Neves


RETALHOS SOPRADOS DO CORAÇÃO (1)

O dedilhar do (a)mar em uníssono
Ao pôr-do-sol em fogo e sangue
Escorrendo pelos corpos (a)dentro
No desabotoar da mais pura primavera
Em pétalas rasgadas de cetim...
02.06.12

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CAIS DO DESTINO


DUETO JESSICA NEVES / ANA COELHO

Em cada ventre um afago solto do peito
Em cada canto o amargo da despedida
Oscilo entre marés de chuva e sol se me enfeito
Procurando saber se o amor é o único sentido da vida...
Em cada naufrágio um reencontro
com as águas puras de maresia
nos corpos vestidos da vida nos ombros
que se amparam ao som de uma guitarra de fantasia  

Insisto em interrogar o sabor da tempestade
Neste vai e vem pelo cais do destino
A fome é tanta pela busca incessante da liberdade
Ao confrontar o espelho sou um felino

O amor que tem garras para se agarrar
ao espaço leve onde sabe estar
nos altos um sopro de animo nos baixios a sombra altiva
um espelho que respira na onda vinda do cais...a paz dos ais!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DIZER O QUÊ?!



Que dizer à luz do dia
Se é a noite que me recolhe
Sem querer destrói(-me) cada fantasia
Impede que a Primavera me olhe…
Que dizer dos pássaros que esvoaçam
Do seu voo estou tão, mas tão perto…
Minhas asas quebram, eles passam
Enlaça-me o bafo exausto do deserto!

Que dizer-te lua ensanguentada
Em meus olhos calas minha boca
Amor é ódio parido da minha mão embriagada
Uivo-te nesta lucidez louca!

Bebo (d)esta insana vida
Em cálices distorcidos
Que dizer desta ferida
Que me encerra os sentidos?!
Dizer?! Dizer o quê?!
Se já tudo foi dito…
Diga! Diga você
Que eu sou mito!
31.05.12

quarta-feira, 30 de maio de 2012

À DISTÂNCIA DUM BEIJO PE(R)DIDO



Por mais que o teu olhar m’impeça
Tenho-te à distância dum beijo pe(r)dido
A tua camisa amarrotada na minha cabeça
Diz-me que nada é pior qu’amor não correspondido!

É inesgotável e triste esta fenda
Que rompe as fronteiras de mim
Quisera eu que fosses uma lenda
Para fugir deste pesadelo sem fim!

Mesmo com o rosto em ferida e os lábios calejados
Tenho-te à distância dum beijo pe(r)dido
Os meus braços ao teu corpo amarrados
Dizem-me que nada é pior qu’amor não correspondido!

Se o amor não tivesse dor
Se a rosa não tivesse espinhos
Não teria o mesmo sabor
Nem os pássaros fariam ninhos!


Neste mármore gélido onde me deito
Toco-te pela quente recordação
Se soubesses o quanto grita meu peito
Não hesitarias em (voltar a) dar-me a mão!
                                                                               30.05.12

terça-feira, 29 de maio de 2012

HINO À VIDA


Ao ascender ao alto da montanha
Sinto sua doce e suave brisa
Vejo inquieta a aranha
Que seus sonhos concretiza!

Sorri! Sorri ao sol
Sorri até à chuva
Acende o arrebol
Em cachos d’uva!

Cultiva a paz
Abraça tod’a gente
Não olhes p’ra trás
O caminho é em frente!

Colhe o melhor das tempestades
A força interior é importante
No baloiço de mentiras e verdades
Ginga o Fado inconstante!

Respira liberdade
Esbanja sinceridade
Sente que a vida
É uma tela colorida
(E repartida)
Com a tua simplicidade!

Diz sim aos valores
Diz não às vaidades
Luta pelos teus amores
Foge das desigualdades!
Estende a mão
Ao teu amigo
Ouve o teu coração
Teu porto de abrigo!

Veste a pele da natureza
Escuta o canto do rouxinol
Será a tua maior riqueza
Dormir sobre o seu lençol!


Não encares a morte
Como um laço que aperta
Enfim, entende a sorte
Como uma pena certa!

Vive, sobrevive e sorri!
O presente é hoje e aqui…
O mundo precisa de ti!
29.05.12

sábado, 26 de maio de 2012

ENTRE O TUDO E O NADA


Entre o tudo e o nada

Sou a papoila mais feliz do jardim

Sou guerreira sem espada

Lutadora dum objetivo sem fim!


Entre o tudo e o nada

Só vejo curvas na estrada



Ao fundo um mar d’esperança

Dizendo: “quem luta, alcança!”

Entre o tudo e o
nada

Sou fraca, azarada


Sou ferida aberta

Duma mentira desperta!


Entre o nada e o tudo

Sei da beleza dos afetos

Dos olhares prediletos

Que sempre (te) desnudo!



Entre o tudo e o nada

Uma criança abençoada

De face genuína, solta uma risada

Pela vida fantasiada!



Entre o nada e o
tudo


Um caminho mudo

Num verso (ab)surdo

Em que me iludo…


25.
05.12

sexta-feira, 25 de maio de 2012

TRAÇO A TRAÇO


Ao desenhar-te
Traço a traço
Compreendo porque meus olhos te soletram e respiram
Faça brisa ou sol pela manhã.

Chuva seremos sempre nós dois
Em pranto pelo nosso (a)mar…
Numa partilha que não se quer p’ra depois
Se a pele pede p’ra se entregar!
Tua boca arrebatada beija o silêncio nu
Das minhas mãos suadas
Pelos teus contornos acesos
Sobrando eu e tu
À palavra amor a dar-se em uníssono…

24.05.12

quinta-feira, 24 de maio de 2012

QUADRAS A SÃO PEDRO


Era filho de um homem chamado João
Um dos doze apóstolos de Jesus Cristo - Simão  
Bispo de Roma foi o primeiro
Dos papas e dos pescadores é o padroeiro.

Na sua mão nem eu caibo nem tu cabes
 Só uma cruz invertida, duas chaves
E uma rede de pescador de homens
O fazem ascender às nuvens.

As chaves do Reino dos Céus
Foram-lhe atribuídas por Jesus
- Encarnação e Filho de Deus
Que cessou morto na cruz.

Dizem ser o responsável pelo tempo
Ele é que comanda quando chove
A sua festa litúrgica faz-se sem vento
Em Junho, a vinte e nove.

23.05.12



POEMA ELABORADO DE ACORDO COM UMA PESQUISA SOBRE “SÃO PEDRO” EM:



quarta-feira, 23 de maio de 2012

NÃO POSSO DIZER QUE TE AMO


Quando alastra o fogo da saudade
O teu corpo ao meu chamo
Prefiro gozar a minha liberdade
Não posso dizer que te amo!

Desperta o querer de um beijo
Acendendo versos de paixão
Pensar em ti é puro desejo
Corpos (se) desatam em explosão!
É a ti que o meu olhar ardente chama
Os teus lábios a minha boca ama
É no teu peito que o meu derrama
Aos contornos da pele, (ex)clama!

De rubro aroma o céu se tinge
Não posso dizer o que não sinto
Se o meu corpo finge
Eu não! Eu não minto!

23.05.12

terça-feira, 22 de maio de 2012

HÁ SEMPRE UM OLHAR DIFERENTE



Eis-me rosto de noite questionando
Porque na minha rua não passa gente?
Vêm as fases da lua demonstrando
Que a estrada também é intermitente…
Há sempre um olhar diferente!

Cega-me os sentidos, solta-me as amarras
Irradia-me a razão até que o teu cheiro me faça desnortear
Promete-me que se eu tombar logo me agarras
Diz-me que a teu lado o mundo não vai acabar!

Mesmo que não seja verdade
                                                                                 [Nem quero saber
Eu hoje preciso de acreditar
 Acede à minha vontade
                                                                [Faz-me crer
Que há motivos p’ra te amar!

Eis-me rosto de noite questionando
Porque nesta rua não passa mais gente?
Vêm os olhos do sol revelando
Há sempre um olhar diferente!

Se o sol adormece ao colo da lua
Se está repleta de luz a minha rua
Não sei. Será sempre indiferente
Passe muita ou pouca gente…

Há sempre um olhar diferente!
22.05.12

sábado, 19 de maio de 2012

UM SOPRO... UM MOMENTO





Habita a noite um corpo vazio
Melancolia algo deprimente
Quem me cala este arrepio
Se morro lentamente?!...

Goteja lá fora
Goteja no meu pensamento
Que dizer-te agora
Se a vida é um sopro, um momento?!...

Nem há lua nem há sóis
Há escuridão sem faróis
Se o meu olhar colhia girassóis
Retalhos apagados somos nós dois…

Morres-me nas mãos num poema sem hora
Vives aceso no meu pensamento
Diz-me amor… que dizer-te agora
Se tu e eu fomos um sopro, um momento?!...

Imploro a esta dor que me leve
Mesmo que o teu rosto me eleve
Jamais o sofrimento será breve

Diz-me amor… que dizer-te agora
Se tudo é um sopro, um momento?!...
Se nós caímos no esquecimento
O melhor é partir, ir embora…

Sabes qual é a cor dos vendavais?
Evitas. Não, não quero que me procures mais!
19.05.12

sexta-feira, 18 de maio de 2012

(DESPI-ME DOS OUTROS E) VESTI-ME DO QUE O MEU CORPO PEDIA

O relógio da igreja marcava as nove badaladas.
Naquele domingo o sol tinha nascido nos meus olhos.
Já havia morrido tantas vezes!...
Acordei com vontade de renascer. Precisava de me sentir bem! Precisava simplesmente de me sentir, mulher! Era o meu dia!
Despi-me dos outros e vesti-me do que o meu corpo pedia!

Necessitava de recuperar a autoestima. Sentirmo-nos bem ajuda bastante na relação connosco próprios.
Abri o armário e escolhi o meu melhor vestido. Azul, a minha cor preferida!
Enfeitei-me um pouco (mais) de alto a baixo. Coloquei um batom brilhante como o sorriso que se alastrava pela minha face rosada. As minhas unhas pinceladas da cor do vestido e das pulseiras e os saltos altos abrilhantavam a minha sensualidade. Deixei o cabelo solto, ao natural.
Admiro a minha simplicidade!
Estava preparada para enfrentar o mundo com uma passada firme, confiante!
Deparei-me, desde logo, com os meus pais, curiosos, a questionar o porquê de me vestir e arranjar daquela forma (simples, mas diferente do habitual).
Limitei-me a mostrar o sorriso que me enchia o olhar e a responder:
- Precisava de me sentir bem… e comecei hoje esta minha caminhada!
Calados, não se opuseram e eu sei que eles, no fundo, ficaram felizes por mim, assim como eu! Pela atitude, pela mudança, por querer cuidar de mim e sentir que isso é importante!
Perante o olhar aceso de muitos ao longo do dia, espanto e elogios habitavam a boca dos que me abordavam e dos que guardavam para si as suas opiniões - irrelevantes -denunciadas pelos olhares que muito dizem!
O maior elogio era, sem dúvida, o MEU!
HOJE SOU, MULHER!
    

                                     
                                                      18.05.12



quarta-feira, 16 de maio de 2012

(À TUA) ESPERA



Só os búzios sabem o quanto te quero
As ondas do mar sabem onde te espero
No mesmo leito de ontem onde me rocei em ti
E (te) respirei ao hálito do peito morno, longe… aqui

Sei das águas que te trarão amanhã
Transpirando(-me) poesia
Com o mesmo olhar daquela manhã
E o sorriso do final do dia


O vento sopra-me contra o teu nome
Restam-me abraços de loucura
Rebentam as águas dando lugar à fome
Amarrada a laços de ternura

Escrevo-te para te confessar:
Só tu és o meu lema
És o verso que falta p’ra completar
O meu maior poema!...

16.05.12

segunda-feira, 14 de maio de 2012

À FLOR DOS SENTIDOS




As almas dos poetas
São complexas e inatingíveis
São de rosas prediletas
Nunca olham a impossíveis!

Devoram letras em sangue
Numa correria exangue
À flor dos sentidos
Nascem versos desmedidos…


Neste pulsar de emoções
Rasgam paredes, corações
Envolvem-se com a vida e até com a morte
Lançam os dados na roda da sorte!

Amam, vivem, morrem
Tantas vezes, sofrem!
Acima de tudo crescem
E novas rosas florescem!

14.05.12

sexta-feira, 11 de maio de 2012

INVERSO


Hoje não sou capaz de te escrever nenhum verso
Nem de te dizer o quanto és importante
O meu coração pede-me o inverso
Já não te quer eternidade neste instante!...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

(RE)POUSO



Dei contigo ave em repouso no nosso ninho
Nó(s) genuíno dos meus pensamentos
Ao pôr-do-sol bebi teus olhos de linho
Cedeste teu sorriso aos meus encantamentos

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CAMPOS D'ESPERANÇA

Foto: Luís Miguel



Poderei deixar de sentir a terra
mas não posso deixar o sonho
aquele que aquece a atmosfera
sem sombras, nos aromas que disponho...

Sem sombras, nos aromas que disponho
Olho-te sem medo, enlaço a minha mão à tua
Só no céu navego contigo num futuro risonho
Enfeito meus cabelos com o brilho da lua (nua)

Enfeito meus cabelos com o brilho da lua (nua)
o meu olhar a flamejar promessas
que não me fizeste, foi a jovialidade pura
que ao meu ombro entregou pérolas audaciosas

Que ao meu ombro entregou pérolas audaciosas
Em pétalas de rosas rubras no meu peito formosas
Entre montes e ventos desencantei campos d'esperança
Se o céu é ouro e a terra é bronze, a fé tudo alcança

Se o céu é ouro e a terra é bronze, a fé tudo alcança
mesmo no vale mais escuro das duras rochas
quando os pés sangram e a força amansa
fios de prata caem dos prados floridos a entregar esperança!

Dueto: Ana Coelho e Jessica Neves

segunda-feira, 7 de maio de 2012

DUETO: PASSO A PASSO




Na vida aprendemos caminhando
Passo a passo ela vai-nos ensinando
Às vezes voltamos atrás nos caminhos
Moldam-se aos olhos mil e um destinos.


Nesta guerra entre o ser e a fantasia
Onde nem todos os momentos são fruto de magia
O comboio vagabundo apodera-se da mente
Nem sempre é verdadeiro o que o coração sente.

Quisera eu um dia neste mundo ser indiferente
Ou até ser visível seria o que mais queria…
Deixo-me ao relento, despe-me a noite fria
E só o sentimento me consegue deixar quente.

04.05.12
Dueto: The dark Knight e Jessica Neves

sábado, 5 de maio de 2012

(MORDEM-ME) VERSOS DE LÁBIOS SECOS


Selvagem, busco incessante mil caminhos
Aos soluços oscilo loucamente entre becos
Deito-me nas trevas destes pergaminhos
Onde me mordem versos de lábios secos

Encontro-me onde tantas vezes me perco
Arrasto-me, lambo com prazer o alcatrão
Mendigo no calvário em que me cerco
Sabe bem a dor ao pisar forte o chão

Sou eu quem chefia toda esta guerra
Prefiro ser sozinha do que ser tua
Já atingi o mar, pisquei os olhos à terra

Já fui pedaço de céu acariciando a lua
Hoje sou nó de gravata que encerra
Uma existência que cada vez mais mingua!

05.05.12

quinta-feira, 3 de maio de 2012

INTERROGAÇÃO (E FIM) DE MIM


Ténue, soletra-me a solidão: quem sou?!
Cresce no interior a interrogação de mim
Num sopro o comboio já lá vai, passou
Cospe-me pr’á linha suplicando o fim

Abalou sem dizer nada, pobre vida
Levou as mãos vazias, olhos cheios
No rosto nem uma lágrima colorida
Tremelicando da boca mil anseios
E hoje por não saber dizer mais de ti
Adormeço profundamente, aqui
Nesta (espécie de) esfera poluída

Sofrendo sem ponto de socorro
Sobra-me lenta a despedida
Onde fragmentada e nua, morro!

02.05.2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

LETRA DA MÚSICA "SEDE QUE FLUTUA" DE JESSICA NEVES





SEDE QUE FLUTUA

 

Cai a noite nua
Minha e tua
Pedaço de mar
Sede que flutua
Para te abraçar

És pura fantasia
Cega melodia
Num só olhar
 

REFRÃO:
Deixa-me dizer-te
Não existe só tempestade
Deixa-me dizer-te
Amar a dois é liberdade

Pedaço de mar
Um quarto de lua
Sede que flutua
Para te abraçar

A estrada é um caminho
Que temos que percorrer
Só tu és o destino
Que quero escolher

Quero-te p’ra mim
Amor duma vida
Quero-te assim
Tela colorida

Pedaço de mar
Um quarto de lua
Sede que flutua
Num só olhar


segunda-feira, 30 de abril de 2012

MEUS OLHOS O TEU SORRISO (AMIGO)


DUETO JESSICA NEVES / ANA COELHO

Leve, pegas na minha mão
Como quem pede amizade
Lembras que só a dois, um coração
Pode atingir a felicidade

Sussurras ao meu ouvido murmúrios,
Para tornar o caminho mais leve,
Lado a lado as esferas semibreves
São confidências perto do paraíso

Emprestas aos meus olhos o teu sorriso
Onde me lavo em noites sombrias
Num afago quente dás-me o que preciso

Meu anel de fogo de todos os dias
é o lívido sentido que partilho contigo
num cântico escolhido, do teu lado amigo!
29.04.12

sábado, 28 de abril de 2012

SURGE(S) UM POEMA




Hoje ao ler teus olhos de seda pura
Pendurei-me no sorriso que me ofereces
Meu anel de todos os dias
Surge(s) um poema
Onde te invento à hora de sempre
Debruçada no meu querer
Deixo a janela do peito (entre)aberta
Para que possas soprar-me baixinho
De ti,
De mim,
De nós…

Haverá rosas em fogo
E mil beijos em flor na despedida
Enquanto te espero no sorriso (de sempre)
Deito-me ao (com)passo da lua
No teu leito
Divago…

Surge(s) um poema…
Desmedido.

28.04.12

PABLO ALBORÁN - PERDÓNAME


https://www.youtube.com/watch?v=J0vsnFmSgHo

quarta-feira, 25 de abril de 2012

RESQUÍCIOS (DE TI)


Habita(s)-me rastilho, trazes resquícios
Sinto-te morrer em meus olhos breves
Fugaz, procuro-me em teus interstícios
Magoas-me até nas gotas mais leves

Veste-me a sombra do teu cego olhar
Pudesse eu livrar-me deste turbilhão
Tinha tantos “bons dias” p’ra te dar
Com palavras também se despe o coração

Deixa-me falar-te dos barcos que navegam sem nós
Deixa-me ensinar-te como (cl)amar a uma só voz!
Deixa-me olhar pelo sorriso que me emprestas, sei lá
Como se vive a dois por inteiro se não estás cá?!
(A)batem-me vestígios (aqui)
Neste papel triste…
Nesta dor qu’insiste
Onde bordo resquícios (de ti)

.

23.04.2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

ETERNO ABRIGO



Hoje dou-me a ti, sou teu eterno abrigo
Se me faltam teus olhos, teu sorriso trago
Caminho de mãos dadas, trago-te comigo
Sinto teus lábios ávidos ao calor dum afago
Sei que um dia por ti valeu a pena a espera
Uma vez ouvi o luar extasiado falar de nós
De volta, trazes no bolso a nossa Primavera
Quanta ternura é um sorriso a uma só voz

Não falemos mais das noites sem lume
Hoje nos teus olhos habita um cardume
És mais que o rumor do meu perfume
Amor, ler-te é contigo atingir o cume!
19.04.2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

OLHOS PRENHES


Se no desabotoar pleno da flor
Ao teu sorriso me (p)rendi
Dedilhando pétalas de amor
Dos teus olhos de cetim me vesti

Quão pura é (noss)a Primavera
Os teus olhos (n)os meus
Erguemos estátuas de cera
No íntimo perfumado dos céus
Prenhes estão nossos olhos
Se revelando a toda a hora
Bailando versos em folhos

Neste (a)mar quero-te agora
Nem que seja como amigo
O amor pode ser inimigo.

sábado, 21 de abril de 2012

ABREVIATURAS


Trago o peito em cruz, desperta uma fissura
Dói-me a vida, dói-me o canto do rouxinol
Colossal é a pobreza, pobre é a fartura
Dói-me a morte aquando a ausência do sol!

Trago o peito em cruz, alastra-se a fissura
Dói-me a alma, dói-me a luz da natureza
Tu dóis(-me) cá dentro! Quanta tristeza!
Quisera eu que abalasse est’amargura!

Neste cais da vida que me leva e nada (me) traz
Insisto em querer saber se algum dia fui audaz
Agora, olhando para o tamanho desta fissura

Encerra-me a vontade de querer ser capaz
Resta-me falsificar em itálico minh’assinatura
Não sou completa (já disse)! Sou abreviatura!

19.04.12

quinta-feira, 19 de abril de 2012

EIS O MANTO DA NOITE CHEGANDO


EIS AI O MANTO DA NOITE CHEGANDO
MIL ESTRELAS EM FOGO (EN)CANTANDO
QUÃO LINDO É O CÉU TODO ENFEIT(IÇ)ADO
AO MEU OLHAR EMBEVECIDO ENTRELAÇADO
(NO TEU)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

LINDO NÃO SEI ONDE ME LEVAM MINHAS SANDÁLIAS



Lindo, não sei onde me levam minhas sandálias
Mas quando tocam teu peito florescem dálias
Se te sinto perto ao calor do nosso abraço
Tu sabes amor o quanto quero o teu regaço

Lindo, talvez minhas sandálias passo a passo
Entre montes e vales caminhando pelo prado
Façam de nós um cruzamento no mesmo espaço
Se sinto teus olhos (n)os meus, lado a lado

É de mãos dadas contigo que quero caminhar
Num sorriso a dois desabrochando como flor
Beijando-te, sei que só pertenço ao teu olhar


Lindo, minhas sandálias me levam até ao luar
Quisera eu falar-te da vida e falar-te de amor,
Apenas me apetece dizer-te: amor sei-te de cor!

15.04.2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

AMO-TE HOJE



Amanhã poderei não saber distinguir o céu do (a)mar
Se tão puro é o que teus olhos revelam a toda a hora
Não saberei das searas que engravidam o teu olhar
Não quero amar-te amanhã, prefiro amar-te agora

Amo-te hoje, amor…
Para ti amanhã será sempre tarde
As palavras poderão já não chegar
E o amor cairá num peito cobarde
O nosso poema não irá mais rimar

Amo-te hoje, amor…
Porque hoje sei (d)o sopro que te move
Da tempestade que te toca e me comove
Tudo o que te dói em mim também chove
E só hoje ao ver-te sorrir me sinto in love

Amanhã poderei já não contemplar o sol vermelho
Nem sei se as estrelas ainda estarão no mesmo lugar
Tens a certeza que serás o meu reflexo no espelho?
Ou meus olhos terão de poisar noutros para caminhar?

Não sei, não sei
Se te amarei.
Por isso, amo-te hoje
Se te sinto bem perto
E não te quero longe

És o meu livro aberto.

15.04.12

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

DOU-TE ESTE POEMA (SEM QUERER)



Dou-te este poema amor, (talvez) sem querer
Falo-te do que sinto mesmo sem o saber fazer

Desculpa este modo desajeitado de te escrever
É tão forte e tão imenso este meu (a)mar
Acabo com os olhos num cálice de fogo a arder
Sempre de mão dada com a chuva a chorar

Dou-te este poema amor, (talvez) sem querer
Ao mesmo tempo que trago meu peito a ferver
Quanto mais rasgo tudo o que tenho de ti
Querendo-te longe, tenho-te em mim, aqui

Podes rir… ri desta rapariga desajeitada que te ama
Que te imagina a seu lado partilhando a mesma cama
Que te espera todas as noites de luar e te chama…

Que importa a dor, se estou ou não a sofrer?!
Dou-te este poema amor, (talvez) sem querer.

11.04.2012

CELINE DION – IT’S ALL COMING BACK TO ME NOW
http://www.youtube.com/watch?v=pDxoj-tDDIU&ob=av2e

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CALVÁRIO DA VIDA - ANA COELHO E JESSICA NEVES



Repouso o pensamento
para abreviar as passagens
os muros da (in)certeza
esvaem-se na névoa da aurora


O vento molda-se aos meus dedos
Murmurando pela minha boca
Ascendo num arrepio entre medos
Nesta sede que me devora louca

Na demência de um não esquecimento

morro em cada passo lento
de uma tempestade alucinada
invento o silêncio...nele faço morada
No cálvario da vida sou pergunta sem resposta
Ácido de uma substância composta
Num voo de águia enjaulada
Se um dia fui tudo, hoje sou NADA!


Ana Coelho e Jessica Neves

terça-feira, 10 de abril de 2012

SILÊNCIOS (A DOIS)


Quantas não são as noites em que me afogo em silêncios teus?!
Silêncios esses que são (os) meus…

Chamo-te… chamo-te amor!
Visto meus olhos de tempestade
Procuro em meu corpo teu sabor
Morro! Fizeste-me acreditar na eternidade!

O que resta da aurora
Embriagada no teu leito
É orvalho que no meu peito chora
Onde me dispo (de ti) neste verso imperfeito

A vida é um (a)mar de pedaços

O amor faz-se a quatro braços
Faltam-me dois
Essenciais – os teus
Não (me) deixes p’ra depois
Não me obrigues a rogar aos céus.

Queria sentir teu forte abraço
Gritar bem alto a liberdade
As minhas mãos entrelaço
Para que se vá embora a saudade!

09.04.12

DAMIEN RICE - THE BLOWER'S DAUGHTER

sábado, 7 de abril de 2012

HÁ UM ANEL NO TEU SORRISO



Há um anel nesse sorriso
Suspenso pelo teu olhar
Se abre quando é preciso
E fecha-se pelo embalar
Te envolve assim menina
De flores de muitos fragores
Que qualquer olhar desatina
Rodeado de tantas cores

Nesse teu sorriso há um anel
Que poisa versos em meu peito
Trazendo sabor e aroma a mel
Se roubo teus olhos e me enfeito

E ao saber-te assim menina
De corpo e alma tão cristalina
Te quero tanto e te desejo
Que da tua boca pequenina
Só espero um sublime beijo


Há um anel nesse sorriso
Mesmo visto de soslaio
Que ao olhá-lo ironizo
Seja em Abril ou em Maio
Que do rosto que sustém
Emana a graciosidade
De um caminho que provém
Daqui à eternidade.

Jessica Neves e António MR Martins

sexta-feira, 6 de abril de 2012

(AMOR) FOI ONTEM A PRIMAVERA




Amor, foi ontem a Primavera!
Trazia-te em rosas os olhos rasgados
Tantos foram os poemas declamados
Ainda há um abraço à tua espera!

A sede que dos teus beijos trago
O laço (e)terno de cada afago
Do meu corpo jamais (te) apago

Amor, foi ontem a Primavera!
Poisavam andorinhas na minha mão
Desenhava-se no céu a nossa união
Ainda há um sorriso à tua espera!

É no presente d’Outono que te quero
Ao ver as folhas carcomidas desespero

Se um dia se cruzarem outros olhos com os teus
Outras mãos (sem serem as minhas) com as tuas
E se os teus lábios não forem mais os meus
No meu olhar não haverá mais sóis nem luas

Sei que foi ontem a Primavera
Traz papoilas rubras e volta
Não quero que sejas quimera
Dum amor que anda à solta!
05.04.2012

MR BIG – TO BE WITH YOU
http://www.youtube.com/watch?v=5QD5n98R_nk

quinta-feira, 5 de abril de 2012

DUETO: JESSICA NEVES E ANA COELHO - (RE)POUSA EM MIM

(Re)pousa em mim
Ao pulsar do coração
Aroma de alecrim
Verso sem razão…

Chega-te em sossego
Num ameno desfiar
Onde as emoções em elo
Se tocam num único abraçar…

Vem e traz em teu peito
Lírios roxos dos teus olhos
Gestos de amor perfeito
Embriagados em nossos folhos

Verseja fragrâncias
Com palavras cálidas
No silêncio salutar
Renascidos na plena essência!

04.04.2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

(PERMANECE) COMO TATUAGEM


Esta noite quero-me em ti tatuada
Que sejamos pássaros (s)em ninho
Poisando versos d’amor pela almofada
Forrada com laços de mãos de linho

Vem fruto irresistível que te (a)colho
Sou o ramo da árvore que te chama
Se soubesses o que sinto se te olho
Sabias que sou eu quem mais te ama
Teus lábios ávidos de papoilas roxas
 Fazem dos campos nossa paisagem
Rasga-se o peito aquando as coxas

A epiderme junta prova que a química
Entre nós permanece como tatuagem
O nosso amor alimenta-se em mímica.
30.03.2012
Bryan Adams - Have You Ever Really Loved A Woman
http://www.youtube.com/watch?v=hq2KgzKETBw

terça-feira, 3 de abril de 2012

PORO A PORO


Beber-te, soletrando-te poro a poro
(Ab)sorvendo-te gota a gota, breve
Renascendo em cada recanto te enamoro
No íntimo sussurrar do amor, leve

A tua pele à minha chamo
Num beijo que pede um laço
Loucamente te amo, te amo
Ao conforto de um abraço

Teus olhos dedilham a espuma
No melhor pranto de Inverno
Corpos enlaçam-se como pluma
Meu amor, que seja eterno
(Que seja ETERNO!)

02.04.2012

MICHAEL BOLTON – WHEN A MAN LOVE A WOMAN
http://www.youtube.com/watch?v=oZGE-Y1C_nk

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DEIXA-ME OLHAR (O SOL) PELO TEU SORRISO


Hoje não trago rosas nem versos rasgados
Nem sei quem roubou o meu jardim
Não trago poemas em nós embriagados
Nem pozinhos de perlimpimpim
Já vi meninos de bibe sorrindo
Hoje todo o céu se veste de escuro
Vejo andorinhas do Inverno fugindo
E todos os olhos se escondem do muro

Hoje trago o corpo e as mãos em ferida
E um significado trocado da vida
Falta-me o maior equilíbrio da balança

Empresta-me o olhar que preciso
Enche-me as mãos vazias d’esperança
Deixa-me olhar (o sol) pelo teu sorriso.
26.03.2012
IVETE SANGALO – SE EU NÃO TE AMASSE TANTO ASSIM
http://www.youtube.com/watch?v=tlavXSWjwFc
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