quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL




Jessica Neves - Sem Papel e Caneta, Com Alma e Coração deseja a todos os leitores e seguidores, um natal acolhedor e afetuoso, recheado de coisas doces! **

As melhores prendas de Natal são as presenças que oferecemos aos que nos são mais queridos, os afetos banhados de luz e de esperança, fazendo valer o verdadeiro espírito desta quadra, sem esquecer o ato mais nobre de todos: o sentido da PARTILHA.
Não esqueçamos que são os laços que constroem o nosso quotidiano.

(Des)embrulhem-se e sejam o maior sorriso, na vida de alguém.


Votos de um Natal sorridente e acolhedor! 

Jessica Neves *

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

POEMA DE FIDELIDADE (A TI, MEU HERÓI) - 3º PRÉMIO NO XX CONCURSO DE POESIA DA APPACDM DE SETÚBAL (2015)

84 Poemas a concurso | 3 Prémios | 5 Menções Honrosas
Tema: "Uma semente diferente"


3º Prémio:
Poema n° 78 - "Poema de fidelidade (a ti, meu herói)" 

Pseudónimo: "Força da natureza"
Identificação: Jessica Alexandra Raimundo Neves




POEMA DE FIDELIDADE

(A TI, MEU HERÓI)

Cabe-me a mim
Abrilhantar as noites
Com os teus olhos de seda
Contar-te histórias sem fim
Acender as estrelas só para ti
Fazer-te crer que este é o melhor lugar
Para habitar, por tu estares aqui…


Cabe-me a mim

Surpreender-te com o carinho
Das mãos enleadas, dos abraços estendidos
Em banhos de sorrisos e beijinhos repenicados
Quando a chuva teima 
Em te molhar o rosto
E não vem o sol de Agosto.


Cabe-me a mim
Escutar o calor do teu peito
Cuidar da tua pele carmim

Adormecer junto ao teu leito
Confessar-te o quão me fazes feliz, assim
Desse teu singular jeito…


Cabe-me a mim
Respeitar tua vontade
Com afetos
Afastar tuas mágoas
Fazer-te sentir o sabor da liberdade
Navegando em puras águas…

Cabe-te a ti
Dares-me 
- Tudo o que me tens dado -
O sol contagiante que trazes nos lábios.



É só a mim
Que cabe amar-te, meu herói
- Como só eu sei e tu sentes -
Agradeço à Vida
Por te reconhecer, em toda a parte
A minha maior (obra de) arte.

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Algumas fotos do evento:


Poema declamado por Miguel Assis, do Teatro Animação de Setúbal (TAS)


Mesa de honra, da esquerda para a direita: o Presidente da Direção, José Salazar; o editor da Lua de Marfim, Paulo Afonso Ramos; as juradas Isabel Marcolino e Teresa Teixeira (respetivamente) e o Vereador da Cultura (Pedro Pina)

Atuação do Conservatório Regional de Setúbal

Uma perspetiva do Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal

Uma perspetiva do Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal

Bolo referente ao XX CONCURSO DE POESIA da APPACDM de Setúbal

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Lista de premiados
XX Concurso de Poesia da APPACDM de Setúbal:

1º Prémio - Poema Nrº Nº 58 – “Rosalinda, Rosa Linda” – Pseudónimo – “ Teixeira Manuel” – Identificação – Hélder Joaquim Gorgulho Gonçalves – Portimão

2º Prémio – Poema Nrº 55 – “ Parábola” – Pseudónimo – “ Maria de Montemor” – Identificação – Regina dos Anjos Sousa Gouveia - Porto
3º Prémio – Poema Nrº 78 –“ Poema de Fidelidade ( A ti, meu herói)” – Pseudónimo – “ Força da Natureza” – Identificação – Jéssica Alexandra Raimundo Neves - Soure
Menções Honrosas:

- Poema Nrº 59 – “ Abóbora- menina” – Pseudónimo – “ Antónia da Ponte” – Identificação – Manuela Ferreira – Ponte de Lima
- Poema Nrº 20 – “Num silêncio diferente” – Pseudónimo – “Duarte David Dumas” – Identificação – António Jorge Pereira Madeira - Montijo
- Poema Nrº 9 “Hereditariedade” – Pseudónimo – “Mariana de Jesus” – Identificação – André Pinto Teixeira - Odivelas
- Poema Nrº 48 – “ (In)diferenças” – Pseudónimo – “ Blimunda VPA” – Identificação – Ana Margarida Borges - Porto
- Poema Nrº 76 – “Elemento cénico” – Pseudónimo “ Filipe Gonçalves” – Identificação - Sara Timóteo - Póvoa de Santa Iria.

domingo, 15 de novembro de 2015

PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA "A POESIA QUE HÁ EM TI" - ANTOLOGIA POÉTICA DA APPACDM DE SETÚBAL (2012 - 2014) - EDITORA LUA DE MARFIM - 2015

Participação na Antologia "A poesia que há em ti" (antologia poética da APPACDM de Setúbal (2012 - 2014) com 3 poemas (3° lugar e 1a menção honrosa (2013) e 1a menção honrosa (2014) no Concurso de poesia da APPACDM de Setúbal) - Editora Lua de Marfim












quinta-feira, 29 de outubro de 2015

"CAOS" (3º LUGAR) E "PERDE-TE NAS LETRAS" (4º LUGAR) NO CONCURSO DE ESCRITA CRIATIVA - SEMANA CULTURAL 2015 (FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA)





CAOS


Nós, seres desumanos

Deixamos que a sofreguidão do momento
Se apodere do corpo
Desprezamos as cúmplices migalhas 
E os beijos do sol em manhãs sorridentes
Preferimos apertar a chuva miudinha 
Dar as mãos por fugazes interesses
E lavá-las em águas injustas…



Nós, seres desumanos

Trocamos olhares como quem faz do engate 
Rotina diária para a sobrevivência
Lambemos a cobardia e o medo 
Alimentamos as barrigas cheias 
E as aparências contrafeitas
Somos desgraçados porque
Preferimos a raça que nos destrói…



Nós, seres desumanos 

Continuamos em falta connosco próprios
Falta-nos percorrer a vida
Falta-nos abraçar a essência
Falta-nos o ato mais nobre de todos: Amar!

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PERDE-TE NAS LETRAS

Perco-me no âmago das letras
E
ncontro-me no calor do teu abraço
R
asgo quimeras que atravessas
D
escobrindo-me, passo a passo
E
ntendes a palavra amor e s-o-l-e-t-r-a-s

T
udo o que sentes e tens para (me) dar, sem
E
nigmas prosaicos nem rascunhos poéticos

N
ão desvendas a mais ninguém
A arte
dos nossos corpos simétricos
S
imbiose perfeita que encaixa tão bem

L
onge de olhares rabiscados de maldade
Escrevemos
o presente numa folha solta
T
rocamos sorrisos que vencem tempestades
R
endemo-nos ao mundo à nossa volta
A
preciamos o toque das mãos e a sinceridade:
S
ão esses instantes que valem a eternidade.

sábado, 17 de outubro de 2015

PARTICIPAÇÃO NO EVENTO "MUNDA LUSÓFONO - ENCONTRO LITERÁRIO DE MONTEMOR-O-VELHO" - TERTÚLIA POÉTICA - 10 DE OUTUBRO 2015


Realizou-se no passado sábado, dia 10 de Outubro de 2015, no âmbito do "Munda Lusófono - 2° Encontro Literário de Montemor-o-Velho - Especial Freguesias", a Tertúlia poética com os autores Dinis Muacho, Jessica Neves e Diogo Xavier, na Junta de Freguesia de Arazede. 


Os autores, da esquerda para a direita: Dinis Muacho, Jessica Neves e Diogo Xavier



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

APRESENTAÇÃO DA OBRA "DE SOSLAIO" DO AUTOR ANTÓNIO MR MARTINS, NA CASA DA ESCRITA (COIMBRA) - 25.09.15




Comecei a dar os primeiros passos na escrita, em 2011. O 1º lugar no 1º concurso literário em que participei foi talvez o maior impulso, além de todos os incentivos, para continuar a escrever e para a publicação do meu livro.
Seguiram-se convites que me permitiram divulgar o que escrevo e desvendar um pouco mais de mim.
Ontem foi mais um dia marcante. Volvidos 4 anos, tive o privilégio de apresentar pela primeira vez, a obra de um autor.
O meu enriquecimento/crescimento interior é notável.
Que venham mais eventos, tertúlias, lançamentos e apresentações de livros, concursos e prémios literários!


Agradeço à vida todas as oportunidades que me tem proporcionado. Que no futuro continue a arriscar e abraçar cada projeto com alma e coração.
Obrigada a todos os que me acompanham, neste percurso ainda curto mas já tão bonito!


Vale a pena andar por aqui.



Mesa de Honra. Da esquerda para a direita: A poetisa Jessica Neves, que apresentou obra e autor de "De Soslaio", o autor António MR Martins e Pedro Baptista, editor pela Temas Originais.


Jessica Neves e António MR Martins

terça-feira, 14 de julho de 2015

FANTASIA



Já era noite mas não era tarde.



Os olhos acenaram ao ruído

Da porta do quarto entreaberta
A meia-luz da mesa de cabeceira
A ela moldava-lhe os contornos 


A ele incendiava-o ainda mais.


Os estores desceram 
O vestido subiu 
Empoleirou-a às cegas
Conforme o sussurro aceso comandou
Com sofreguidão
E sem culpa.





As carícias correram o quarto

Torturaram os cortinados

Contra a parede manchada e estremecida.






Já era noite mas não era tarde.



Nunca seria tarde
               
           
 Para se vestirem de fantasia.              




14.07.15

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A MINHA PRAIA





Fosses tu o ondular

Que preenche o areal

Imenso do meu sorriso…


Fosses tu o enrolar

Da toalha humedecida à cintura

Em tons de fantasia…


Fosses tu o beijar

Do sol que passeia à tardinha

Descalço pelo meu corpo…



Fosses tu o serenar


Das águas que povoam

O verde dos meus olhos…



Fosses tu o (meu) mar


A minha praia

Eu seria inteiramente TUA!





01.06.15

segunda-feira, 1 de junho de 2015

SE O AMOR É... HIPOTÉTICA SALVAÇÃO




Se o amor é cascata de fogo
Quero queimar-me lentamente
Se o amor é xadrez, um jogo
A dois, quero ganhar justamente!

Se o amor é hálito de madrugada
Quero acordar-te com a leveza
Dos beijos poisados na almofada
Dizer-te que p’ra mim és “certeza”!

Se o amor é cálice de ouro
Quero bebê-lo com gosto e loucura
Uma bebedeira sem rosto nem cura
Leva-me a chamar-te tesouro!


Se o amor é entrega carnal
Quero que sejas um furacão
Em cada recanto, vendaval
Sem medo nem compaixão!

Se o amor é hipotética salvação
Transporta-me até ao paraíso
Não me roubes só o coração
Traz nos lábios o meu sorriso.

Se o amor é…
Tudo isto
Quero acabar com este registo
Dos “ses
E amar-te da cabeça aos pés!




01.06.15

sábado, 25 de abril de 2015

O PENSAMENTO NÃO É CASTRADOR (POEMA ALUSIVO AO DIA DA LIBERDADE - 25 DE ABRIL)



Hoje é o dia de todos aqueles que se atrevem... 

a acreditar, a dizer, a lutar, a fazer, a sonhar, a escrever, a pensar, a viver... 

VIVA A LIBERDADE!



O pensamento não é castrador
E por si só, merece-me inteira
Quem o negar é puro fingidor
Sou alma livre sem fronteira!


Da terra colho os seus frutos
No inferno escolho o pecado
No céu ajoelho, sou anjo astuto
E na água sei do olhar lavado!


Com esta mente vivo tão bem
Sem sequer lembrar minh’idade
Oh! Tanta pobreza o mundo tem
Que não lhes gabo a mentalidade!



Reprimo sim! Os que se inibem
Esses puritanos de fraca raça
Que nem bem nem mal vivem
São somente vento que passa!



24.04.15

quarta-feira, 8 de abril de 2015

LIBERDADE DE AMAR





















A essência da liberdade
Reside em amar
O que se faz
E o que se é capaz
De fazer pela felicidade.


Não há regras quando se ama
Quando se mantém acesa a chama.


A essência da liberdade
Reside em mim e em ti
Quando juntos somos
O que nos propomos
Mesmo em dias de tempestade.

Não há regras quando se ama
Quando se partilha a mesma cama.


A essência da liberdade
Reside em transformar
As coisas complexas
E as mentes perplexas
Em galhos de simplicidade.

Não há regras quando se ama
Não façamos disto um drama!


Liberdade é ser
O que se quer
O que se pretender
…VIVER!

Não! Não há regras quando se ama
Quando se mantém acesa a chama
Quando se partilha a mesma cama!
Não! Não façamos disto um drama!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

NÃO TEMAS A PASSAGEM DOS ANOS



Não temas a passagem dos anos

Nem o rio que no olhar s’atravessa
Não tapes a cara com panos
Velhos rendilhados à pressa!


Não! Não queiras olhar p’ra trás

Nem olhes demasiado p’ra frente
Contenta-te apenas, em ser capaz
De viver serenamente, o presente!


Desfruta do sorriso amigo

Daquele olhar inesperado
Da mão dada ao desconhecido
Do contacto que foi trocado!


Detém-te nesses momentos

No quão são muito especiais
Esquece o relógio dos lamentos,
O ódio e todas as coisas triviais!




02.04.15

domingo, 29 de março de 2015

ENTREVISTA JORNAL CORREIO DA MANHÃ 29.03.15




Hoje no jornal Correio da Manhã
Página 45 – Geração Arte


O poema “Na vertigem da fome” de Jessica Neves, de Coimbra, foi o mais votado na categoria Texto.


“A minha escrita é ousada”


Correio da Manhã - Como foi a tua reação quando soubeste que tinhas ganho na área de Texto?
Jessica Neves - Foi uma surpresa. É gratificante ser premiada, ser reconhecida pelo talento. Não só pelo prémio monetário em si, mas também pela divulgação, pela partilha, por toda a visibilidade que esta vitória pode oferecer.

- O que significa esta vitória?
- É mais um impulso para continuar a escrever. É motivante ver o nosso trabalho premiado. No futuro, gostaria de escrever a tempo inteiro. Embora saiba que não é fácil. Pretendo ao máximo divulgar a minha escrita.

- Como nasceu esta paixão?
- Nasceu aos 17 anos. Estava de férias do meu desporto favorito, que é o futsal, e senti que faltava algo que me preenchesse. Comecei a passar para o papel aquilo que sentia. Daí, criei um blog e escrevi um livro.

- Dedicas muito tempo à poesia?
- Escrevo por inspiração. Escrevo quando há o impulso, quando aparece o bichinho da escrita.

- De onde surgiu a inspiração para este poema?
- Acima de tudo, da paixão pela vida. A minha escrita é ousada, sensual e também erótica. Há uma paixão que me move. Também o facto de querer alertar a sociedade para mudar mentalidades e comportamentos. A sociedade precisa de ser um bocadinho abanada.


Fotografia: Ricardo Almeida (Fotojornalista Correio da Manhã)

quinta-feira, 26 de março de 2015

1º LUGAR NO CONCURSO "GERAÇÃO ARTE" DO CORREIO DA MANHÃ - CATEGORIA: TEXTO




“Na vertigem da fome” foi o poema que valeu a Jessica Neves o galardão. Tem 21 anos, vive em Coimbra e estuda Comunicação Organizacional. Arrecadou 1141 votos.


DA BOLA PARA A ESCRITA


Em 2012, publicou “(Sem) Papel e Caneta, (Com) Alma e Coração”. Jessica diz que ainda lhe falta maturidade para voltar a editar e fazer melhor. Gostava de ser escritora a tempo inteiro. A paixão nasceu de uma pausa no futsal. Escreve por marés de inspiração e acredita que a escrita a faz crescer.

Não gosta de… falta de humildade
Gosta de… liberdade

OUSADIA, EROTISMO E SENSUALIDADE


#Como surgiu o gosto pela escrita?

Escrevo desde os 17 anos. Estava de férias do desporto que pratico, o futsal, e senti que faltava algo que me preenchesse e comecei a passar para o papel o que sentia.

#É de família?

Não. E isso é que é engraçado! Porque além de não haver ninguém que escreva na família, ninguém me associava à escrita. Viam-me mais como “a maria rapaz que joga à bola”.

#Porquê este poema?

A minha poesia é pautada essencialmente pela ousadia, pela sensualidade e pelo erotismo. Penso que a sociedade necessita de uma escrita mordaz, que faça pensar e mudar mentalidades e comportamentos.


RESPOSTAS RÁPIDAS

Um ídolo: O meu pai
Uma inspiração: A vida
Um motivo para sorrir: A simplicidade
O melhor da tua geração: O pensamento fora da caixa
E o pior: A banalização dos afetos
Uma loucura: O desafio de viver todos os dias apaixonada pela vida

DIZ O QUE TE VIER À CABEÇA

Às vezes…penso muito
Um dia vou… ser uma inspiração para os jovens
Dizem que sou… versátil
O que escrevias numa t-shirt?

Acreditar, querer, lutar e vencer!



                                            
                                            Jornal Correio da Manhã, 26 de março de 2015





POEMA
NA VERTIGEM DA FOME


Devolve-me o poema
Que roubaste ao meu corpo
Na noite em que todas as estrelas
Se (des)abotoaram de nós…


Pendura-o na tua boca

Enrola-o à minha língua

E vai descendo e ondulando

Na vertigem da fome

Que o delírio pede

E o suor consome…



Devolve-me o céu

Que descobri nos olhos teus 

Ao toque ardente

Do tango vibrante nos meus.


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