segunda-feira, 21 de julho de 2014

OLHOS SEM ROSTO






Um corpo (ao) frio


Olhos sem rosto


Lábios sem gosto


Princípio dum vazio...



Duas gotas de orvalho

Serão súplica e medo?

Apontas-me o dedo

Se falho… Nada valho!



Olhar caído em terra

Palma da mão violada

Palco d’alguém sem nada

Pobreza que m’encerra.



16.07.14

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