quarta-feira, 12 de agosto de 2026

"AMA-ME", NA EDIÇÃO DE HOJE DO JORNAL DA MEALHADA

 



Ama-me

Traz rosas mornas em teu peito

Deixa que se moldem à minha mão

Declama o poema a que tenho direito

Provoca em meu corpo, erupção


Ama-me

Sem vestes, sem destino ou razão

Com o olhar, com os lábios e a pele

Porque o amor não pede explicação

Pede sim uma paixão a dois, fiel


Ama-me

Entre as rochas, entre as ondas e o cais

Grita comigo os búzios à praia rasgada

Desperta em nós o chilrear dos pardais

Em pétalas abertas pela madrugada


Ama-me

Enfeita-me com lírios puros sem pressa

Rompe o sol no pretérito mais-que-perfeito

Onde se une o puzzle numa só peça

Rumamos ao céu do nosso íntimo jeito


Ama-me

Pelo fogo da noite ao ventre desperta

Pelas estrelas acocoradas ao luar

No laço qu’em teu pescoço nos aperta

E em tranças ousa o coração completar


Ama-me

No castelo rubro da tua fantasia

Assim mesmo, despudoradamente

Onde habita só a nossa maresia

Peço-te, ama-me simplesmente!


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